Nascida em Pamplona de pais portugueses emigrados em Espanha, Adriana Frias chegou em Portugal em 2017 e veio para Coimbra em 2020. Cidade que gosta imenso não apenas pela quantidade de opções culturais, como também pela diversidade das atrações. O que detesta é a falta de respeito aos pões.
Mundo em Coimbra
Hamilton Francisco ou Babu acha que, em Coimbra, muita gente se queixa de barriga cheia. O artista plástico traça o perfil da cidade para onde não escolheu vir, mas onde optou por ficar há mais de duas décadas.
Madelein Smith gosta muito de Coimbra e sabe que, além da História e da simpatia das pessoas, a cidade tem muito a oferecer. Lamenta faltar-lhe acesso a essa informação, nomeadamente junto às autoridades locais que não a fazem sentir acolhida.
Por Roberto Faustino
Foi a História que trouxe Steven Lay para Coimbra, mas foi muito mais o que o fez ficar. O professor de inglês partilhas as suas ideias sobre e para o município que até pondera candidatar-se a presidir.
«Vivi na Irlanda, onde conheci o meu marido e nós decidimos que precisávamos de sol, por isso resolvemos vir para Portugal», conta Dorothée Fouchiers-Goldsmith. É nómada digital, por isso vive em Pombal e trabalha no cowork municipal Pátio, em Coimbra.
«Estou cá há três anos e continuo a conseguir encher os meus dias a caminhar por aí e descobrir coisas que nunca vi antes», conta a professora reformada que vive em Coimbra e além de experiências, atira sugestões de coisas que gostaria que melhorassem na cidade e como.
«Me apaixonei dessa cidade que é como parada no tempo, mas ao mesmo tempo não é», confessa Arianna Angioli, estudante ERASMUS de Estudos Artísticos, que também faz parte do Grupo Experimental Kagadal e Rádio Universidade de Coimbra.
“Gosto da tranquilidade e do equilíbrio que a cidade tem” mas “tirava todas as subidas e deixava só as descidas”, conta o actor, designer e criador da marca de roupa Taikonaut.
«Gosto muito das possibilidades que Coimbra tem», conta o artista, educador e investigador Jorge Cabrera.
Coimbra é o primeiro e único sítio fora de Espanha onde vivi. Aceitei um desafio profissional para seis meses. Passaram 22 anos.
Nasci na África do Sul, em Bloemfontein, que significa fonte de flores. Aos 25 anos, peguei na minha mochila e fui trabalhar para a Irlanda. É estranho como as aventuras são fáceis quando se é jovem e não se tem responsabilidades ou receios do que pode correr mal.
Somos um casal da Sérvia que se mudou para cá com um visto D7 em Maio do ano passado. Esta é a primeira vez que vivemos no estrangeiro e não temos planos de regressar.
A vida em Coimbra é boa. É simples e relaxada. Do que gosto em Coimbra é a calma. Cresci e vivi em Jacarta, a capital da Indonésia, que é uma cidade com praticamente 20 milhões de pessoas. Normalmente levava duas horas a ir para o trabalho, só por causa do trânsito.
Gosto do povo português, são muito amáveis e simpáticos, e também gosto muito dos azulejos portugueses com diferentes formas, tamanhos, cores, padrões e formas.
Três anos se passaram. Para ser precisa, hoje: três anos, dois meses e catorze dias do dia em que cheguei a Coimbra com minha família. Nas malas trouxe, além das roupas, a escolha. Sim, ao se mudar de país, o que mais pesa e ocupa espaço na bagagem é a escolha.
Depois de dezenas de testemunhos de conimbricenses espalhados por esse mundo fora, damos a conhecer as histórias, ideias e propostas de estrangeiros a residir no concelho de Coimbra.