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Correr e caminhar para ajudar a comunidade

A Roda Pedaleira e a Roda Dianteira promovem a actividade desportiva articulada com uma vertente social. As mais recentes beneficiárias foram famílias ucranianas, que chegaram refugiadas da guerra à União de Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades, mas todos os que necessitam são alvo da ajuda das associações desportivas

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Fotografia: Mário Canelas, cortesia Roda Pedaleira e Dianteira

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De bicicleta ou a correr, ou mesmo a caminhar. A actividade desportiva é aconselhada por todas as entidades de saúde, para o bem estar das populações. Mas há duas associações na União de Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades que levam esse bem estar mais além, angariando fundos e bens materiais para pessoas e instituições que mais precisam de ajuda. São elas a Roda Pedaleira, de Eiras, e a Roda Dianteira, no Dianteiro, São Paulo de Frades. Sem ganhar um cêntimo pelo (muito) trabalho que desenvolvem, os sorrisos e as palavras de elogios são, para os responsáveis das associações, uma grande recompensa.

8 de Maio é o dia da principal actividade anual da Roda Pedaleira: o Eiras Single Track, uma iniciativa que junta um percurso de bicicetas BTT de 25 quilómetros e uma caminhada solidária de 10 quilómetros. No total, são mais de 600 participantes, entre os 200 da caminhada e os mais de 400 da corrida. «Estamos a pedir aos participantes que tragam um bem material para doar às famílias ucranianas que estão a ser acolhidas na freguesia e temos a certeza de que vamos angariar muito material», admite Pedro Fernandes, membro da Direcção da Roda Pedaleira. A preparação dura há alguns meses, seja através da abertura de trilhos na freguesia ou  como tratar da papelada necessária para estes eventos. «Abrir trilhos é o menos. O problema são as burocracias. Já evitamos fazer competição, que ainda é mais complicado», admite Pedro Fernandes.


Apesar de as inscrições para o BTT estarem originalmente limitadas a 400 pessoas, na semana passada a Roda Pedaleira abriu mais 25 vagas devido às muitas solicitações. «Não podemos passar disso, porque há caminhos onde só passa uma bicicleta e, portanto, temos de ter essa limitação. Mas as 25 vagas que abrimos esgotaram em minutos», salienta o dirigente, que espera um grande dia.

No final de Março, realizou-se a principal actividade da Roda Dianteira: o Trail das Azenhas. A prova, que se divide em 17 e 25 quilómetros (para além da caminhada de 10 quilómetros) teve 600 participantes, e 1€ de cada inscrição reverteu para a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla. «Tem sido o nosso parceiro. Outras associações que precisem de apoios, estamos sempre disponíveis. Estamos agora também a apoiar as famílias ucranianas que vieram viver para a freguesia», revela o presidente da Roda Dianteira, Marco Ferreira, completando que, na edição deste ano, reuniram bens alimentares e de higiene para entregar a essas famílias.


O Trail das Azenhas teve duas edições (2019 e 2022) e percorre trilhos na zona do Dianteiro. «Queremos dar a conhecer a beleza dos nossos trilhos, as pessoas ficam fascinadas e afirmam desconhecer que existiam no concelho de Coimbra», reforça Marco Ferreira, mostrando-se satisfeito pelo crescimento da iniciativa, de 2019 para 2022, tendo crescido de 390 para 600 participantes. «Em 2020 tivemos de cancelar a 15 dias da prova, por causa da pandemia, mas este ano voltámos em força», assegura.

Para realizar a prova no final de Março, é necessário muito trabalho antes. A partir de Dezembro começam os trabalhos de abertura dos trilhos, à custa da boa vontade de alguns sócios da associação. Trilhos esses que, muitas vezes, têm de ser reabertos. «Este ano, quando já tínhamos tudo feito, passaram por lá os madeireiros e deixaram tudo cheio de lixo. Tivemos de voltar a abrir os trilhos», lamenta Marco Ferreira, admitindo porém que também não quer impedir o trabalho dos madeireiros no local.

E porquê fazer uma actividade desportiva para ajudar outras pessoas ou instituições? A resposta de Marco Ferreira é pronta e sem hesitações: «Não sabemos o dia de amanhã. Podemos ser nós a precisar.»

Ajuda de todo o tipo

Para além da corrida e caminhada de 8 de Maio, a Roda Pedaleira tem também uma iniciativa solidária no Natal, onde não há inscrição prévia e quem participa tem de entregar um bem material. «Através de patrocínio, tentamos ajudar 4 ou 5 instituições que precisam. Para além dos bens dos participantes, apoiamos com materiais mais específicos como ares condicionados, bicicletas, matraquilhos, fogões ou aquecedores. No último Natal tivemos 280 pessoas, dos 8 aos 80 anos», destaca Pedro Fernandes.


O Colégio dos Órfãos e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima são duas das instituições apoiadas regularmente pela Roda Pedaleira, mas também há ajudas mais personalizadas, como explica Pedro Fernandes. «Temos um pedreiro, um electricista, um médico, vai dando para ajudar. Ainda recentemente requalificámos uma cozinha a uma família que precisava», completa.

Falta de sede condiciona

As duas associações debatem-se, neste momento, com o mesmo problema: a falta de uma sede física. E se, no caso da Roda Pedaleira, esse obstáculo está cada vez mais próximo, a associação do Dianteiro ainda o tem como uma incógnita. «Temos uma sede fiscal, que é a casa de um dos nossos sócios, mas ainda queremos ter o nosso espaço. Brevemente deveremos ter uma sala num edifício que vai ser construído no Dianteiro», espera o presidente.

A Roda Pedaleira já tem um espaço construído em Eiras, próximo do edifício da União de Freguesias, mas ainda está em fase de conclusão. Pedro Fernandes adianta que estão a ser angariados fundos para terminar a sede física e que, a partir daí, haverá margem para fazer outro tipo de eventos.

Começou com grupos de amigos

Apesar de terem nomes semelhantes e de, segundo os responsáveis, se darem bem, a Roda Pedaleira e a Roda Dianteira não têm relação directa. No entanto, a origem das duas associações é semelhante: ambas começaram entre grupos de amigos que gostavam de andar de bicicleta. «Esta história já tem 16 anos. Um grupo de amigos juntava-se para andar de bicicleta ao Domingo e foi ficando. Neste momento, temos à volta de 200 membros», recorda Pedro Fernandes, proprietário de um restaurante em Eiras, que dedica os tempos livres à Roda Pedaleira.


O início da Roda Dianteira foi semelhante, mas há menos tempo. Mais precisamente em 2013, quando um grupo de amigos do Dianteiro começou a andar junto. «Na altura nem tinha bicicleta, andava numa emprestada, mas ao fim de um mês comecei a procurar uma para mim», lembra o presidente, Marco Ferreira. Neste momento, a Roda Dianteira está constituída como clube desportivo, com cerca de 50 sócios, e atletas que participam em provas um pouco por todo o país. «Tivemos um atleta a fazer um trail na Madeira há poucas semanas», revela.

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