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Mimesis

O Ciclo de Teatro e Artes Performativas da UC está de volta com mais de 40 propostas

Desde pintar um graffiti digital em edifícios da Baixa até falar com plantas do Jardim Botânico, viajar no comboio com a avó ou interpretar as posturas das estátuas, há dezenas de actividades para descobrir por todo o concelho de Coimbra este ano.

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Mimesis

Arrancou já em plena pandemia, em 2020, e regressa a cada ano aprimorado o ciclo que tem como nome o princípio de que a arte deve ser o reflexo da realidade. O Mimesis promete pintar a cidade de muitas cores, sons e palavras em mais de 40 actividades, que vão desde a performance ao cinema, passando por formatos originais como o graffiti digital, espalhados pela cidade desde as ruas da baixa e o novo Atelier A Fábrica ao Teatro Loucomotiva, em Taveiro, passando pelo Criptopórtico Romano do Museu Nacional de Machado de Castro e o Salão de Eventos da Sede da Associação Artística e Cultural Salatina.

O Ciclo de Teatro e Artes Performativas faz parte da estratégia de programação cultural anual da Reitoria da Universidade de Coimbra (UC) de valorizar a criação e prática artísticas, promover a investigação especializada, aprofundar a formação e qualificação na área das artes e contribuir para a diversidade e qualidade da programação cultural, estimulando o diálogo entre a academia, a cidade, a região e o país. Tal como no ano passado, neste 3.ª edição o Mimesis estende-se a Alcobaça, numa altura em que se celebram os 20 anos da instalação do Centro de Estudos Superiores da Universidade de Coimbra na cidade.


Depois de «Os Dados Estão Lançados, no dia 15 de Maio, um espectáculo com base na obra de Jean-Paul Sartre, Pierre Dumaine e Ève Charlier em que os protagonistas voltam a viver a partir do momento em que haviam morrido e o que fariam diferente, segue-se «No Tempo em que o Teu Corpo era um Aquário» no dia 22 de Maio, às 17h, no Grémio Operário de Coimbra. É um cabaret dedicado às artes performativas – teatro, música, dança – numa matinée de domingo com várias atuações, sketches satíricos e humorísticos, apresentados por artistas locais, nacionais e estrangeiros.

Programação até 15 de Junho

«Grafitti Digital»

23 e 24 de Maio às 21h30
Escadas da Rua dos Gatos (Largo da Portagem) e Terreiro da Erva

A Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra apresenta uma performance visual digital com banda sonora eletrónica nas duas noites, com Élia Ramalho e Alex Lima a criar um graffiti digital nas fachadas de dois edifícios da Baixa. (caso as condições meteorológicas sejam adversas, será realizado indoor, em locais da Baixa de Coimbra)

«Como Faz a Primavera»

25 Maio às 21h30
Teatro Loucomotiva

O GEFAC apresenta duas figuras diferentes no mesmo tempo, uma crise que ecoa através dos gestos e do corpo, uma viagem de respostas onde as memórias são veículo, e o regresso a um presente ressignificado pelo tempo e pela festa. Porque é nos ciclos anteriores que encontramos os passos do novo ciclo – o eterno recomeço –, a partir daqui a viagem é deles e nossa.
Bilhetes disponíveis na bilheteira do Teatro Loucomotiva
Preço Bilhete: 5€

«Desumanização»

25 Maio às 21h30
Teatrão – Oficina Municipal de Teatro TEATRO

Teatro Art’Imagem apresenta uma versão cénica do romance homónimo, de Valter Hugo Mãe, numa dramaturgia de José Pedro Pereira, com direção e encenação de José Leitão, fundador e diretor da companhia, que vai à Islândia buscar referências para a sua ficção teatral, num olhar «estrangeiro» sobre um país e suas gentes. Numa pequena aldeia abafada pela monumentalidade dos fiordes islandeses, Halldora surge em cena a partir da boca de Deus para nos contar como foi lidar com a
morte de Sigridur, sua irmã gémea. Como preencher a metade que se perdeu? Como viver pelas duas? Como ocupar o outro lado do espelho? Esta é uma história de perda, luto e superação que nos faz questionar os limites da Humanidade (ou a sua transgressão), numa visão artística que confronta os
olhares de que é feita a vida, entre o real e imaginário.
Bilhetes disponíveis na Bilheteira do Teatrão
Preço Bilhete: 5€

«An Unexplained Emptiness»

26 Maio às 17h
Criptopórtico Romano do Museu Nacional de Machado de Castro

Frederico Dinis com Pensamento Voador apresenta uma performance audiovisual em que sons e imagens em movimento se organizam, transfiguram e equilibram num qualquer lugar entre um ensaio visual e um poema sonoro. «An unexplained emptiness», uma criação que se pode escutar, ver e apreender de muitas maneiras, retrata estados de quietude, placidez, vazio, equilíbrio e silêncio, partindo do papel da memória pessoal e alterando o tempo e o espaço, na procura de novos significados e novas memórias.

«Do Swing ao Teatro Musical»

76 Maio às 21h30
Teatro Académico de Gil Vicente

A Big Band Rags da Tuna Académica da Universidade de Coimbra e a escola de dança DanceN’Arts School juntam-se para uma viagem temporal pela era do swing,
desde a vida nos bares e salões de dança de Nova Orleans até ao Teatro Musical.
Bilhetes disponíveis na Bilheteira do TAGV
Preço Bilhete: 6€

«A três tempos, em três atos – o efémero na arte»

28 Maio às 21h
Atelier A Fábrica

Plural Apotheosis apresenta três artistas de áreas distintas dinamizam em tempo real uma performance improvisada, com recurso a múltiplas formas de expressão. A música de um artista experimental conduzirá o movimento de uma bailarina contemporânea, cuja coreografia dará o mote à criação de uma ilustração por um artista visual.

«Contornos do Riso»

29 Maio às 18h
Grémio Operário de Coimbra

A Associação Motivos Alternativos – Associação Cultural apresenta uma performance humorística sobre temas do dia-a-dia em que o humor e o desenho surgem lado a lado – através de um rabisco num quadro de giz, de um desenho numa folha de papel ou de projeções numa tela. No espetáculo híbrido, Afonso Paiva e Joana Ramos combinam as suas aprendizagens, transformando o humor em desenhos, os desenhos em palavras e as palavras em atos. Inclui a participação de uma intérprete de Língua Gestual Portuguesa, Rafa Cota.

«Atemporais»

29 Maio às 18h
Salão de Eventos da Sede da Associação Artística e Cultural Salatina

A Associação Artística e Cultural Salatina apresenta uma peça que aborda temas relativos aos sentimentos humanos mais ocultos, como a solidão, o abandono e a carência afetiva. José, ex-combatente, saudosista federado dos tempos da sua mocidade, vive a sua velhice com muitos problemas de saúde, tendo como alento uma vida paralela num mundo irreal que só ele vê. A peça desenvolve-se através da crítica social e política, alicerçada no passado que José teima em ter sempre presente.

«Contratempo»

30 Maio às 10h
Largo do Poço e Praça 8 de Maio

A Agência para a Promoção da Baixa de Coimbra partem do conceito de contratempo e materializam pequenas ações realizadas nas ruas, durante o período de horário laboral, numa mescla com o quotidiano da Baixa. Interpretações dos artistas Cristiana Nogueira, Edicleison Freitas e Jorge Cabrera. (nota: caso as condições meteorológicas sejam adversas, o evento será realizado indoor, em locais da Baixa de Coimbra)

«Luanda-Recife»

31 Maio às 21h
Teatro de Bolso do TEUC

A Associação dos Estudantes Angolanos em Coimbra e Casa de Angola apresentam dois corpos que se propõem a (re)viver experiências possíveis na rota Luanda-Recife, que foi um trajeto do tráfico de pessoas durante os séculos XVII e XIX. Da pesquisa em torno das memórias, narrativas e ancestralidades, à luz de uma visão contemporânea, procuram reescrever (ou apagar?) histórias a partir do conceito de corpos-borracha, que vão tensionar o lugar dos apagamentos na vida e da narração da história hegemónica. No final da apresentação haverá espaço para conversa/debate com as atrizes sobre o processo criativo e a temática abordada na peça/performance.

«Balle de las Danças»

1 de Junho às 21h30
Teatro Académico Gil Vicente

A Portingaloise – Associação Cultural e Artística com Kale Companhia de Dança apresenta um espetáculo que recria repertório de teatro breve do século XVIII, conciliando música e dança, co-produzido por Kale Companhia de Dança/ Portingaloise – Associação Cultural e Artística. Trata-se de um entre vários Bailes presentes no Manuscrito 471 do Arquivo Distrital de Braga e editados criticamente pelo musicólogo Xosé Gandara Eiroa (2009). Neste espetáculo, o ator é ao mesmo tempo músico e bailarino, e cada dança corresponde a um contexto próprio, renascentista, barroco, desde o saltarello ao villano, mas também a chacona ou o sarambeque, que incorporam sonoridades e ritmos americanos e africanos. A recriação conta com o olhar da artista audiovisual Adriana Romero, na criação um espaço cénico que convida à reflexão sobre conflito e conciliação de personagens, espaços, épocas, tempos.
Bilhetes Gratuitos disponíveis na Bilheteira do TAGV

«O que fazer com Alceste?»

2 de Junho às 10h30 e 14h30
Auditório da Biblioteca Municipal de Alcobaça

A Associação Cultural Thíasos apresenta uma peça de teatro com estrutura clássica (4 actores) mas roupagem contemporânea. Através dela, o grupo de teatro Thíasos procura a resposta para duas perguntas: o que fazer com uma peça tão atípica como a «Alceste» de Eurípides? O que fazer com a personagem Alceste, que abdica da vida em favor da do marido – por amor, por egoísmo? – e contorna as leis do Tempo, da Vida e da Morte? Quantas oportunidades tem uma pessoa de viver? Esta é a história que Héracles conta à Morte, em tom de comédia, para trazer a alma de Alceste, que viu a sua vida encurtada sem contestação, de volta ao mundo dos vivos. Repete dia 22 de junho às 21h30 no Teatro Paulo Quintela – FLUC Lugares Limitados – Reservas para festea.classico@gmail.com

«Clepsidra?»

3 de Junho às 17h
Teatro Paulo Quintela, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

O Grupo de Teatro Terapêutico apresenta um projeto de investigação-ação teatral do Grupo de Teatro Terapêutico do Hospital Júlio de Matos, atual Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, na tentativa de encontrar uma definição para o conceito de “tempo”. Clepsidra não é um objeto artístico concluído,
mas o ponto de partida para uma discussão aberta a todos os que nela quiserem participar. Será o Tempo apenas uma sucessão de acontecimentos e fenómenos que fogem ao nosso domínio e compreensão?

«Um Serão com o Marquês»

3 de Junho às 17h
Museu da Ciência da Universidade de Coimbra

João Fernandes (Centro de Investigação da Terra e do Espaço da Universidade de Coimbra) em colaboração com Páteo das Galinhas – Grupo Experimental de Teatro da Figueira da Foz, apresenta uma peça de teatro inédita, com texto de Isabel Sousa, em que é ficcionada uma entrevista ao Marquês abordando o seu percurso de vida, incluindo as contribuições para o ensino experimental das Ciências Naturais na Universidade, intercalada com canções eruditas temática e/ou cronologicamente coerentes com a ação. Em 2022 comemoram-se 250 anos da (atual) Faculdade de Ciências e Tecnologia, criada no seguimento da chamada Reforma Pombalina da Universidade de Coimbra, graças ao papel crucial que nela tomou o Marquês de Pombal. A participação no evento está limitada aos lugares na sala e é gratuita, mas exige inscrição para o email teatrodebico@gmail.com até 1 de junho.

«Borboleta Blue»

4 de Junho às 16h
Atelier A Fábrica

A Associação Inclusão ConTacto apresenta a performance multissensorial. «Venham voar! A história de uma borboleta diferente que tinha medo de voar. A borboleta, uma criança autista, com dificuldades em se integrar, é ajudada pelo jardineiro a encontrar o seu lugar no mundo, de forma a poder brilhar e ser ela própria. Um espetáculo para todos sem exceção!»

«Teatro Musical – O Comboio das Sete»

4 de Junho às 16h
Auditório do IPDJ

A Associação da Granja do Ulmeiro Musical revisteiro que convida a realizar uma «viagem mágica» até um tempo em que os caminhos de ferro contribuíam significativamente para o desenvolvimento do País e para o ordenamento do território. O espectador é convidado a embarcar num comboio em que uma avó conta às netas a história da sua infância, evocando memórias de um tempo distante. Nas estações de paragem do comboio, ouvem-se canções originais (do compositor José Maciel) associadas às regiões, que conduzem a construção da narrativa.
Bilhetes disponíveis no dia do espetáculo no IPDJ
Preço Bilhete: 3€

«Estaca Zero»

4 de Junho às 16h
Atelier A Fábrica

A Associação Cultural Videolab apresenta as performances «Estaca Zero» e «Tchormama», intencionalmente multiculturais, exploram as danças matriarcais das mulheres da Ilha Bissagó – Orongo (Ilhas Bijagós). Assim como a iconografia presente na tradição do “Ritual de Iniciação Kankourang (Património Imaterial da UNESCO)”, as performances permitem-nos conectar com estas comunidades da Guiné-Bissau. Uma proposta artística para melhor compreender as heranças culturais, que vão sofrendo adaptações devido às transformações socioculturais que modelam a cultura atual.

«Tempo de Brincar – Jogos Tradicionais Portugueses e Brasileiros»

5 de Junho às 11h
Museu da Água de Coimbra

A Recortar Palavras – Associação Artística, Literária, Educacional e Lúdica propõe jogos tradicionais (musicados, de dança e roda, rimas e ginástica de língua) de diversas regiões de Portugal e do Brasil, de cariz popular, que sobrevivem ao tempo. Tempo de cantar, contar, saltar, de libertar corpo e mente, de usufruir de momentos em família ou entre amigos, de brincar, de voltar à infância, tempo de sorrir.

«Morte nos Olhos»

8 de Junho às 18h
Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

O FESTEA – Festival Internacional de Teatro de Tema Clássico apresenta a partir da figura feminina mitológica de Medusa, as questões do feminino e do tempo, com suas diversas interpretações e possibilidades, um espetáculo itinerante e multimédia, composto por uma série de performances em diálogo com o espaço do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha.
Lugares Limitados
Reservas para festea.classico@gmail.com

«Outros Tempos do Canto»

8 de Junho às 18h
Atelier A Fábrica

A Associação Catrapum apresenta composições populares que se unem com narrativas de um tempo em que a humanidade se dedica ao sagrado, ao trabalho, às festas, entre o místico, a esperança e a força. Assim faz o povo: convergem o sagrado e o profano onde se semeiam os anseios e conhecimentos em canções, que contam os tempos de ontem e de hoje. Performance de Alexander Lima e Vânia Couto (Brasil/Portugal).

«Vingança Canibal»

9 de Junho às 21h30
Teatro de Bolso do TEUC

A companhia apresenta um drama de profecias, em que actores videntes manifestam gestos de uma voracidade vingativa como códigos da previsão de um futuro irremediável. Do outro lado do olhar, na “contra-perspetiva” humana, configurações de existências sucumbidas e devoradas pela compulsividade antropocêntrica enredam a sua revanche e precipitam-se em tormenta pandemónica.

«Dois Peixes em Marte»

11 de Junho às 15h30
Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

Lapso Companhia apresenta, em espaço público e no meio da multidão, dois indivíduos refletem sobre o estado de monotonia, desconstruindo e contradizendo esse conceito com demonstrações de extravagância, numa dança composta por elementos encenados e simbólicos que comunicam ideias de como por vezes somos incapacitados de realmente observar aqueles que nos rodeiam, e as singularidades que cada um contém.

«Falando com Plantas»

11 de Junho às 18h
Jardim Botânico da UC

A Blue House / JACC – Jazz ao Centro Clube / Jardim Botânico da UC apresenta o projecto artístico de Vânia Gala que escuta e observa as plantas do espaço da Estufa Tropical do JBUC como agentes que ligam diferentes geografias, histórias e sistemas de conhecimento, com uma variedade de poderes curativos, espirituais e económicos. O projeto tem a duração de 5 dias, com início a 11 e fim a 15 de junho.

«Mundus Eurídice»

11 de Junho às 19h
Planetário de Coimbra

As Caetanas – Companhia de Teatro apresenta duas cientistas que mergulham no cosmos e procuram, em sedimentos e minerais, rastros concretos de uma memória de amor. Ao investigarem a história de Orfeu e Eurídice, percebem a materialidade das memórias e dos afetos, e descobrem que as impressionantes luas Io (de Júpiter) e Miranda (de Urano) comunicam numa ligação que conecta todo o universo. O desejo de não se sentir só, a busca por conexão e compreensão, a eterna curiosidade científica, a magnitude do Universo perante a nossa pequenez e transitoriedade, são temas a abordar, para instigar o cientista, o filósofo e o artista que existe em cada um de nós.

«Tchormama»

11 de Junho às 21h
Atelier A Fábrica

A Associação Cultural Videolab apresenta as performances «Estaca Zero» e «Tchormama», intencionalmente multiculturais, exploram as danças matriarcais das mulheres da Ilha Bissagó – Orongo (Ilhas Bijagós). Tal como a iconografia presente na tradição do “Ritual de Iniciação Kankourang (Património Imaterial da UNESCO)”, as performances permitem-nos conectar com estas comunidades da Guiné-Bissau. Uma proposta artística para melhor compreender as heranças culturais, que vão sofrendo adaptações devido às transformações socioculturais que modelam a cultura actual.

«Olha o Tempo a Passar…»

11 de Junho às 19h
Jardim da Sereia

ACasa da Esquina apresenta: «É tempo de pôr os pontos nos iiiis! De dar tempo ao tempo. Ai, que tempo! Vai distante e está aqui, não é Albert? Quem demora mais tempo a chegar? O que vai para lá ou o que vem no outro sentido? Que sentido tem o tempo? O tempo está dentro ou fora? Da vida? Dos seres vivos? Do espaço? Quanto tempo vive uma nuvem? Que tempo fará amanhã? Temporal de ontem com direito a frango no churrasco! Quando o futuro era ontem… O infinito toca à campainha! Era uma vez, não longe de um tempo distante. Olá e adeus!»

«Dobra»

11 de Junho às 19h
Teatrão – Oficina Municipal De Teatro

A Linha de Fuga – Associação Cultural apresenta: «Dobra parte da dissecação da palavra dobrar. Dobrar a voz de uma pessoa (num filme, numa entrevista); dobrar uma atriz, um ator (substituindo a sua presença por um duplo); dobrar uma mesa, uma cadeira (ou qualquer objeto que se dobra); dobrar uma folha de papel até obter um origami. Dobra é uma performance em que o intérprete narra a viagem em que teve a sensação de ser perseguido pelo seu doppelgänger enquanto assistia a filmes franceses dobrados em japonês, e se apaixonou por um designer de móveis desempregado, que ganhava a vida a trabalhar em filmes de ação enquanto duplo de um ator famoso. O intérprete duplica-se. As palavras desdobram-se. A narrativa transforma-se em dança, as palavras em gestos. Dobra é uma peça que, de forma subtil, coloca a possibilidade de tudo ser manipulável e de a realidade ser falseada.»
Bilhetes disponíveis na Bilheteira do Teatrão
Preço Bilhete: 10€
Descontos Praticados pelo Teatrão

«NixTM»

15 de Junho às 21h30
Teatro Estúdio do CITAC

O CITAC apresenta Nix, filha de Caos. É a personificação da escuridão. É quem controla a vida e a morte dos homens e dos deuses. É defensora das bruxas e das feiticeiras. Deusa dos segredos noturnos. Responsável pela criação da arma que Gaia entregou a Cronos para destronar Urano. NixTM é uma performance e um convite para mergulhar na noite sem fim. O segundo ato de uma trilogia que surge da investigação do CITAC sobre os deuses primordiais da mitologia grega e o cruzamento entre as artes performativas.

«Hamlet»

15 de Junho às 21h30
Teatro Académico Gil Vicente

A Companhia de Teatro de Braga apresenta uma performance sobre a perceção da realidade moderna, logo sobre fronteiras. A peça é um processo que averigua a possibilidade de olhar essa realidade a partir de dois polos de perceção: 1) O mundo é virtual, 2) O mundo é real. «Hamlet» é o confronto e o processo de interação entre esses dois oponentes. Quatro aCtores. Dois homens. Duas mulheres. Hamlet e Ofélia entendem o mundo como virtual. A mãe de Hamlet e o padrasto de Hamlet entendem o mundo como real. Após a colisão entre estas duas formas de perceção, os representantes da compreensão virtual do mundo (Hamlet e Ofélia) morrem fisicamente, e os representantes
da compreensão real (Mãe e Padrasto de Hamlet) permanecem vivos, sobrevivendo aos seus filhos.
Bilhetes disponíveis na Bilheteira do TAGV
Preço Bilhete: 7.5€
Descontos Praticados pelo TAGV: 5€

Há ainda eventos convergentes:

19 Maio às 21h30Perceção Temporal pelo Cinema e Performance: Formação de Públicos – Exibição do filme “Vortex” de Gaspar Noé
Casa do Cinema de Coimbra
Associação de Artes Cinematográficas de Coimbra

O Tempo apresenta-se ao ser humano como uma «rede» de relações, imprescindível para uma definição conceptual daquilo que concebemos como História e Memória. Dizemos «rede» pela explícita dependência do ser humano ao tempo, mensurado através da percepção e sensibilidade individuais, de modo a que as coisas não ocorram todas em simultâneo. Numa realidade composta por seres descontínuos, e a angústia associada a essa conclusão, resta-nos a arte para a ilusão da continuidade (mais cósmica do que física), em que a percepção temporal é submetida (neste caso, na sala de cinema) à representação e à performance. É em sala que ocorre um isolamento sensorial, que
nos divorciamos do tempo profano e nos identificamos em absoluto com o tempo cinematográfico.
Os títulos do programa proposto para o MIMESIS propõem percecionar o tempo em diferentes camadas: tempo útil; noção (e manipulação da noção) de tempo; tempo como espaço útil (mas limitado) para viver e aprender. Na primeira semana deste Curso será exibido o filme «Vortex» de Gaspar Noé. Um pseudo-documentário sobre os últimos dias de um casal apaixonado, acometido pela idade e pela demência. Repete nos dias 20 de maio 18h, 21 de maio 21h30, 25 de maio 18:00h. Consultar calendário para conhecer os filmes apresentados nas outras sessões. As sessões de sábado serão comentadas no final da apresentação por diferentes oradores.

21 Maio, 14h – Oficina Cor(palavra)
Ave Casa Laboratório de Linguagens
República Solar Residência dos Estudantes Açorianos

O que têm a escrita e o tempo em comum? Na Cor(palavra), imaginamos a escrita a partir desse lugar vulnerável de poder ser questionada, tal como o tempo, o que estimula e enriquece a sua existência. Só deste modo nos podemos aperceber da oralidade na escrita. Abraçando várias dinâmicas do teatro, da performance e da dança, vamos explorar vários meios e formas de se viajar por um corpo que fala, escreve, grita, conversa. Inscrições obrigatórias para oficinacorpalavra@gmail.com

21 Maio às 15h, Sketchbook Como Performance
Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
Catarina Parente c/ Colégio das Artes da UC

A iniciativa visa explorar a presença performativa inerente à prática do esquisso in situ. A sessão de práticas de esquisso, orientada por Catarina Parente e António Monteiro, decorre no Jardim Botânico, onde serão trabalhadas questões relativas ao posicionamento do corpo na escolha não só do lugar, mas também do olhar. No fim será feita uma reflexão com o grupo, para perceber como cada desenho regista um momento, num tempo que não volta.
Inscrições obrigatórias através de e-mail anacatarinaparente@hotmail.com
Evento limitado a 10 participantes

21 Maio, às 22h – Poetry Slam! Coimbra
Jardins da Associação Académica
Secção de Escrita e Leitura da AAC


A Poetry Slam é uma modalidade de competição de poesia oral em que cada poeta tem 3 minutos para interpretar a sua leitura, utilizando apenas o corpo e a voz. Cabe a um júri de 5 convidados avaliar cada apresentação. O vencedor representará a cidade de Coimbra no Festival Nacional, a decorrer em outubro de 2022, valendo, por sua vez, uma vaga para a World Cup, em Paris.
Inscrições obrigatórias para geral@sesla.org até à véspera do evento

21 Maio às 10h – TIC TAC – Ferramentas para brincar com o tem
IPO de Coimbra
Palhaços d’Opital


A formação procura, através das técnicas e ferramentas do Doutor Palhaço, desenvolver um olhar humanizado para os cuidados de saúde na terceira idade, explorando o lado cómico de cada um na relação com o outro. Usando a criatividade e o humor iremos partilhar com os técnicos e auxiliares das Instituições formas de brincar com o tempo, permitindo uma melhor gestão emocional,
valorização e dignificação na conexão com o outro. Repete nos dias 28 de maio e 4 de junho, das 10h às 17h.

26 Maio às 15h – Perceção temporal pelo Cinema e Performance: Formação de Públicos – Exibição do filme «O Farol» de Robert Eggers
Casa do Cinema de Coimbra
Associação de Artes Cinematográficas de Coimbra


Na segunda semana do Curso será exibido o filme «O Farol» de Robert Eggers. Finais do século XIX. Ephraim Winslow (Robert Pattinson) chega a uma ilha isolada junto à costa de Nova Inglaterra (EUA) para trabalhar como ajudante de faroleiro durante quatro semanas. Nesse período, terá de responder ao irritável Thomas Wake (Willem Dafoe), o encarregado. As semanas vão passando e, sentindo a opressão do isolamento e das violentas tempestades, os dois homens tentam fazer o seu trabalho e passar o tempo da melhor forma possível. No meio de provocações, conflitos e confidências, a sua relação vai-se deteriorando gradualmente, até ambos serem levados aos limites da loucura. Repete nos dias 27 de maio 18:00h, 28 de maio 21:30h e 3 de junho 15:00h

28 Maio às 17h – Vi/Ver o Paço – Performance Itinerante no Paço das Escolas
Paço das Escolas e Capela de São Miguel

Itinerância por diferentes espaços do Paço por Projeto Semente de Investigação. Um percurso de fruição do património, acompanhado pelo olhar criativo de alunos de História da Arte e de Estudos Artísticos da FLUC, que propõe a vivência do repertório escultórico do Paço das Escolas, observando posturas, expressões, gestos, e incorporando sentidos simbólicos, dramáticos ou cénicos. Vi/Ver contemporaneamente estes corpos fixados no passado, fazendo ecoar as suas ações e os seus pensamentos que, não obstante antigos, ressoam intemporalmente a natureza humana.

2 de Junho às 21h30, A Caixa
Teatro Paulo Quintela, na FLUC
Associação Cultural Marionet


Peça inspirada e articulada com a investigação desenvolvida no Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC sobre a Doença de Machado-Joseph. As/os alunas/os de Oficina de Teatro do curso de Estudos Artísticos são responsáveis pela criação dramatúrgica e pela representação. A história centra-se num núcleo familiar, confrontado com a possibilidade de desenvolver a doença. Face a esta ameaça os protagonistas refletem sobre os seus medos, desejos, crenças, visões e esperanças. A iniciativa está associada ao Prémio Inovação Pedagógica UC 2020/21, e tem por objetivo cruzar as atividades letivas na FLUC (em particular em Estudos Artísticos) com as atividades de investigação científica que ocorrem em outras faculdades da Universidade de Coimbra.

2 de Junho às 21h30 – Perceção temporal pelo Cinema e Performance: Formação de Públicos –
Exibição do filme “Dor e Glória” de Pedro Almodóvar
Casa do Cinema de Coimbra

Associação de Artes Cinematográficas de Coimbra

Filme «Dor e Glória» de Pedro Almodóvar. O espanhol Salvador Mallo possui uma extensa e aclamada carreira internacional como realizador de cinema. Solitário, doente e a atravessar uma crise de inspiração, faz uma reflexão sobre as escolhas tomadas ao longo da vida. As suas memórias conduzem-no à infância, numa pequena aldeia espanhola, e aos tempos de juventude e idade adulta, já na cidade de Madrid. Essa viagem fá-lo avaliar a sua relação com os pais, amigos e amantes, assim como os sentimentos de alegria, tristeza e perda, que foram deixando marcas profundas e o transformaram, enquanto homem e cineasta. Repete nos dias 3 de junho 18:00h, 4 de junho 21:30h e 8 de junho 18:00h

4 de Junho às 10h – Teatro Playback: Ao Encontro do Tempo d@s Outr@s
Sala Design Thinking (Student Hub), António Vicente c/ Resina Teatro CRL


Modalidade de teatro interativo que resulta na representação de histórias pessoais contadas pelo público. O workshop tem como objetivo incentivar @s participantes a partilhar as suas emoções e histórias, e vê-las representadas de seguida, de forma improvisada, para experienciar artisticamente algumas das formas básicas do Teatro Playback.

5 de Junho às 17h – Capoeira – Arte Intemporal
Paço das Escolas da Universidade de Coimbra
Desperta Capacidade – Associação Desportiva, Recreativa, Cultural e Social


Este é um projecto que articula aspetos educacionais, lúdicos, artísticos e culturais ligados à prática de Capoeira. Serão apresentadas várias variantes: Puxada de Rede, Maculelê e Samba de Roda. A polifonia dos sons vocais, da instrumentação e das batidas de palmas associam-se às vibrações psicossomáticas dos movimentos corporais nas várias encenações, que procuram recriar episódios marcantes da história da Arte da Capoeira enquanto forma de libertação.

9 de Junho, às 21h30 Perceção temporal pelo Cinema e Performance: Formação de Públicos –
Exibição do filme «Ema» de Pablo Larraín
Casa do Cinema de Coimbra
Associação de Artes Cinematográficas de Coimbra


Filme «Ema» de Pablo Larraín. Depois de um longo e penoso processo de adoção, Ema, uma bailarina de reggaeton, e o seu marido, Gastón, ficam responsáveis por cuidar de Polo, um menino órfão que nunca conheceu a estabilidade familiar. A adaptação revela-se mais difícil do que imaginavam e algum tempo depois Polo provoca um acidente que fere gravemente a irmã de Ema. Este incidente terrível deixa marcas e faz com que Ema tome a decisão de devolver a criança. Isso vai mudar radicalmente
a forma como Ema e Gastón se vêem um ao outro, a si mesmos e ao mundo que os rodeia.
Repete nos dias 10 de Junho 18h, 15 de Junho 15h e 17 de Junho 18h.

14 de Junho às 18h – Exibição de «A Mais Forte» de August Strindberg
Café Teatro TAGV
Companhia de Teatro de Braga


Strindberg limitou-se a dizer sobre A MAIS FORTE: «Três personagens, uma mesa, duas cadeiras». «A Mais Forte» é um drama de três personagens, mas uma está ausente – o marido –, a outra performance calada – a amante? –, apenas a terceira – a esposa – fala. Há, de facto, uma quarta personagem – a empregada – que talvez oiça tudo. E sabemos como isso é importante no teatro de Strindberg. «Entre parêntesis, a minha mulher não gosta desta peça, o que é que diz disso? Será por ser a peça demasiado curta e o assunto demasiado longo?» Venha conhecer as Instruções de Strindberg à sua mulher (a atriz Siri von Essen) para a representação.
Lugares Limitados Inscrições para bilheteira@tagv.uc.pt

15 de Junho, às 21h – Diseurs – Identidade, Expressão e Tempo da Voz Poética
Evento Online transmitido através da página de facebook da Aquarela Brasileira e Youtube da UC

Diseur (em francês) é a pessoa que recita ou declama poesia. Nesta curta-metragem, diseurs de Portugal e do Brasil mostram a importância da expressão pela voz e desta ferramenta humana para a interpretração de ideias, transmitissão de miragens e expressão de delicadezas. As performances tratam da identidade, da expressão e do tempo da voz.

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Jornalismo feminista para não deixar temas «à borda»

Em pouco mais de um mês de funcionamento, a Aborda, primeira plataforma de jornalismo feminista portuguesa lançada em Coimbra e no Dia da Liberdade já conta com duas dezenas de colaboradores voluntários, além da redacção fixa que é constituída apenas por mulheres.

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Coisas para fazer em Coimbra

Para quem decidir aproveitar o feriado e o fim-de-semana na cidade, convidamos a desfrutarem da onda cultural que está a chegar. Há cinema, concertos, conversas, exposições e inúmeras celebrações do 9.º aniversário da inscrição da Universidade de Coimbra – Alta e Sofia na Lista do Património Mundial da UNESCO.

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