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Hoje há novo cordão humano contra o abate de árvores em Coimbra

Cidadãos preocupados convocaram uma manifestação pacífica para esta tarde, às 19h, contra o corte de árvores e sobretudo a inação da comunidade. Vai ser junto àquelas que, segundo o mapa do Metro Mondego, serão das próximas a desaparecer, na Rua Lourenço Almeida Azevedo.

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Por que é que as pessoas boas ficam paradas e não lutam a favor do que defendem? Como é que não deixamos que se destrua património, como zonas verdes, lamentando e criticando mas não fazendo nada? A psicologia chama-lhe efeito do espectador e tem cura. De acordo com o grupo de expressão dramática da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, o bystander effect é o fenómeno onde a difusão da responsabilidade («os outros fazem…») e o medo do risco envolvido (ficar mal visto, perder emprego, ser criticado, ser preso…) leva à inação por parte de pessoas que poderiam rectificar a situação.

É para contrariá-lo que o InterDito se junta hoje à Secção Experimental de Yoga da Associação Académica de Coimbra, ao Encontro da Paz e a quem na comunidade também estiver preocupado com o abate de árvores no centro da cidade numa manifestação pacífica, sob a forma da criação de cordão humano. É a partir das 19h, junto às árvores da Rua Lourenço Almeida Azevedo, um dos locais onde está prevista a construção da Estação da Sereia do Metro Mondego – e que podem ver clicando neste link do Google Maps -, uma das paragens da Linha Av. Aeminium – Hospital Pediátrico da Rede Metrobus. O ponto de encontro da manifestação é junto à Casa de Chá, no Jardim da Sereia.

Segundo Margarida Lima, coordenadora do grupo InterDito e professora da faculdade da Universidade de Coimbra, «o medo é um desmotivador» e «imobiliza», mas, segundo Philip Zimbardo, um dos grandes investigadores do impacto do efeito do espectador no comportamento humano, «se uma ou mais pessoas começarem a agir, isso aumenta a probabilidade das outras agirem, ajuda as outras a ultrapassarem o medo de agir».

Já Kate Swoboda defende que é preciso praticar e treinar a coragem para que ela se torne parte da nossa identidade e, consequentemente, uma resposta habitual em situações de desafio, ao invés de nos imobilizarmos ou irmos embora. «O heroísmo dos cidadãos é sobre gratidão, é sobre a participação de todos nós nos desafios de todos os dias nas nossas cidades; é sobre proteção das nossas crianças, dos nossos vulneráveis, dos nossos tristes, do nosso património…das nossas árvores. O inverso de um herói, não é o vilão, mas um bystander, um espectador, que apenas assiste», remata Margarida Lima num comunicado enviado à nossa redacção.

Este será o segundo cordão humano relacionado com o abato de árvores em Coimbra, o primeiro foi junto aos recém cortados plátanos da Avenida Emídio Navarro, e acontece em plena Semana Europeia da Mobilidade.

Vários cidadãos estão a demonstrar o seu desagrado relativamente à desarborização da cidade, sobretudo devido às obras de instalação do Sistema de Mobilidade do Mondego, que pretendem «melhorar a integração do canal do Metrobus na paisagem e garantir reforço da estrutura ecológica urbana» mas têm como consequência o corte de 663 árvores, expondo inconsistências no caminho do urbanismo sustentável.

Visita às obras e discussão pública sobre mobilidade

A Câmara Municipal de Coimbra anunciou na passada sexta-feira o programa autárquico da Semana Europeia da Mobilidade. Hoje, o dia começou com uma visita oficial à obra do Sistema de Mobilidade do Mondego, entre o Areeiro e a Praça 25 de Abril, destinada ao público em geral. Na terça-feira, dia 20, a autarquia promove uma visita explicativa das obras a decorrer ao longo das margens do rio Mondego a bordo do Basófias. Começam às 16h, junto ao cais de embarque, e o objetivo é dar uma explicação técnica dos trabalhos desenvolvidos aos participantes, que devem inscrever-se através do e-mail semanadamobilidade22@cm-coimbra.pt.

No dia 21, quarta-feira, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelas 14h30, realiza-se uma conferência que pretende discutir temas da atualidade da cidade. Estão previstas apresentações sobre os temas «Política de Mobilidade Sustentável do Município», pela vereadora Ana Bastos; «Desenvolvimento da rede de ciclovias no espaço central”, pela técnica municipal Joana Sobral; “A cidade e as obras do Metrobus», pelo direCtor do Departamento de Espaço Público, Mobilidade e Trânsito da CM Coimbra, Miguel Santos Costa; «Apresentação da Plataforma WAZE – Coimbra»; e «Gestão de mobilidade «Cascais Próxima», por Paulo Marques. No dia 22, abre oficialmente ao público o requalificado Passeio Ribeirinho de Aeminium, na margem direita do rio Mondego. O ponto de encontro é junto a estação ferroviária de Coimbra (Coimbra A ou Estação Nova), às 14h30.

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