Por Hugo Solinho Silva
Desporto
Visitámos a loja Outcast e descobrimos a marca de roupa Vigilance. Exemplos de uma comunidade que se reconhece pelo o estilo e a «forma descontraída de estar na vida», mas por ser da rua também reclama a necessidade de cuidarmos melhor do nosso espaço público.
O desporto federado exige disciplina, trabalho e empenho dos atletas, mas também um grande esforço monetário por parte dos clubes e das famílias, que se desdobram em iniciativas para levar Coimbra e Portugal ao pódio.
Quinze empurram mais do que um, mesmo que seja muito bom e o mote do Rugby Agrária de Coimbra estende-se à estrutura técnica e direção do clube onde o voluntariado tem lugar cativo, dentro e fora do relvado.
Há quase 90 anos que a Secção de Rugby da Associação Académica de Coimbra entranha na cidade os valores da bola oval, com espírito comunitário e assente quase totalmente no voluntariado.
Não é só a memória que está em jogo no importante pulmão de Coimbra. Há uma petição pela reabilitação dos campos de jogos e circuito de manutenção da Mata Nacional que significaria uma importante melhoria do presente e futuro da cidade.
Há uma comunidade de dezenas de praticantes da actividade física em Coimbra. Crianças, adolescentes e adultos descobrem os próprios limites aliando o cuidado com a saúde e o corpo à superação de barreiras da mente.
Dia 14 de Dezembro há treino aberto da equipa que trouxe para Coimbra o desporto de velocidade, contacto e estratégia, que é um exemplo de libertação feminina, construção de comunidade e inclusão.
Contamos a história do mítico clube de futebol «dos operários» pela voz dos seus adeptos e às portas de um derby clássico com a Académica SF, dia 4 de Dezembro.
A Briosa, como também é conhecida, vive actualmente o momento mais lúgubre da sua história, com a despromoção do clube até à Liga 3, um patamar classificativo que é apelidado de «impensável» e «trágico» pelos adeptos espalhados pelo país (e mundo) fora. Mas há esperança.
Numa altura de crise do principal clube de futebol de Coimbra, fomos saber quais os desafios a ultrapassar pela actual direcção para conquistar novos triunfos similares às velhas glórias. Por entre as paixões e as histórias da mágica Briosa, desvendamos igualmente a subcultura desportiva cuja unicidade se recusa a render.
Filipe Freire é de Cascais e foi aqui que optou por realizar um sonho com potencial para mudar um bairro inteiro: uma academia profissional de Taekwondo Songahm, com forte sentido educativo, pedagógico e comunitário.
E se o yoga fosse usado como ferramenta de transformação da percepção da vida e promoção de uma cultura de paz e bem-estar físico e mental da nossa comunidade? Tivemos uma amostra no «aulão» experimental que a fundadora do projecto no Brasil deu no Parque Verde do Mondego.
A Roda Pedaleira e a Roda Dianteira promovem a actividade desportiva articulada com uma vertente social. As mais recentes beneficiárias foram famílias ucranianas, que chegaram refugiadas da guerra à União de Freguesias de Eiras e São Paulo de Frades, mas todos os que necessitam são alvo da ajuda das associações desportivas
Além de um desporto, a canoagem é uma porta para o convívio e uma janela para a cidade. Entrámos num caiaque e aventurámo-nos rio acima para descobrir diferentes formas de usufruir do Mondego.
Começaram ainda crianças a praticar modalidades desportivas e, contra ventos e marés, levam o nome de Portugal a patamares elevados. Do judo ao remo, passando pela ginástica rítmica, fomos conhecer os desafios e procurar soluções para os nossos atletas.
Rui Jesus e Márcio Sousa recuperam o também conhecido como Futebol de 5, adaptado para pessoas com deficiência visual, na casa do Sport Club Conimbricense.
Coimbra fez e continua a fazer história na prática do boccia, desporto paralímpico com ascendência greco-romana. Falámos com Bernardo Lopes, que acaba de criar a Pró-Secção de Boccia da Associação Académica de Coimbra.