Não vai ser um abalo sísmico mas o chão vai tremer ao som de bandas da terra. As editoras Blue House e Lux Records juntaram-se para fazer o Epicentro! no Salão Brazil, em Coimbra. Até 17 de Abril, os bilhetes para 9 concertos nos dias 18, 19 e 20 de Abril são mais baratos, custam 13€, e também podem comprar o geral para os 3 dias a 25€ até 15 de Março.

Coimbra chegou a ser, ou ainda e?, a Capital do Rock, em Portugal? Eis a questão. Depois de nos anos 90 terem surgido na cidade nomes seminais da mu?sica nacional como os Te?dio Boys e os Belle Chase Hotel), e o se?culo 21 ter visto nascer dezenas de outros projectos, as editoras locais estão convencidas de que uma cidade de dimensa?o me?dia que produz esta quantidade de vontades criativas na?o pode ignora?-las e ganha em potencia?-las.

O Epicentro! quer ser o sismo?grafo musical e fazer um ponto de situac?a?o da cidade porque acredita que Coimbra tem de se afirmar na?o apenas como uma cidade onde acontecem coisas, mas como uma marca na cultura musical portuguesa. 

Vamos ver o que dá? Este é o programa de festas:

 

18 ABRIL

a Jigsaw

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Comec?aram a fazer canc?o?es há 20 anos inspirados pela mu?sica popular norte-americana, Joa?o Rui e Jorri deitaram ma?os ao fascinante e legado folk, country e blues. Desde 2004 foram apurando uma alquimia que os tornou populares em Portugal e ale?m-fronteiras, motivando elogios da imprensa internacional. Com vasta discografia editada, os seus especta?culos ao vivo, acompanhados pela The Great Moonshiners Band, sa?o marcados pelo imagina?rio da mitologia sulista dos Estados Unidos e pela forma como os mu?sicos multi-instrumentistas ajudam a tornar real esse mesmo quadro de fantasia. Ouçam aqui.

Portuguese Pedro

PortuguesePedro

Trac?a um percurso desde o country ao rockabilly bebendo influe?ncias dos anos 30 de Jimmie Rodgers, dos anos 40 de Hank Williams ou dos anos 50 de Jack Earls. Somos facilmente coagidos a bater o pe? ao som do bop e do rock n’ roll inundados pelo enlevo vintage de Portuguese Pedro que reflecte o lifestyle do pro?prio artista e que nos contagia com as suas mu?sicas que te?m atrai?do um pu?blico inesperado, heteroge?neo e cada vez mais vasto, com o seu e?xito Coola Boola Bop e mais recentemente com o disco The Full Enchilada, e em ra?dios e pistas de danc?a por todo o mundo. Ouçam aqui.

Drunks on the Moon

DrunksOnTheMoon

Entre o experimentalismo do Kraut Rock e a Surf Music californiana, a mu?sica deles pode ser tanto roma?ntica quanto cao?tica. O Bruno Ribeiro e Manon Capelline socorrem-se de diversos instrumentos para expressar o seu universo musical. O teclado, com seus acordes mi?sticos e psicade?licos invadem a mente. A guitarra, com solos melanco?licos, transporta-nos para as de?cadas de 50 e 60. A bateria e? minimalista de modo a sentir-se a pulsa?o vital. Tambe?m surge a caixa de ritmos, o violino nas intensidades mais drama?ticas e o acordea?o nos encadeamentos harmo?nicos. Ouçam aqui.

19 ABRIL

D3O

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Os D3O (the trio) nasceram em 2002, em Coimbra, das cinzas dos Te?dio Boys. Toni Fortuna (voz e guitarra, ex-Te?dio Boys / Mas’Foice), To? Rui (guitarra, ex-Garbage Catz) e Miguel Benedito (bateria, ex-Garbage Catz) depois de editarem SixPackTrack (2003), 8 Tracks On Red (2004) conclui?ram, em 2005, com 7 Heartbeat Tracks, o projecto inicial: um trio / tre?s EPs. Em 2009 foi a vez do primeiro longa-durac?a?o Exposed que teve como sucessor Love Binder, em 2013. Neste momento encontra-se em preparac?a?o o regresso aos discos, mais um a editar pela Lux Records. Ouçam aqui.

The Walks

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Depois de um EP e o longa durac?a?o de estreia Fool’s Gold (2015), os The Walks regressam, em 2018, com Opacity, gravado nos Black Sheep Studios e com edic?a?o da conimbricense Lux Records. A banda, sediada em Coimbra e composta por Gonc?alo Carvalheiro, John Silva, Miguel Martins, Nelson Matias e Tiago Vaz, revela neste disco uma nova identidade sonora. Ritmos ondulantes e danc?a?veis com uma forte presenc?a de elementos de percussa?o, guitarras coloridas e uma voz hipno?tica servem de pano de fundo a uma mensagem iro?nica, entre a utopia individual e a realidade. Ouçam aqui.

Defrosted Pork Chops

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Coimbra volta a dar cartas com uma nova vaga de bandas emergentes sediadas na cidade e eles surgem na dianteira desse movimento. Gravado na rece?m-inaugurada Blue House (coabitada por nomes como Belle Chase Hotel ou The Parkinsons) Greatest Hits e? o EP de estreia e tem lanc?amento agendado para o ini?cio de 2019. Na degustac?a?o notar-se-a?o temperos como Fleet Foxes, Animal Collective ou BadBadNotGood, riffs suculentos ao jeito de uma magna?nima posta mirandesa e melodias tenras e doces qual pato a? Pequim. Ouçam aqui.

 

20 ABRIL

The Parkinsons

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Foi em 2000 que o guitarrista Victor Torpedo e o baixista Pedro Chau trocaram Coimbra por Londres. A ideia era so? la? ficar o tempo suficiente para juntar algum dinheiro e irem para os Estados Unidos, onde ja? tinham sido felizes com os Te?dio Boys. A? banda juntou-se o baterista ingle?s Chris Low e o vocalista Afonso Pinto, que ja? vivia na capital inglesa. Quatro discos depois, agora com Ricardo Brito na bateria e Jorri nas teclas, os The Parkinsons continuam a dar raza?o a quem os considera a melhor banda portuguesa ao vivo. Punk-rock feito, em igual medida, de caos e sorrisos, envolto numa energia fi?sica e sonora incompara?veis. Ouçam aqui.

Tricycles

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Imaginem um triciclo no alto de uma duna, a ver o mar, a sentir o sol quente nas rodas pintalgadas de areia, com uma certa comicha?o no volante por causa da humidade salgada, e a pensar: Apetece-me apanhar o pro?ximo barco para Marte e desvia?-lo ate? ao centro do Sol. E? mais ou menos isto que eles sa?o. Uma coisa vagamente improva?vel, um conjunto de kidadults de rumo duvidoso mas com histo?rias para contar, cheias de pessoas que poderiam existir. E de facto existem, em calmas mu?sicas prontas a explodir, lentamente, a mil a? hora, com suavidade, ou em rugidos de guitarras zangadas e pianos falsamente corteses, de rudes baixos a conversar com educadas baterias. Os Tricycles sa?o Joa?o Taborda, Afonso Almeida, Edgar Gomes e Se?rgio Dias. Ouçam aqui.

MC RUZE

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Figura central da cena hip-hop coimbra?, RUZE, e? um dos mais antigos MCs portugueses que continua em actividade. O seu novo EP Tenho Tudo relata as dificuldades dos portugueses na era do consumismo e foi produzido na totalidade pelo produtor tomarense Raze, num estilo vincado que segue a escola de rap dos anos 90. Batidas directas, rimas acutilantes, atitude desafiadora e bem humorada, e? isto que podemos esperar, em disco e em cima do palco. Ouçam aqui.

 

Vai ser tudo no Salão Brazil e também vai contar com DJsets na Rádio Baixa e festas pós-concertos no Pinga Amor.

 

 

18 – 20 ABR | EPICENTRO!
Salão Brazil, Largo do Poço – Coimbra
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Bilhetes: 13€ por dia (até 17 de Abril, pré-venda bilhete diário – limitado a 100 bilhetes por noite, venda nas lojas parceiras habituais e BOL)
……………..15€ por dia (bilhete diário – limitado à lotação disponível dias 18, 19 e 20 de Abril, venda à entrada do Salão Brazil)
……………..25€ 3 dias (até 15 de Março, pré-venda 3 dias – limitado a 25 bilhetes, venda exclusiva da Lucky Lux e BOL)
……………..30€ 3 dias (de 16 a 31 de Março, pré-venda 3 dias – limitado a 30 bilhetes, venda nas lojas parceiras habituais e BOL)
……………..35€ 3 dias (de 1 a 17 Abril, pré-venda 3 dias – limitado a 35 bilhetes, venda nas lojas parceiras habituais e BOL)
Contactos: coimbra.bluehouse@gmail.com

 

 

 

 

 

 

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Jornalismo de soluções, Coimbra.

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