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A Biblioteca Municipal faz 100 anos e podemos todos celebrar com ela

Desde conhecer escritores como José Luís Peixoto a explorar valências possivelmente desconhecidas, visitamos o espaço cuja reabilitação está na calha há anos - e vai continuar à espera.

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Fotografia: Mário Canelas, Filipa Queiroz

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«Há muitas formas de nós recebermos cultura e há muitas formas de ela nos tocar e há muitas formas de ela, de certa forma, retratar o nosso imaginário colectivo. Esta biblioteca é um lugar onde isso se sente, onde isso se vive e onde eu tive esse contacto com cultura aqui na cidade de Coimbra, quando vivia cá», diz José Luís Peixoto.

No passado dia 11 de Janeiro, o escritor veio à Biblioteca Municipal de Coimbra (BMC) falar sobre a sua vida e obra, mas acabou por se centrar igualmente nos tempos saudosos que viveu aqui antes da carreira literária, com episódios marcantes como conhecer José Saramago em 1997, na apresentação do livro Terra, de Sebastião Salgado.

A conversa com o autor galardoado com o Prémio Literário José Saramago deu-se numa das apelidadas «Quartas do Centenário», uma das várias investidas da BMC para comemorar o centenário que, ao longo do ano, conta com vários nomes sonantes da literatura portuguesa como Valter Hugo Mãe ou Richard Zimler, proporcionando um espaço conversacional para uma convivência comunitário entre escritores e leitores. António é um desses leitores. Estudante de Engenharia Física, espera para falar com Peixoto com um exemplar de A Criança em Ruínas na mão.

«Costumava vir aqui bastantes vezes mas mais para estudar, não tanto para ler», diz, adiantando que «é uma biblioteca que gosto bastante de frequentar pelo espaço em si». Espaço este comummente entendido como a Sala de Leitura, que se divide em duas secções: uma de cariz mais informal e outra mais propensa à leitura concentrada, mais propensa a estudos de ensino secundário e/ou superior.

Uma dicotomia que se mantém volvido um século, dado que a criação deste espaço adveio de ir além da comunidade académica enquanto espaço público aberto a outras classes profissionais. Quem nos salienta este pormenor histórico é o vereador Francisco Queirós: «Aqui era um espaço distinto da biblioteca da universidade, onde os empregados do comércio, os tipógrafos e a população da Baixa frequentava, para além dos estudantes.»

Acesso e acessibilidade

Mediante a criação de uma conta gratuita, bastando apresentar um documento identificativo ou de residência no Município que dá direito a um cartão de utilizador pessoal e intransponível, ficamos com acesso livre à leitura, quer de consulta do local quer por empréstimo domiciliário, de um vasto catálogo de todos os livros publicados em Portugal, conforme a disponibilidade naquele dia.

A BMC é excepcional na variedade de valências que oferece. Como se destacou com a presença de Manuel Alegre no passado dia 4 de Janeiro, Dia Mundial do Braille, todas as semanas é disponibilizado um novo título em formato alternativo como o sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas ou com baixa visão  ou audiolivro, de modo a potenciar uma assimilação cultural mais inclusiva e acessível, à qual se alia outras iniciativas como o Bibliomóvel ou a Rede Municipal de Leitura, composta por oito bibliotecas municipais anexas.

Já no espaço acanto ao coração da cidade, situado na Rua Pedro Monteiro, são infinitas as vantagens a que o cartão de utilizador da BMC dá acesso. Começando pelos audiovisuais, na Fonoteca Municipal há um vasto catálogo de discos (em vinil e CD) e DVD (de teor cinematográfico ou musical) que podem ser visionados no local e, alguns, requisitados para consumo doméstico, tal qual como se tratasse de um livro.

Na Imagoteca, no andar superior, há um vasto arquivo fotográfico sobre a história da cidade para consulta. No piso principal, o Gabinete da História da Cidade alberga grande maioria do espólio arquivístico, em vias de ser digitalizados, seguindo o exemplo do PressReader, serviço onde quem tenha o cartão de utilizador pode consultar gratuitamente em formato digital as várias revistas e jornais portugueses, bem como publicações de cerca de 150 países.

Próximos capítulos

Embora Francisco Queirós afirme que «nada vai substituir o livro, pois é um objecto que não se pode perder», o vereador cede ao aproveitamento das novas tecnologias digitais enquanto complemento para uma maior oferta aos utentes que, como podemos comprovar, advêm de variados cenários. É o caso de Catarina, que nos confessa: «embora pessoalmente não tenha tido muito tempo livre para vir à biblioteca, como voltei a estudar tenho esta necessidade, até porque estudar hoje em Portugal acarreta bastantes custos e uma biblioteca também nos ajuda nesse sentido».

Nesse propósito pedagógico, atiramos a cereja no topo do bolo: a Biblioteca Infantil/Ludoteca, no piso inferior, que é uma secção da BMC cujo catálogo e programação é inteiramente dedicada aos mais novos, de maneira a fomentar hábitos de leitura desde a tenra idade. Não só tem livros como brinquedos e jogos. Mesmo com a concorrência muito desleal dos estímulos audiovisuais e ecrãs que enchem os nossos costumes quotidianos, há provas de vitória, como Eva, que frequenta a BMC desde pequena e começou precisamente por ali.

«Coimbra não tem só a Universidade, tem mais instituições de ensino e a [Biblioteca] Municipal acaba por ser o espaço mais comum a toda a gente.»

Eva, estudante universitária

A estudante universitária diz que a maior vantagem  é «podermos requisitar tantos livros tão facilmente, destacando-se das outras bibliotecas que temos cá em Coimbra». Contudo, aponta que merecia instalações maiores e melhores. «Para a cidade que é, fazia muito sentido. Coimbra não tem só a Universidade, tem mais instituições de ensino e a [Biblioteca] Municipal acaba por ser o espaço mais comum a toda a gente».

De acordo com a autarquia, a reabilitação tem sido pensada nos últimos anos, mas «são alguns milhões». Francisco Queirós diz que, para já, o foco está em efectuar «pequenas melhorias infraestruturais relativas à melhor acessibilidade e um maior usufruto do espaço», como a eventual abertura ao Jardim da Sereia, «de modo a que as pessoas possam usufruir desta ligação do livro à natureza». Remata que a BMC está sempre atenta a sugestões dos que a frequentam, pois trata-se pois de um espaço que, além de albergar livros, jornais, discos, filmes, arquivos e cultura, personaliza e humaniza a comunidade em torno.

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