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A Sereia que todos queremos e desejamos

Entramos no Parque de Santa Cruz, mais conhecido nas bocas do mundo como Jardim da Sereia, um parque com origem numa cerca conventual do Século XVIII, que acompanhou o crescimento da cidade, por ela foi absorvido e esconde muito mais do que aparenta revelar. Falámos com quem o usa e conhece sobre os seus problemas e potencialidades.

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Fotografia: Mário Canelas

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«(…) Este bosque arrebata, ao mesmo tempo, a beleza e o murmúrio das águas,
E não haverá outro a ele semelhante, nem o Paraíso».

A estrofe coroa o pórtico do Jardim que abre convidativo para a Praça da República e que permite ver o amplo espaço que é o campo da péla, antepassado do ténis. É um dos postais mais celebrados deste parque urbano, um jardim histórico que originalmente fazia parte da cerca do Mosteiro de Santa Cruz e foi transformado em espaço lúdico e contemplativo para usufruto dos frades crúzios entre 1723 e 1752, por iniciativa do prior D. Gaspar da Encarnação. O denso arvoredo do parque dilui o som da cidade, que o abraça a toda a sua dimensão, um paliativo urbano. A água é um elemento essencial e revela-se nas bicas, nas fontes e num grande lago circular.

Conhecem-no por Jardim da Sereia porque, no final da longa escadaria que conduz ao topo do parque, na Fonte da Nogueira, há uma escultura que representa Tritão, decapitada há uns anos. É esta figura que está na origem da expressão popular de Sereia, já que é uma divindade mitológica grega associada aos mares, filho de Poseidon. Talvez tenham sido os estudantes a dar-lhe essa graça, dada a sua verve trocista. E ainda que seja um prazer nele caminhar, usufruir das suas sombras e recantos, o sabor que fica depois duma visita é de potencial por cumprir. Todo o seu encanto barroco não afasta a percepção de que o parque está degradado.

A Sereia e o Tritão

Segundo o arquitecto José António Bandeirinha, professor no Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra (DARQ), este parque era «a parte mais lúdica do Mosteiro, com mata e eminentemente barroca». A parte agrícola da cerca situava-se mais abaixo, ao longo do vale onde se veio a desenhar a Avenida Sá da Bandeira, função agrícola que ecoou séculos até chegar ao actual Mercado D. Pedro V. «A partir de 1834, as ordens religiosas são extintas», explica, «as cercas são libertas e é preciso fazer cidade». O parque passou por vários proprietários até que foi comprado em 1885 pela Câmara Municipal de Coimbra (CMC), com o objectivo de o «transformar num espaço público dedicado ao lazer, um espaço de respiração, um espaço-jardim». 

João Gomes da Silva, arquitecto paisagista, acrescenta: «O elemento tipológico [deste parque] é a sua delimitação através de muros.  O espaço do jogo da péla é o mais fascinante. Existe também um nos jardins do Palácio de Queluz; eu não sei se este não é até mais consistente, mais decorado. É natural que, aos poucos, [estes parques] vão sofrendo alterações, melhoramentos, normalmente por introdução de novos programas. É normal que se passe duma situação mais simples, um espaço que é cercado, uma mata, com uma parte agrícola e outra jardim e que, aos poucos, se vão introduzindo alterações».

A cidade absorveu o parque a partir da década de 1930, à medida que as ruas iam sendo traçadas e urbanizadas. Não sem algumas contrariedades, como explica o arquitecto Bandeirinha: «Há ali uma machadada muito grande, que rompe completamente com a geometria barroca do Parque, que é o Campo de Santa Cruz. Ganhou um certo elã na vida académica, pois foi ali que jogou a Académica durante muitas décadas, antes da construção do Estádio Municipal na década de 50. Mas aquilo destrói as axialidades barrocas, fazer um campo de quase um hectare num parque tão delicado na sua geometria. Também a Casa da Cultura foi construída em cima do remate do Parque, num local que chegou a ter um horto que servia a CMC de árvores e plantas. Recordo-me de ficar consternado com a sua construção. Havia terrenos municipais disponíveis, mas, como sempre em Coimbra, alguém decidiu que seria construído ali, e fez-se ali».

Acrescenta ainda um apontamento que diz ser de pura especulação, tentadora como ideia: « D. João V chama um arquitecto italiano para desenhar a torre da universidade, Antonio Canevari. Há um jardim em Roma desenhado por Canevari, idêntico ao Parque de Santa Cruz. Embora este não esteja atribuído, é provável que exista uma relação entre a presença do Canevari em Coimbra e a transformação deste espaço num parque lúdico para os cónegos regrantes do Mosteiro. Mas é completamente especulativo da minha parte».

Canto da Sereia

Carlos Antunes, director do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC), uma das entidades cujo espaço orla o Jardim, comenta que este se tornou: «um local desabitado, por várias razões. Há um enorme desinvestimento no espaço público e nos espaços verdes, com consequências dramáticas. Nós temos uma enorme falta de cultura urbana, algo que em Coimbra é especialmente evidente. Basta passar a fronteira e ir a qualquer pequena cidade do lado de lá, a forma como as pessoas vivem a rua é muito mais intensa».

Ao associar a falta de cultura urbana a um evidente desinvestimento no espaço público, origina aquilo que chama de efeito catastrófico e que: «cria uma coisa mais ou menos óbvia, estes espaços passam a ser tomados por pessoas que vivem de alguma forma nas margens daquilo que consideramos civilidade. Marginais, tráfico de droga; [o parque] foi durante muito tempo um espaço conotado com prostituição masculina. Tudo isso está mais ou menos ligado, e resulta nesta mistura explosiva. Esta espécie de guetização que resulta de um abandono, um espaço expectante que é tomado por práticas como estas, depois é muito difícil de reverter».

Questionada sobre o tema da criminalidade e da insegurança, a Polícia de Segurança Pública refere que: «a estatística da criminalidade registada ou denunciada, e a sua tipologia, não nos permite corroborar a ideia duma área da cidade particularmente insegura». Ainda assim, esta é a percepção partilhada por entidades e transeuntes. Jennifer Jesus, tatuadora, comenta: «Já frequentei mais [o Parque], mas não me sinto muito segura». Telma Santos, estudante, diz que sente insegurança, «pelo tipo de situação que presencio quando frequento o Parque, vou lá desde que sou adolescente. Está desleixado. As esplanadas que colocaram deram alguma dinâmica, mas não me sinto segura a passar o parque todo sozinha». Para Bruno Nogueira, jornalista, o parque «está mal conservado e à noite falta iluminação. Acredito que melhorar a limpeza e a manutenção pode levar as pessoas a utilizar mais o Jardim».

Bruno Paixão, director da Fundação INATEL de Coimbra, instituição que partilha edifício com o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), comenta que os parques «com arborização, quando não têm um usufruto massivo e permanente, criam uma sensação de insegurança. Este é um dos vectores que pode conduzir a que menos pessoas os utilizem. Depois, torna-se uma “pescadinha de rabo na boca”». 

Helena Albuquerque, presidente da APPACDM Coimbra, que gere a Casa de Chá, diz estarem conscientes de «alguns problemas de segurança e sujidade, principalmente no horário nocturno, que esperamos que sejam revistos pelas forças policiais e pela CMC, de forma a tornar o Jardim da Sereia um local ainda mais próspero». Já os trabalhadores do IPDJ, referem que o maior problema é «a insegurança ao usufruir do Jardim, pelo receio de assaltos ou abordagens menos adequadas, apesar das intervenções recentes, como o desbaste de vegetação. Evidencia-se a falta de policiamento pela Polícia Municipal, que também não previne actos de vandalismo».

As instituições nas proximidades do Parque usam-no de forma avulsa, com programa esporádico ou estão ausentes nessa ocupação. As sete enormes esculturas de Rui Chafes são rotineiramente vandalizadas, assim como os elementos barrocos do jardim, peças escultóricas que ladeiam os caminhos e escadarias.

«A questão do espaço público e do vandalismo é um tema que é recorrente», aponta Gomes da Silva. «O espaço público, sendo um espaço em comum, está sujeito a que todos o utilizemos. Uns usam duma maneira respeitadora, outros duma maneira mais abusiva. Quando se começa a perder a noção de que o espaço em si tem um valor próprio, por vezes tem um valor histórico e patrimonial, quando se começa a perder a noção disso, sobretudo os espaços ao abandono, as pessoas começam a reagir e a vandalizar. A manutenção é uma coisa fundamental nos edifícios, ainda mais o é no espaço que é público. Há crimes, há vandalismo, mas isso também há aqui na minha rua. O vandalismo e a violência são inerentes à sociedade, sobretudo pela forma como a sociedade está desequilibrada e gera conflitos».

Também em relação à degradação do parque, o paisagista explica que «isso tem a ver necessariamente com má manutenção ou má adequação às práticas e usos que as pessoas fazem. É preciso perceber que uso é que as pessoas fazem e também a questão de ser ou não delimitado». A questão do jardim ser vedado ou não é recorrente, associado também ao tema da insegurança nocturna. Já foi vedado, agora está aberto, tal como o foi originalmente. Gomes da Silva acrescenta: «O Jardim da Sereia é um jardim urbano. A noção de limites é muito importante; percebermos a dado momento que estamos a entrar num parque. O Jardim da Estrela em Lisboa fecha à noite e abre novamente de manhã. Faz parte do seu carácter esta grade metálica que permite ver e também controlar as entradas». 

Estado da Arte

«A verdade é que o Jardim não tem tido intervenções de vulto», assinala João Francisco Campos, Presidente da União de Freguesias de Coimbra (UFC), onde se localiza o parque, «é um espaço sui generis e não tem nada assim muito aprazível para as famílias. O lago cá de cima, eu lembro-me quando era mais novo, levava barquitos e brincava ali. Lembro-me perfeitamente das famílias estarem lá presentes. Agora temos outras distracções, preferimos ir a um centro comercial do que ir para o Jardim da Sereia com a família. Se olharmos para o Parque Verde, vemos o espaço cheio. É preciso que os espaços estejam disponíveis, haver algo que leve as pessoas lá. O parque de merendas está assim desde que me recordo. A única coisa de que me lembro foi fruto da participação das pessoas no Orçamento Participativo, foi ter-se colocado ali um miniparque infantil. Não existe fruição daquele espaço, não há nenhum portão, mas nós não entramos lá dentro».

Está prevista a transferência de competências e gestão dos espaços verdes das câmaras municipais para as juntas de freguesia, pelo Decreto-lei 57/2019.  Francisco Campos refere que já acordou com o Presidente da CMC que «todos os espaços consignados a terceiros, passarão para a UFC. Muitos deles estão a ser tratados por particulares ou por IPSS, é o caso do Jardim da Sereia, é um protocolo com a APPACDM, que trata da manutenção do espaço. Nós queremos pensar no jardim, mas não o queremos sem que sejam feitas as obras necessárias, até porque não temos capacidade financeira para as fazer».

Se inicialmente estava prevista a passagem do Metro Mondego pelo parque, segmentando-o na continuidade da Rua de Tomar até ao vértice do parque onde se encontram a Rua Pedro Monteiro e a Rua Lourenço de Almeida Azevedo, o actual projecto do Metrobus foi revisto para que a Linha do Hospital passe apenas nesta última artéria. Segundo o Presidente da UFC: «Andámos anos à espera do Metro, atrasámo-nos muitíssimo. Para além do canal do Metro, temos que pensar toda aquela zona, porque são zonas nobres da cidade. Um jardim precisa de voltar a ter vida. Nós temos programado algumas coisas para lá. Urge recuperar o espaço, reabilitar o espaço para a comunidade». 

Acordar O Sereia

António Ferrão criou a associação Acordar O Sereia em 2011, enquanto conimbricense a estudar em Lisboa, porque considerava que «o parque estava um pouco desalinhado [para aquilo] que devia ser um parque da cidade. A ideia da associação seria termos pequenas intervenções que fossem feitas pela comunidade».

Parte dos fundos que angariaram foram investidos num workshop de arquitectura, em conjunto com o DARQ, em que foram feitas diversas propostas para o Jardim, sob coordenação de Rosa Bandeirinha e participação doutros arquitectos, como João Mendes Ribeiro. Queriam criar uma sala de estudo 24h na Casa da Cultura, com ligação ao jardim, propuseram um parque infantil, a criação de mais um quiosque e um grande plano de iluminação do parque. «Havia também uma proposta [no workshop] para vedar o jardim, porque, enquanto não existissem bons hábitos, não valia a pena estar aberto». Exploraram diversos ângulos, como fazer o mapeamento das árvores, estudar a comunidade de rãs presente na parte inferior do Campo de Santa Cruz ou ainda a hipótese de explorar os túneis que conduzem a água, no subsolo do parque.

Ganharam 10 mil euros num concurso, mas era um valor «muito condicionado» ao patrocinador. «Tivemos que arranjar uma maneira de converter o dinheiro e, nessa altura, fizemos concertos. Mas eu estava em Lisboa, éramos muito miúdos, a nossa gestão não era muito boa e do lado da CMC não tínhamos grande suporte. Desses concertos conseguimos algum dinheiro, mas no final não avançámos para lado nenhum, porque a CMC não tinha muito interesse. Fiquei um pouco desiludido. Perdeu-se uma grande oportunidade de criar pólos atractivos, porque um parque para além de ser devolvido à cidade, tem que ter sustentabilidade. Porque se tu crias um bonito jardim, mas que por trás ninguém se interessa, afastas isto da realidade. Fechámos a associação no final de 2014 e doámos o remanescente do capital à APPACDM, que era a única entidade que trabalhava [o parque]. Disseram-nos que seria para financiar placas em braille para o jardim. Achei-o um grande ângulo, ser um jardim inclusivo. Se bem que tenha uma data de escadarias e não é nada acessível nesse aspecto».  

Não pretendiam tornar o parque «uma coisa sofisticada, [interessava-lhes] transmitir a sua história, quase como se fosse um avô a contar. O trabalho que foi feito faz sentido e no dia em que a CMC tiver vontade de olhar para os jardins, sem dúvida que eu estarei disponível para reactivar a associação».

Potencialidades e ideias

Para encontrar o equilíbrio entre preservação e funcionalidade é forçoso pensar num programa e executar obras no parque. Carlos Antunes refere o Parque da Cidade, situado no Porto e a tocar Matosinhos, como sendo «um belíssimo exemplo» com esse equilíbrio. Sobre Coimbra, aponta: «Há um espaço que conseguiu inverter o abandono, que é o Parque Verde. Sentiu-se alguma apropriação por parte da cidade, está sempre cheio. Isso é incrível, significa que as pessoas estão disponíveis. É um espaço público e foi apropriado, porque ali se calhar houve investimentos».

O workshop comentado por António Ferrão foi uma de várias iniciativas que colocou gente a pensar em soluções para este parque. Houve lugar a propostas por altura do primeiro projecto do Metro Mondego e chegou a ser indicado, embora sem resultados conclusivos, o renomado arquitecto japonês Toyo Ito, para pensar a parte mais baixa do Jardim da Sereia.   

Algumas das entidades com que falámos formam opiniões concretas sobre o que poderia ser feito. Pela direcção da Cooperativa Bonifrates, companhia teatral sedeada na Casa da Cultura, João Maria André comenta: «Pensando num usufruto do Jardim da Sereia no âmbito das artes do espectáculo (teatro, dança, etc.) o principal problema é a falta de infraestruturas para o desenvolvimento dessas actividades. Deveria haver diversos pontos preparados para alimentar o material técnico de luz e de som. Seria também de prever a instalação de dois ou três pontos com instalações sanitárias para o público».

Os trabalhadores do IPDJ apontam algumas ideias: «Entendemos que o Jardim reúne condições para promover actividades que propiciem a utilização por parte de famílias com crianças que poderiam passar um tempo de qualidade ao ar livre. Há uns anos existia um parque infantil, que poderia ser reposto, propomos o melhoramento da iluminação nocturna, a criação de espaços de lazer com pequenas estruturas para convívio e estudo, uma biblioteca itinerante, onde a população em geral pudesse dar continuidade a hábitos de leitura ao ar livre e a criação de espaços para passeios de animais de estimação, podendo ainda, em articulação com o canil municipal, todos os meses fazer um evento da promoção da adopção animal». Um bom exercício de enumeração a apresentar a quem de direito.

Bruno Paixão lança uma hipótese de colaboração: «Estamos muito abertos e não deixaremos de ser um elemento activo em tudo o que possa potenciar bem-estar à comunidade, com oferta turística, lazer, desportiva, social e cultural. Havendo um plano alargado que comprometa as instituições, a Fundação INATEL veria com bons olhos uma adesão ao melhor usufruto deste parque».

Carlos Antunes acrescenta ainda a ideia de «tirar aquela sebe horrível que está entre o lago e o espaço de circulação, um bocadinho à semelhança dos Jardins do Luxemburgo, em Paris, em que as pessoas se sentam à volta do lago, com os pés dentro do lago. [Sobre o programa] era preciso uma coisa mais continuada, mas subsequente. Mudar a nossa expectativa em relação àquele parque. Quando um espaço se torna um lugar de esperança, em que não há expectativa daquilo mudar, dá nisto. Era preciso uma intervenção».

Soluções à vista

Para o Presidente da UFC, seria necessária uma intervenção profunda, pesando o momento em que será feita a transferência de competências. Os últimos trabalhos de beneficiação do Parque terão sido feitos em 2004. Que passos ou métodos seriam necessários para essa intervenção? 

Gomes da Silva refere que é preciso um entendimento culto em relação a este espaço: «É evidente que um espaço público desta qualidade é polissémico, necessita de muitos olhares. Um entendimento global de um espaço destas dimensões, pelo menos um arquitecto paisagista tem a obrigação de o ter, depois há aspectos de conservação e restauro, aí é preciso ir buscar historiadores, arqueólogos; se há estruturas edificadas, se calhar é preciso um arquitecto. Tem que haver um olhar sábio, conhecedor, sobretudo multidisciplinar». 

Para João Francisco Campos, «era simplificar a coisa, eu sou sincero. Quando me falam em concursos internacionais, eu penso que quando é preciso mudar uma lâmpada, tem que se falar com o arquitecto. Se calhar começava por um concurso de ideias, falava-se com o nosso Departamento de Arquitectura. Tenho a certeza que ia aparecer algo que todos iríamos dizer, fantástico. A cidade [de Coimbra] precisa de mundo, que olhem para ela, de sair destas quatro paredes. Não temos que ter medo do que está a fazer bem lá fora, não temos que recear o “olha, estão a copiar”».

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