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Movimento Fluxus

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Andar a Pé. Walking on Sunshine.

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Série Vai-se Andando

Ricardo Seiça Salgado: «Não é à toa que quando estamos nervosos, quem nos quer bem, nos diz para dar uma volta»

O performer e especialista na área de Antropologia foi um dos dinamizadores da proposta Andar a Pé. Walking on Sunshine, dentro e fora do Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra.

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Fotografia: Henrique França, Fernando Oliveira, Paulo Góis

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Andar a Pé. Walking on Sunshine.

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Entre o Jardim da Sereia e o Teatro Académico de Gil Vicente, Ricardo Seiça Salgado dinamizou um dos momentos Keep Walking Intently – Prossiga Andando Atentamente, inserido na programação Andar a Pé. Walking on Sunshine, uma co-criação com Gabriel Cheganças e Maria Calem Louro. O ponto de partida foi o conceito de caminhada enquanto arte, vida e percepção, com o objetivo de reflectir sobre a relação do ser humano com o mundo através do movimento inerente ao acto de caminhar.

Na sequência do trabalho que estamos a desenvolver para a série Vai-se Andando, que arranca com a história Uma longa caminhada por melhores passeios em Coimbra, perguntámos ao director artístico e investigador contratado no Centro em Rede de Investigação em Antropologia –  Universidade de Coimbra (CRIA – UC) sobre a acção em si, a adesão/reacção dos participantes e como caminhar pode fazer viver melhor a cidade onde habitamos. Também por que motivo a proposta do fluxus destaca e actua em actividades pedonais. Keep Walking Intently é aquilo a que se chama um score ou partitura de Takehisa Kosugi, publicado em 1963, sobre o título Theatre Music no seio do movimento artístico que se constitui mais como uma atitude colectiva e alternativa, e um modo de vida.

Entre 2 e 16 de Julho, aos sábados, espectadores e participantes deambularam em modo fluxus pelo espaço urbano de Coimbra, assistiram à exibição de documentários sobre grandes caminhadas, participaram num debate sobre práticas e filosofias do caminhar e fizeram parte dos percursos propostos pelos espectáculos Os Filhos de Abel, de Patrícia Portela, e pelo reencontro com a escrita de Henry Thoreau em Ergue-te, segundo proposta da Companhia João Garcia Miguel.

Em que medida o acto de caminhar pode nos fazer viver melhor a cidade onde habitamos (ou mesmo aquelas onde vamos de passagem)?

Sempre conheci qualquer cidade caminhando. Mesmo e sobretudo a grande cidade. Veja-se Nova Iorque, a cidade recebe-nos para caminhar porque a escala real do passeio conserva a rua enquanto potência de socialidade. A altura dos prédios torna-se nesta cidade secundária na vivência. O foco é, na realidade, o passeio. Por isso amei a cidade. Quando uma cidade esquece a rua enquanto socialidade (como, em parte, na minha vivência, a cidade do movimento moderno o fez) mata-se a vida do acto de caminhar, pelo menos para a minha experiência favorita. A cidade moderna parece mais feita para
os carros. O caminhar vira uma espécie de jogging onde nunca se apanha o momento (talvez apenas o espanto da arquitectura), parece que ficamos sempre como que a apanhar o momento por vir (como numa corrida se foca na meta de chegada), obliterando a experiência do momento.

Em Nova Iorque, na generalidade, nunca senti isso. Coimbra, não sendo uma cidade, arquitectonicamente falando, de urbanismo moderno, ela conserva o espírito do caminhar, chamando-o até, apesar das colinas. Os medievais não tinham outra maneira senão caminhar nela. A cidade antiga tem e reflecte essa fenomenologia no seu urbanismo, no seu sangue. Prefiro mil vezes andar na parte velha que nas avenidas novas. Não tenho grande prazer em andar nas longas avenidas novas que, aliás, carecem de novos centros pensados para o caminhar. Tornam o caminhar insípido, essa espécie de experiência adiada. O que quero dizer é que me parece que a cidade é que nos caminha. E, portanto, para responder à sua pergunta, é a cidade que nos pode fazer melhor, acolhendo e cuidando do acto de caminhar pedestre que podemos fazer nela.

Como os medievais faziam… A cidade caminhar-nos é puxarmo-nos para uma certa lógica de relação, não tanto com a matéria física, mas mais com a matéria do encontro potencial, da socialidade possível.
Por outro lado, da minha experiência como actor, a forma como memorizo o texto é caminhando. A memória do caminho acompanha a memória do texto. Creio que os gregos e romanos criavam os seus argumentos, ou trabalhavam a sua retórica no pátio central que a casa típica tem na sua arquitetura. No hall de entrada, a introdução, para um lado do pátio um ponto do argumento, para o outro lado do pátio, o outro ponto do argumento, para chegar à conclusão, talvez na fonte no meio do pátio. Isso diz-nos
muito da relação entre caminhar e o pensamento. O caminho consumava o argumento. Na verdade, na minha experiência, o actor no palco fala vendo o texto como um caminho. As frases são vielas ou grandes avenidas. Uma branca (que é quando um actor ou actriz se esquece do texto que tem para dizer) talvez seja um beco sem saída…

Eu lembro-me que quando fazia exames na minha formação académica, caminhar antes dos exames era a única forma de me descontrair e vencer os nervos. Obriga-nos a respirar… e nesse respirar, a poder pensar mais tranquilamente que é um pensar que não pensa de modo fechado, é um pensar que caminha. O caminhar dava-me a segurança da sabedoria que tinha, minutos antes do exame. Não é à toa que quando estamos nervosos por alguma situação complicada na vida, quem nos quer bem, nos diz para ir dar uma volta e desanuviar. Desanuviar é precisamente ficar sem nevoeiro, isto é, ficar mais
lúcido. Ora aí tens um efeito benéfico do caminhar.


 
Por que a proposta do Fluxus destaca e actua em actividades pedonais – de contemplação ou de atenção aos caminhos?

Sem ousar explicar aqui o movimento fluxus na sua simplicidade complexa, tanto no seu diálogo com a instituição arte, como na sua relação com uma filosofia mais contemplativa da vida, a peça fluxus (que gosto de chamar de score ou em português, partitura ou receita) a que dá nome ao espetáculo, keep walking intently (que traduzimos por «prossiga andando atentamente»), no fundo, parece-me uma definição justa do movimento artístico fluxus. O que faz o fluxus? Em primeiro lugar, reenquadra a lógica da vida quotidiana com as suas receitas ou scores, como um jogo. Se olharmos pela porta do jogo que a peça fluxus convoca, enquanto ações que vivem do verbo elas, desde logo, retiram-nos da lógica do quotidiano para as regras do jogo que emerge do próprio quotidiano, mas agora reenquadrado nas regras impostas pelo score. Replicam-se ações que vêm do quotidiano e nesse reenquadramento chama-se a abertura da atenção que é o que pode potenciar um mundo inesperado no interior do quotidiano agora em modo extra-quotidiano.

Na verdade, a proposta é sairmos do quotidiano para podermos entrar nele agora com uma nova lógica (a do jogo que é accionado com o score) que poderá emergir por uma política da atenção desprendida da mecânica habitual que os nossos corpos se deixam levar pelos vários dispositivos que regulam a vida (aquilo que o sociólogo Pierre Bourdieu chamou de habitus). E nesse sentido, o fluxus começa por ser meta-quotidiano. Por exemplo, do caminho de casa para o trabalho e do trabalho para casa, parece que só as estações do ano nos avisam de alguma mudança do lugar em que passamos todos os dias. Mas microscopicamente, se nos dispormos a isso, vamos vendo esporadicamente detalhes (o que o olhar fluxus quer abrir). São esses detalhes que temos impulso de fotografar e postar nas redes sociais, justamente, como testemunho de uma nova experiência. Porque esses detalhes chamam uma nova lógica do olhar.

Como é que eu nunca tinha reparado nisto que agora fotografo, neste caminho que faço todos os dias?
O fluxus é uma espécie de tratamento para as cataratas, abrindo a atenção para os detalhes do comum que nos habituamos (provavelmente estupidamente) a cristalizar, a purificar, a totalizar (como a ciência moderna também fazia – e alguma ainda faz). Nessa reativação do quotidiano, um novo olhar pode emergir no caminhar que se poderá expandir para todas as outras dimensões da vida. Permite-se uma sensibilidade nova que nos esquecemos de usar algures na vida e que agora o jogo convoca e se torna, por assim dizer, caminho. Parece-me ser este o etos do fluxus. A capacidade para ter esta sensibilidade está em todos nós. O que o fluxus faz é procurar activá-la. E essa coisa tão simples pode mudar a nossa noção da vida. Porque, de repente, tudo se poderá tornar em algo diferente a partir desse detalhe, objecto de contemplação, de fruição, de ruptura com as lógicas que pensamos serem parte intrínseca da realidade. É a lógica de percepção que muda. E ao mudar a percepção, pode mudar
toda a cosmologia, no sentido da visão do mundo, da lógica da sua interpretação. Produzem-se efeitos extraordinários…

Como correu a sua acção «Andar a Pé – Walking on Sunshine»? A cidade aderiu? Que feedback teve do público?

Nós sabíamos e desejávamos fazer jus à filosofia fluxus, mas não sabíamos se iria funcionar como estimávamos, na medida em que colocamos muita responsabilidade ao público. Pensámos muito como cuidar disso. No final, a energia criada ao longo do percurso foi muito boa, e segundo o que apurei com o Gabriel Cheganças e a Maria Calem Louro que fizeram isto comigo, eles também sentiram essa mesma energia no ar.

Ficámos contentes porque, no final, elementos do público fizeram questão de vir ter comigo no palco do TAGV, onde se passa a cena quase final do espectáculo – uma vez que o público, para a última cena, levou peças fluxus consigo para reativar fora do teatro, a caminho da esplanada, para evocar essa fusão da arte com a vida. As pessoas saíram a sorrir e pareciam com uma energia de fluxo aberto para o mundo, disponíveis para abrir o seu campo de perceção e preencher o momento com a lógica fluxus. Creio que perceberam que aquela experiência era um clique possível para a sua possível transformação, o clique da máquina fotográfica que grava o momento.

Algumas vieram ter comigo para nos felicitar, não abdicando dessa partilha, mesmo que eu estivesse a
pingar suor depois do que fiz ali, propondo-me um abraço. A forma como felicitaram parece-me que não foi banal nem superficial. Senti um genuíno carinho dos seus comentários agradecidos pela experiência. As fotografias que se apresentam aqui, penso que são já exemplo disso. São fotografias do público-performer. A performance joga e elicita vários posicionamentos para o público, no dégradé do
completo observador ao completo participante. Este movimento do público observador para o público participante é algo que emerge na vanguarda teatral e da dança dos longos anos sessenta do século XX. Curiosamente, o dégradé do observador participante também revela o posicionamento do antropólogo no trabalho de campo e essa relação é para mim importante, nas equiparações que eu próprio faço como antropólogo e performer.

A sensibilidade fluxus parece-me muito inspiradora para a sensibilidade antropológica contemporânea e mais experimental. Não são só as pessoas que têm a aprender a aprender com a lógica fluxus, também me parece inspirador para a ciência social, enriquecendo as suas metodologias, ou mesmo a forma como o conhecimento é construído. A lógica do jogo fluxus, de certa forma, é epistemológica.

A caminhada começou na bilheteira do TAGV e as pessoas deslocam-se com um placard branco em homenagem à «Blank Placard Dance» de 1967, uma performance da Anna Halprin que admiro, em que os participantes caminham como numa manifestação com placards brancos, sem reivindicações escritas. Colámos isto a uma peça fluxus do Wim T. Schippers de 1963, em que se propõe uma marcha e em que caminham uns atrás dos outros ou em filas de dois nas calçadas seguindo o percurso em conjunto. Na Praça da República recebemos as pessoas, dividimos o público em grupos e o jogo
começa com cada grupo a tirar uma carta de um conjunto de cartas, que têm diferentes peças fluxus que os grupos terão de reativar. Têm um mapa onde está explícito os lugares para onde se devem dirigir a executar essa peça fluxus, e nesse lugar tirar uma nova carta com uma nova partitura fluxus. A performance é, portanto, essa viagem, em que cumprem esses diferentes scores ou peças fluxus. As pessoas vão entrando nessa energia, a perceção do momento e da realidade é conduzida e acumulada nesses múltiplos reenactments ou reativações. São cerca de trinta scores que reactivámos de diferentes artistas fluxus.

Na Praça da República o público é convidado a escrever as suas peças fluxus, peças essas que levam para o palco do TAGV onde eu, agora performer e eles, agora público observador, assistem à minha activação das peças deles, em pura improvisação. Isso permitiu medir a temperatura da eficácia do que ali estava a ser feito, porque seria agora o público a ter a autoridade do texto, permitindo medir a
temperatura da incorporação da lógica fluxus. Há uma dádiva para com o que eles fizeram no percurso até ali. E essa energia da dádiva, que me parece intrínseca à filosofia fluxus, entranha-se nos corpos individuais, agora um corpo colectivo que me parece que a economia da dádiva ativa. Esta energia democrática de validação das escolhas individuais para a construção de um comum creio que em muito contribuiu para o sucesso da experiência performativa de todos.

Guardamos os seus scores com carinho e surpresa. Na verdade, os guias anfitriões da performance, que éramos nós, posicionaram-se horizontalmente com o público. Creio que as hierarquias e as possíveis exclusões que elas produzem foram quebradas. E isso, hoje em dia, contrasta com tudo
o que as pessoas vivem na vida quotidiana da sociedade capitalista. Digamos que a democracia se torna mais persuasiva, e o comum provisório criado torna-se uma inspiração que espero que as pessoas levem para a sua vida. Ficámos todos muito contentes com a experiência. E é neste sentido que digo que a cidade nos caminha.

Chegaram a algumas conclusões, é preciso tornar a cidade mais caminhável ou amiga do caminhante? Se sim, como?

A cidade é uma fantasmagoria sem a vida das pessoas. Torna-se rapidamente uma selva. A natureza apropria-se dela, devora-a. Sinto que as pessoas já não se olham nos olhos, creio que por sistemas psicológicos defensivos e sistemas de afirmação hierárquicos que vêm dos dispositivos sociais e culturais que a educação da e na cidade reproduz. Isso também pode tornar a cidade fantasmagórica, como disse, uma selva. Há uma ideia que creio que emerge muito com os sistemas de competição educativa e capitalista, de que a individualidade não aprende com a socialização e que talvez
também seja uma leitura provinciana do cosmopolitismo.

Volto a Nova Iorque. Os nova iorquinos falam uns com os outros sem se conhecer, trocando impressões no café, na livraria, nos passeios com grande facilidade. Naturalmente que não se cumprimentam todos uns aos outros. Seria doentio fazer isso. Mas mais facilmente experimentei o encontro com um ou uma estranha nas mais diversas situações do que aqui em Coimbra. Coisas simples, como pegar num certo livro da livraria ou usar uma certa camisola serviram de pretexto para o encontro. Aqui, parece que as pessoas fogem ao encontro.

Creio que há uma ética do encontro muito perturbada na nossa cidade. Há um wanabe desajustado com a nossa cultura de convivialidade e vizinhança, há um wanabe equivocado com o cosmopolitismo humanista e integrador. Falo disto para dizer que a lógica fluxus, no enquadramento do jogo que cria, quebra tudo isto, desestrutura a lógica hierárquica destes múltiplos wanabe individualistas e muitas vezes presunçosos. Talvez estes wanabe sejam reflexo de múltiplas xenofobias, racismos e repressões: o senhor doutor, o rico, o hipster; e o pobre, o negro, o homossexual. A universidade que é o olimpo da cidade deve pensar tudo isto porque é lá que se reproduz muitas das hierarquias da rua, do etos do caminhável da cidade.

Por exemplo, soube há dias que há quem considere que uma orientação de doutoramento ou mestrado não é considerado trabalho. Eu comecei a fazer isso e fiquei atónito, meio tonto até. Porque me deu muito trabalho orientar projectos de doutoramento. Mas se não é trabalho, porque o faço? – pensei. Talvez por isso não haja remuneração para quem colabora externamente e faça orientações. Há aqui uma ética da caminhada desajustada pois, na realidade, na orientação não só ensino como aprendo imenso. Para mim, uma orientação tem a ética da dádiva. O não reconhecimento disso, depois, reflete-se no caminho das pessoas na cidade que, de alguma forma, traduzem essa ética para a sua vida. Também ainda há muitas pessoas que pensam que ser actor não é trabalho. Até para um investigador antropólogo já ouvi isso. Veja-se, constroem-me como um vagabundo… Se vamos por esta lógica, a cidade caminha-me como um marginal.

Na minha opinião, a lógica fluxus quebra esta economia e hierarquia equivocada das relações de trabalho. Também o faz para o amor, para a amizade, para a relação com o estranho. Podemos estender a tudo… a arte e a vida. Isto para dizer que uma cidade se torna mais caminhável quando a lógica da percepção e a economia das relações mudam do modo «isto é assim!», para um modo mais no espírito da dádiva, como uma amiga minha antropóloga e artista, a Fernanda Eugénio, diz, passar para o modo «e». O modo «e» em vez do modo «é» que ela propõe é mais horizontal e inclusivo, vive dos efeitos
em que tudo pode e deve ser tomado em conta como visibilidade. Não há invisibilidades impostas nem vozes silenciadas ou não ouvidas. A cidade física pode ser a mesma, mas se isto que estou a falar mudar, certamente a cidade se torna mais caminhável. Se isto mudar, a cidade caminhar-nos-á de um modo mais estimulante e aberto. Talvez até nas longas avenidas modernistas…



E aqui vai um score: Por favor, conte-nos uma história real que você viveu durante uma caminhada urbana, pelos passeios de uma cidade (pode ser Coimbra ou não), e que marcou a vossa vida.

Todos os caminhos que percorri ou tracei mudaram a minha vida. Por vezes penso que
os caminhos que não fui foram os que mais mudaram a minha vida.

* As fotografias neste artigo são da autoria do jornalista Henrique França e foram gentilmente cedidas por outros participantes na acção mencionada, Fernando Matos de Oliveira e Paulo Costa Góis.

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