Com diferentes estilos e mais ou menos cuidados, Coimbra tem várias matas e jardins que não só são bonitos e muito importantes por acolherem muitas espécies de plantas e animais e purificarem o nosso ar, como revelam histórias da cidade e servem para relaxar e desfrutar da natureza e do ar puro. Os espaços verdes dão aos que procuram um sentimento de serenidade e paz, mas também inquietam quando se percebe que estão literalmente entregues aos bichos. A comunidade tem um papel importante nesse sentido. Ir, descobrir e se identificar problemas reportá-los e fazer com que sejam resolvidos.
Estes são alguns sítios onde podem passear, fazer exercício, brincar, descobrir história e património natural, desfrutar da natureza e refugiarem-se do calor em Coimbra.
Parque Verde do Mondego
Situado na margem direita do Mondego, este parque oferece cerca de quatro quilómetros para caminhar, correr e andar de bicicleta, mas também relaxar e trincar qualquer coisa nos restaurantes e bares das chamadas «Docas», onde também há casas de banho públicas disponíveis. Tem um parque infantil e há um gigante Urso Verde de relva sintética que é a estrela principal e protagonista de muitas selfies. Ao fundo, fica o Pavilhão Centro de Portugal, onde se realizam pontualmente diversos eventos. O Parque Verde foi projectado por Camilo Cortesão e actualmente inclui também uma extensão da biblioteca municipal chamado Ler ao Cubo, que funciona entre finais de abril e de setembro, aos sábados, domingos e feriados. A ponte pedonal e ciclável Pedro e Inês faz a ligação com a outra margem do rio, o Parque do Choupalinho.
Localização: Av. Lousã
Google maps
Parque do Choupalinho
Foi construído sobre terrenos seculares, que já foram utilizados para actividades agrícolas e cultivo de vegetais e árvores de fruto, depois para piqueniques, pesca e lavagem da roupa, e só mais recentemente área de lazer e é das mais frequentadas na cidade. Além de uma grande zona relvada, árvores e até um pequeno canal com uma ponte, o Choupalinho tem como vizinhos o Exploratório – Centro Ciência Viva de Coimbra, as Piscinas do Mondego e a Praça da Canção – onde se realiza a Queima das Fitas, o circo, a feira popular, entre outros eventos. Aqui há equipamentos para fazer ginástica, um skate park e um Centro de Desportos Náuticos, que alberga clubes de atividades como a canoagem, o remo e a vela. Também se pode fazer passeios de barco pneumático, canoa, alugar gaivotas e até andar de barca serrana – uma embarcação tradicional. Junto ao rio, há uma caixa de areia que permite a prática de voleibol de praia, parque de merendas e equipamentos para as crianças. Só não há boas infra-estruturas para comer, apenas uma roulotte e pequena esplanada. Há uma pequena casa de banho pública.
Localização: Av. Inês de Castro
Google maps
Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
Faz parte da Universidade de Coimbra e é uma das maiores relíquias da cidade. Não só pelo valor científico, porque está carregado de espécies diferentes de plantas, árvores e flores, mas por ser um pulmão da cidade e um escape perfeito para o reboliço urbano. Na verdade, é uma Extensão Cultural e de Apoio à Formação da Universidade, mas está aberta ao público. Tem 252 anos. Ocupa uma grande porção do Colégio de São Bento, sofreu uma grande remodelação no século XVIII e tem uma estufa fria e uma estufa tropical (criada em 1859) onde, entre outras relíquias, há orquídeas e plantas carnívoras. Além da herança biológica tem várias obras de arquitetura e escultura que podem descobrir. No verão, está aberto todos os dias das 9h às 20h. Já no inverno está aberto só até às 17h30, e é possível pedir uma visita guiada (turismo@uc.pt). Também há Sprints Botânicos, que são visitas curtas de meia hora à hora do almoço e outras iniciativas que podem acompanhar na página do jardim no Facebook.
Localização: Calçada Martim de Freitas
Google maps
Mata Nacional do Choupal
É considerada um dos pulmões de Portugal e chama-se assim porque nos seus 79 hectares onde predominam os choupos, mas também plátanos, nogueiras-pretas, cedros dos pântanos e bambus. Tem várias entradas, parques de estacionamento e é muito frequentado pela população quer para passeio, actividades de lazer, passear animais, mas também prática desportiva e passeios de bicicleta. As infra-estruturas precisam de manutenção, mas os vários trilhos e percursos permitem caminhadas e corridas ao longo de todo o dia – não tem iluminação à noite. Foi em 1791 que começaram os trabalhos para abrir um «novo» leito do rio, plantaram-se nas margens, para as fixar e, simultaneamente, proteger os campos agrícolas vizinhos. Lá dentro, há campos de ténis, padel e basquetebol. Tem um bar, parques de merendas, fontes e uma casa de banho – mas está a precisar de reforma.
Penedo da Saudade
É um miradouro com jardim e reza a história que era onde D. Pedro ia chorar a morte de D. Inês de Castro, terá sido precisamente ele a dar-lhe o nome e ainda hoje é um recanto procurado por corações apaixonados, mas não só. A «saudade amorosa» funde-se com a «saudade académica», há uma «sala dos cursos» e um «retiro dos poetas» com placas de pedra e versos escritos por antigos estudantes e escritores como Manuel Alegre a dar um ambiente ainda mais introspectivo ao jardim. Contemplativo e sereno, tem uma vista única sobre a cidade de Coimbra e o rio Mondego e há esculturas e estátuas para descobrir.
Localização: Av. Dr. Marnoco e Sousa
Google maps
Mata Nacional de Vale de Canas
De todos os espaços verdes de Coimbra, é provavelmente o mais selvagem e menos conhecido pela população e visitantes, mas não menos recomendado. Com 16 hectares, permite uma verdadeira imersão na natureza, inspiradora para os mais e menos aventureiros. Há trilhos para percorrer que conseguem fascinar tanto miúdos como graúdos, mas não há casas de banho nem outras infra-estruturas, por isso é preciso ir preparado. Cheio de árvores autóctones como o carvalho-alvarinho, sobreiro, azinheira, castanheiro, pinheiro-bravo e pinheiro-manso, é conhecido por ter o eucalipto mais alto da Europa e a maior araucária de Portugal. Fica junto à povoação de Vale de Canas, a 300 metros de altitude e inclui um jardim de ervas aromáticas.
Google maps
Parque Santa Cruz/Jardim da Sereia
A entrada principal está virada para a Praça da República e é um dos postais da cidade. Para os mais desatentos, reparem nas três estátuas que recebem quem visita: representam a Fé, a Caridade e a Esperança. A decoração, história e simbolismos continuam dentro do parque ou jardim que fazia parte do enorme Mosteiro de Santa Cruz, onde se nota a influência do barroco francês pelas alamedas com loureiros, os lagos, tanques, canteiros, painéis de azulejos e as estátuas. Nós contamos a história completa do Jardim nesta reportagem, inclusive a origem da alcunha «Jardim da Sereia». O espaço inclui a Casa de Chá, a esplanada do café/bar Murphy’s. No topo, há um pequeno parque infantil, ligação à Biblioteca e Ludoteca municipais e outras instituições, bem como a entrada do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra.
Localização: Praça da República
Google maps
Parque Linear Vale das Flores
Fica numa zona residencial da cidade, entre blocos de edifícios, e perto de uma grande superfície comercial, o Coimbrashopping. Foi inaugurado em 2001, com equipamentos infantis e campos de jogos, percorrido por relvados, pontuados por algumas árvores, e caminhos pedonais e cicláveis. Tem uma área polidesportiva com piso de relva artificial e diversos equipamentos de diversão infantil. Desde Fevereiro de 2020, também tem elementos para os praticantes de skate e patins. O acesso é livre e aberto 24 horas por dia. É frequentado por moradores, mas também residentes noutras áreas da cidade que o usam para a prática desportiva ou passeio de animais de estimação. Há vários cafés e bares nos edifícios paralelos ao parque, alguns com esplanada, entre outros serviços e lojas que dão muita vida à zona.
Localização: Vale das Flores
Google maps
Mata do Monte Formoso
Já nos tinham falado dele. Segundo a descrição do município, é um «espaço que privilegia a vegetação expontânea» e onde abundam espécies como o carvalho-alvarinho, o sobreiro, oliveira, a macieira, pereira e ameixeira. A mata permite o contacto dos cidadãos com a natureza em plena zona urbana, e tem infra-estruturas para merendas, churrasco e jogos para crianças, mas não só. Apesar de ser invisível aos olhos, são espaços como este que limpam constantemente o nosso ar poluído pelos automóveis e outros factores, capturando o carbono atmosférico.
Localização: Rua Cidade de Halle
Google maps















































