O fluxo das queixas de quem anda de autocarro sinaliza uma via em contramão em relação às melhorias que estão a ser feitas no serviço. A falha no cumprimento de horários é a principal reclamação.
Mobilidade
À boleia da viagem de estreia dos novos autocarros eléctricos, accionamos a nossa rubrica Torre de Controlo sobre os SMUTC para saber o que está a ser cumprido e o que falta fazer para termos um transporte colectivo pontual como prometeu José Manuel Silva.
Adelino Gonçalves, Luís Sousa e Paulo Antunes têm uma proposta que acreditam que «melhora» o Plano de Pormenor de Joan Busquets para a futura Estação de Coimbra. Uma oportunidade única para resolver desafios e obter soluções para a cidade que defendem que também «tem vantagem competitiva» no que toca ao combate às alterações climáticas.
O muito comentado conceito envolve questões de planeamento urbanístico, mas também temáticas económicas, sociais e ambientais.
Filho de motorista, Tomás Batista sabe navegar pelas carreiras do serviço público de autocarros, desenhou um sistema mais eficiente, deu-lhe nova imagem e até outro nome: TUC – Transportes Urbanos de Coimbra. Em Lisboa, já fez a diferença – por cá, falta apresentar o projecto.
As soluções para devolver a rua às pessoas e travar o trânsito automóvel são hoje recebidas pela vereadora como medidas sem apoio eleitoral, numa cidade dependente do carro, sem planeamento e que vê o investimento privado a desviar-se para outros concelhos.
A definição de zonas 30 e de coexistência nos bairros residenciais é o ponto de encontro entre urbanistas, arquitectos, peritos da mobilidade e poder público para desenhar uma cidade com mais vida e menos trânsito. Há já quatro zonas no radar da Câmara.
Seis meses depois da reactivação, o Coimbr’a Pedal está mais activo do que nunca. Entre diversas iniciativas, colaborações e projectos, o grupo que promove a bicicleta como alternativa de transporte em Coimbra criou o selo «bike friendly» para estabelecimentos comerciais da cidade.
Os atrasos na construção do Sistema de Mobilidade do Mondego vão significar pelo menos mais dois anos de obras com impacto na cidade, sem um sistema que permita o controlo público eficaz da derrapagem de custos e prazos das empreitadas. Há discrepâncias nas datas, falta informação sobre a execução dos contratos e esclarecimentos da IP.
Podia ter sido pensada uma praça na urbanização da Portela? Há ruas que podem ser personalizadas? Onde faltam parques infantis? E os que há, podem ter quiosques? Terça-feira, 19 de Setembro, pomos estas e outras questões na mesa com a participação de José Carlos Mota, Carlos Pinheiro, Pedro Costa, Tiago Cardoso e Ana Bastos.
Além do responsável pelo plano de pormenor, outros arquitectos locais e forças políticas vão intervir na Assembleia Municipal Extraordinária, aberta também a outros cidadãos interessados.
Um corredor de dezenas de crianças e adultos percorreu as ruas desde o Centro Escolar Solum Sul até ao Parque Verde do Mondego, por melhores infraestruturas cicláveis e segurança nas estradas e ruas.
Do terminal com várias deficiências, ao embarque e desembarque sob um viaduto sem qualquer equipamento ou segurança, que a autarquia admite ser uma «vergonha para a cidade», a situação é bem diferente da prevista na legislação de Portugal.
Até 29 de Maio, a Câmara Municipal de Coimbra tem o Plano de Pormenor disponível para análise e participação da comunidade.
Sábado, a partir das 10h, reactiva-se no Choupalinho o grupo informal de utilizadores da bicicleta como meio de transporte em Coimbra num encontro que inclui uma Cicloficina e piquenique.
Vencer trajetos íngremes e grandes distâncias são apontados por administradores e utilizadores para a integração entre transporte colectivo urbano e meios leves de deslocação. Às portas da implementação do MetroBus, Coimbra tem a oportunidade de se tornar exemplo de intermodalidade em Portugal.
Falámos com quem usa a estação e ouvimos quem no dia 31 de Janeiro, às 8h, se vai concentrar junto à também conhecida como estação «Coimbra A» para protestar contra o seu encerramento.
Às vésperas do centenário do primeiro semáforo eletrônico instalado na Europa, os sistemas digitais de controlo semafórico têm evoluído para tornar a mobilidade urbana mais segura para peões, ciclistas e outros utilizadores. Em Coimbra, o assunto está na mesa, mas o sinal verde esbarra na falta de financiamento.