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Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

O Jardim Botânico entrou em RE/FORMA até Abril de 2023

Durante meses, o pulmão da cidade, que faz 250 anos, vai estar ainda mais aberto à cidade com dezenas de actividades para todas as idades a cruzar arte, ciência, educação e natureza.

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Fotografia: Mário Canelas

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Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

Desde 1772, que se pode visitar jardins do mundo inteiro sem sair da cidade. Mandado construir pelo Marquês de Pombal no âmbito de uma política de modernização da Universidade de Coimbra, o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra reúne milhares de espécies de plantas, flores e árvores com interesse científico, exóticas e autóctones, além de elementos decorativos como tanques e fontes. É unidade de extensão cultural e de apoio à formação da academia, com duas grandes missões: conservar a biodiversidade e educar e divulgar a ciência, especialmente sensibilizando para o conhecimento e a importância da diversidade vegetal, das alterações climáticas e da utilização sustentável de recursos.


Desde 2013, o Botânico é Património da Humanidade da UNESCO, inserido no sítio Universidade de Coimbra, Alta e Sofia. As estufas tropicais e fria, as Escolas Médicas e Sistemáticas e o seu arboreto, são casa para mais de 1500 espécies de plantas, e além disso ainda tem estufas de investigação e viveiros. Foi construído como um laboratório, com objectivo de alojar plantas medicinais, mas este pulmão da cidade, hoje com 13 hectares em terrenos, a maior parte foram doados por frades Beneditinos, nos próximos meses está ainda mais aberto à cidade. 

Entrámos no jardim e conversámos com João Silva, director da Blue House, que por estes dias não tem mãos a medir com a organização do RE/FORMA, um programa de actividades pensadas em conjunto pela plataforma, o serviço educativo do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra e o Jazz ao Centro Clube. Estava a decorrer uma dessas actividades, no caso para crianças, junto à Estufa das Tílias, e o responsável contou-nos do que se trata a iniciativa. «Soubemos que este ano, 2022, faz 250 anos da reforma pombalina e não podíamos deixar passar em branco», explica. Com uma «tónica activa e crítica», a organização celebra o aniversário juntando numa equação Arte, Natureza, Ciência e Educação. A Blue House em parceria com o Jardim Botânico, promove o desenvolvimento de um serviço educativo que estimule a consciencialização ambiental através das práticas artísticas.  

Até Abril de 2023, a ideia é que se respire cultura e natureza em Coimbra. «Mais de 100 crianças vão passar pelas nove semanas de RE/FORMA, dos seis aos 12 anos, com actividades que servem para criar uma perspectiva ambientalista através das artes, como também cativar para as mesmas», contou João Silva. As actividades são fora de portas, porque o director e coordenador considera que o contacto com o ambiente e expressões plásticas são mais marcantes assim do que numa sala de aula. «Os miúdos estão cansados de estar fechados nas salas. Nesta altura está calor e o Botânico tem muita sombra, o que é ideal para fazer as actividades. É muito modificador quando colocamos as crianças num espaço como este, é um espaço privilegiado que temos em Coimbra. É um sítio onde os limites que pomos, não são grades nem paredes». 

Para participar nas oficinas de férias, é necessário inscrição com custo associado, que pode ser diária ou semanal e deve ser feita com três dias de antecedência. Além destas, o projecto também recebe gratuitamente cerca de uma dezena de crianças por dia, que de outra forma não teriam condições financeiras para desfrutar deste tipo de actividades. «Queremos incluir toda a gente», atirou João Silva. «As crianças nascem desprovidas de preconceito e, acho mesmo que esta é a melhor fase para mostrar-lhes outras realidades. Há muita coisa que eles tomam como garantidas e, lidando com outras realidades, são confrontados com a ideia de que a comida não é um dado adquirido, por exemplo. É importante eles terem noção do privilégio que têm, que não devia sê-lo». 

A inclusão mostra-se presente na agenda ecléctica do RE/FORMA, tanto a nível de artistas como de públicos-alvo. Os adultos não são esquecidos, há actividades para todos, da música às oficinas e showcases. Esta é a lista de datas e artistas:

Semana 1 – 5 a 8 de Julho, Pedro Sáfara (música)
Semana 2 – 11 a 15 de Julho, Joana Corker (ilustração)
Semana 3 – 18 a 22 de Julho, Rita Joana (música)
Semana 4 – 25 a 29 de Julho, Papagaya (música / instalações)
Semana 5 – 16 a 19 Agosto, Gonçalo Parreirão (música / cinema)
Semana 6 – 22 a 26 Agosto, Ricardo Kalash (teatro)
Semana 7 – 29 de Agosto a 2 de Setembro, Alex Lima (música)
Semana 8 – 5 a 9 de Setembro, Érica Machado (música / artes visuais)
Semana 9 – 12 a 16 Setembro, Élia Ramalho (artes plásticas)

João Silva contou como foi importante a criação de sinergias com outras entidades de forma criar mais impacto. A vertente criativa das oficinas de férias do RE/FORMA está a cargo de curadores de diferentes áreas culturais, como músicos, artistas visuais e designers, que acreditam no poder da arte para nos ajudar a imaginar um «mundo de amanhã» melhor e mais colorido. A Coimbra Coolectiva será uma dessas entidades, com duas sessões sobre educação e ecologia, a divulgar em breve «Não era um projecto que queríamos fazer sozinhos, temos vários parceiros. Queremos todos o melhor para Coimbra e, quanto mais pessoas envolvidas, mais impacto teremos. Só assim é possível sermos dinâmicos.»

Desvendar noções de ritmo poético e de rima, em estreita relação com a música, através da dança, do batucar e do dizer; criar plantas de acordo com a nossa personalidade, medos e feitios; viagens musicais como caminho para a reflexão e o autoconhecimento; perceber o que é o som? Qual a diferença entre som e música? É possível criar música sem instrumentos tradicionais? Estas são algumas das propostas que encontram no programa completo do RE/FORMA online e podem acompanhar as actividades do programa nas redes sociais da Blue House.

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