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Está na hora: é Meia-Noite na Bienal de Coimbra

A edição de 2021-2022 do Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra (Bienal de Coimbra) arranca no dia 27 de Novembro, com o tema da Meia-noite e sob a curadoria de duas mulheres, Elfi Turpin e Filipa Oliveira. Entre várias novidades, este ano traz-nos uma programação que se divide em duas partes, a primeira […]

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A edição de 2021-2022 do Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra (Bienal de Coimbra) arranca no dia 27 de Novembro, com o tema da Meia-noite e sob a curadoria de duas mulheres, Elfi Turpin e Filipa Oliveira.

Entre várias novidades, este ano traz-nos uma programação que se divide em duas partes, a primeira delas começa no dia 27 de Novembro, com a abertura de uma exposição-conversa que pode ser visitada até 15 de Janeiro. A segunda parte consiste num conjunto de exposições colectivas que serão lançadas no próximo ano, entre 9 de Abril e 26 de Junho.

Meia-Noite

À noite todos os gatos são pardos e, na conceção crítica da Bienal, a noite é considerada como um espaço de fluidez, de quebra de normas, um lugar aberto a outras possibilidades de visão, de conhecimento, de interação, aberto a outros corpos. À noite é historicamente um espaço que foi muito contestado, e ultimamente altamente politizado. As obras apresentadas convocam a noite — que oculta e revela — a partir de meios diferentes e de um corpo de artistas plural, nacionais e internacionais.

Parte I: exposição-conversa

Esta proposta consiste numa instalação do artista Carlos Bunga (Portugal, 1976) e um programa de projeção de películas de 16mm, pertencentes ao acervo do CAPC, na Casa das Caldeiras, em parceria com o Teatro Académico de Gil Vicente:
– La cabeza mató a todos, de Beatriz Santiago Muñoz (Porto Rico, 1972)
– Les mains negatives, de Marguerite Duras (Vietname, 1914),
– À Bissau, le Carnaval, de Sarah Maldoror (França, 1929),
– Shadow-Machine, de Elise Florenty (França, 1978) & Marcel Türkowsky (Alemanha, 1978)

Estes filmes pretendem explorar diferentes temas, com a participação do público. Assim, todos os dias, diferentes grupos de pessoas serão convidados pelas curadoras e pelo Serviço Educativo do CAPC a visionar os filmes e a iniciar conversas sobre diversidade, igualdade, justiça social, produção de conhecimento, relações poéticas entre espécies e a noite como espaço de resistência.

A ideia é que diferentes pessoas de Coimbra possam discutir o significado de cada filme e lançar uma pergunta à cidade e à bienal. Assim, às quintas-feiras, entre 2 de dezembro e 13 de janeiro, às 18h, estarão sempre presentes convidados para discutir com o público o filme do dia.

Visitas: entre 27 de Novembro de 2021 e 15 de Janeiro de 2022, na Sala da Cidade (antigo refeitório do Mosteiro de Santa Cruz, junto à Câmara Municipal de Coimbra)

Programação Convergente

No sonho do homem
que sonhava,
o sonhado acordou

Este é o palco para os alunos do segundo ano do mestrado em Estudos Curatoriais do Colégio das Artes da UC apresentarem uma exposição que parte da temática da noite. 

Conta com trabalhos de Alberto Carneiro (Arquivo do CAPC), Bárbara Bulhão, Clara Imbert, Héctor Zamora, Marilá Dardot, Margarida Alves, Pedro Pedrosa da Fonseca, Rita Gaspar Vieira e Zé Ardisson.

Visitas: entre 27 de Novembro de 2021 e 17 de Janeiro de 2022, no Círculo Sede CAPC (Rua Castro Matoso, 18, em Coimbra)

Pharmakon: Remédio-Veneno-Bode Expiatório

Exposição fotográfica realizada por Jorge Das Neves no contexto do Colóquio internacional sobre a arquitetura e o espaço urbano da cidade COIMBRA 30-2030.

Visitas: entre 16 de Novembro de 2021 e 17 de Janeiro de 2022, no Círculo Sereia CAPC (na Rua Pedro Monteiro, Casa Municipal da Cultura, piso-1, em Coimbra)

Anozero

Criada com o objetivo de promover uma reflexão acerca do significado simbólico e efetivo da classificação da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, tem colocado em diálogo a arte contemporânea e o património conimbricense, explorando os espaços mais emblemáticos da cidade.

Ao longo dos últimos anos, vários artistas têm sido convidados a realizar peças específicas para o contexto da Bienal, debruçando-se sobre a história da cidade e as suas idiossincrasias. As diferentes equipas curatoriais têm também procurado um cruzamento entre artistas portugueses e o circuito internacional, visando facilitar a integração da arte portuguesa neste último contexto.

dig

Texto: Joana Pires Araújo
Fotos: Anozero, CAPC, Paula Vale Marques (Mapas CCC) Vítor Garcia (para Laboratório de Curadoria)

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