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Conheçam a Solutions Journalism Network

Existe uma rede de jornalismo de soluções

Sugiram uma história

Somos todos ouvidos

Saibam mais sobre nós

Quem somos e como nos financiamos

O que é Jornalismo de Soluções?

Se vos perguntássemos quais são os maiores problemas do sítio onde vivem, provavelmente em dois minutos davam-nos uma longa lista. Já sobre as respostas, nem por isso, mas é sobre elas que o jornalismo de soluções trabalha indo mais além do que o jornalismo tradicional, tentando ler o que está nas entrelinhas e apontando o foco para aquilo que recebe menos atenção.

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Fotografia: Tiago Cerveira

Conheçam a Solutions Journalism Network

Existe uma rede de jornalismo de soluções

Sugiram uma história

Somos todos ouvidos

Saibam mais sobre nós

Quem somos e como nos financiamos

Todos conhecemos a velha metáfora do copo meio cheio e do copo meio vazio. Actualmente, o que a maioria dos órgãos de comunicação social nos entregam diariamente é a segunda sensação. Não é difícil sentir que o mundo é um poço infinito de problemas depois de ler um jornal ou ouvir o noticiário. Até a sabedoria popular diz que «as más notícias chegam depressa» e é a elas que estamos habituados, tanto que quando descobrimos algo novo e bonito, desconfiamos que seja excepcional.

Outro sentimento comum, é o de distância. Mesmo que sintamos empatia por uma história, vem logo a impotência, a frustração, e tanto pior quanto mais trágica for a narrativa. Quem nunca viu uma notícia de uma inundação na televisão e depois deu outra garfada no arroz e pensou: «Que chatice», para continuar a refeição e pensar que não há nada que possa fazer? Ou leu no jornal sobre as alterações climáticas, preocupou-se por dois segundos e depois virou a página, supondo que cabe aos governantes tratar do assunto? Ou, pior, que esse assunto não lhe diz respeito.

O jornalismo de soluções é uma técnica jornalística que, depois dos Estados Unidos da América, começa a ganhar terreno noutros hemisférios, nomeadamente na Europa. Muito praticado em media locais, funciona no sentido de rectificar a situação que referimos em cima, informando sobre questões importantes na esfera local, numa perspectiva orientada para a solução. Destaca quem e o que é que está a ser feito para resolver problemas localmente e tenta encontrar quem faz melhor noutros sítios, para trazer essas lições. 

Sabendo que é certo que acontecem coisas importantes todos os dias e que a esmagadora maioria são problemas, com mais ou menos impacto em cada um de nós, o jornalismo de soluções propõe que, além de se dar a conhecer, se mobilize no sentido de resolver esses problemas, porque essa parte fica muitas vezes de fora. Há uma expressão que diz que os problemas gritam e as soluções sussurram. É a elas que esta corrente quer dar ouvidos, em linha com o jornalismo comunitário e construtivo, mas não para dar apenas boas notícias. Nada disso. É uma forma de fazer jornalismo que considera que dar as notícias é apenas fazer metade do trabalho e que apelar à acção e mobilizar quem lê pode dar muitos e bons frutos. 

A tónica é o optimismo. Por que é que em vez de procurarmos a cidade com a pior taxa de criminalidade não investigamos qual é a mais segura e porquê? Por que é que em vez de descobrirmos o sítio onde a governação é mais fraca, não exploramos a mais pujante ou que tem a maior participação das mulheres e outros grupos minoritários? Para se ter rigor diga-se que estão em jogo respostas, mais do que propriamente soluções. O que interessa é mostrar que elas estão a acontecer, com o principal objectivo de, através das histórias, dar à sociedade uma visão prática sobre como um problema ou problemas semelhantes poderiam ser abordados com mais sucesso. 

O caminho do jornalismo de soluções não tem sido feito sem resistência por parte da própria imprensa, que vive uma grave crise de credibilidade. Acusado de empolar o optimismo e dar só boas notícias, o jornalismo de soluções responde com resultados e provas do seu impacto, por exemplo, através da Rede de Jornalismo de Soluções – Solutions Journalism Network (SJN). A rede é um grupo internacional que dá apoio à implementação da técnica jornalística nas redacções, de forma sistemática e colaborativa. Profissionais oferecem workshops aos colegas jornalistas, editores, professores, profissionais da comunicação em cargos de chefia e estudantes de jornalismo. 

Em tempos de pandemia de covid-19, o jornalismo de soluções tem coberto aquilo que a grande imprensa não cobre e muitos desses trabalhos estão no banco de dados da SJN. Quais são as histórias mais relevantes e valiosas que se podem contar sobre a vossa cidade? O que é que está a faltar na discussão pública? De que é que se está a falar só porque sim? São exercícios como estes que o jornalismo de soluções propõe, remando no sentido contrário aos das pressões que a profissão sofre actualmente, em nome do imediatismo e da sobrevivência financeira. Além disso, a participação é de todos. Têm ideias? Quem faz jornalismo de soluções recebe-as. Das alterações climáticas à segurança pública, dos transportes às escolas e aos sem-abrigo, da habitação à sustentabilidade, ao emprego, à inclusão, à igualdade de género e de oportunidades. O que é que falta? Há falta de consciência dos problemas? Ou há consciência mas não há indignação? Há indignação mas falta perguntarem-se o que é que pode ser feito? Quem é que está a fazer um trabalho melhor para lidar com esse problema? 

As histórias sobre soluções não costumam ser notícia de última hora, mas têm muitas vezes por base notícias de última hora. É a partir delas que se procuram oportunidades, se fomenta o conhecimento e se leva à mudança. A ideia é que depois de ser publicada, a história não fique por ali. É que além de identificar os problemas, se proporcionem potenciais caminhos além deles, evitando deixar os leitores frustrados ou mesmo aborrecidos, com vontade de virar a página. Encontrar um caminho para seguir em frente gera esperança e a sensação de envolvimento só deixa a comunidade a ganhar. 

Quem não prefere ler uma notícia e ficar com a sensação de que as coisas podem melhorar? Quem não gosta de sentir que faz parte? As histórias de soluções transcendem as diferenças e apelam à acção de pessoas de todas as idades e géneros, especialmente das mais jovens. Trata-se de construir confiança, de dar voz, de empoderar, validar e partilhar o que acontece no tempo e no espaço. A comunicação digital assim não tem limites nem barreiras. Permite a longevidade das histórias e o contacto com todas as pessoas. Outra expressão popular diz que «a união faz a força». O jornalismo de soluções implica coerência, compromisso e impacto. No fundo, escolher as histórias certas e fazer bom jornalismo.

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