Em comemoração do Dia Internacional do Voluntário, assinalado a 5 de dezembro, a feira de voluntariado a.c.t, organizada pela Reabilita Coimbra, vai preencher o espaço do Seminário Maior durante o dia 7 de dezembro, das 10 às 17 horas. Os participantes vão ter oportunidade de conhecer as mais de 20 organizações sem fins lucrativos locais que vão estar presentes, como o Jardim Monte Formoso, a Refood, o movimento Eu Também, Pedalar sem Idade, Coimbr’a Pedal, o Ateneu, a SOS Estudante, a Integrar, a Condeixa Patudos, entre outras. Segundo João Monteiro, fundador e vice-presidente da Reabilita Coimbra, todas foram escolhidas porque têm um problema em comum: precisam de voluntários.
Uma iniciativa que procura agir, construir e transformar
João Monteiro admite que a vontade de organizar uma feira de voluntariado já existe no seio da associação há muito tempo. A equipa considerava que deveria ir mais longe e ajudar outras organizações a alcançarem uma maior visibilidade. “As associações não se conhecem umas às outras, quanto mais as pessoas conhecerem as associações que existem em Coimbra”, explica.
Cada letra do nome a.c.t significa uma palavra: agir, construir e transformar. É com este lema em mãos que a Reabilita Coimbra organizou esta iniciativa para dar a conhecer as associações à cidade, criar um espaço para gerar sinergias e angariar voluntários. “Todos lutamos por uma sociedade mais igualitária e podemos ajudar-nos uns aos outros”, reforça.

Há cada vez mais diferença social e a tendência é aumentar os muros das nossas casas como solução. O que estas associações fazem é mostrar às pessoas que não devemos construir muros. Devemos ajudar quem está ao nosso lado e não esconder o problema. (João Monteiro)
Ao longo do dia, as associação vão dispor de um ‘open mic’ para se apresentarem ou até mesmo para lançarem desafios aos participantes. Além disso, vão existir ‘showcases’, em conjunto com a Blue House e o Jazz Ao Centro, em que as pessoas se podem sentar nas mantas no chão da Cafetaria do Seminário Maior para apreciar os momentos musicais proporcionados por artistas de Coimbra.
Nas suas bancas, as organizações são livres de colocarem o que quiserem no sentido de angariarem fundos. No caso da Reabilita Coimbra, vão dispor de merchandising, pins e cheques donativo. “É uma oportunidade de arranjar prendas solidárias da maior diversidade para muitas pessoas e ajudar o próximo”, acrescenta.

Os desafios enfrentados não desmotivaram a Reabilita Coimbra
O maior desafio que enfrentaram foi a ambição de realizar a feira de voluntariado sem qualquer custo financeiro. Assim, parceiros como a Universidade de Coimbra e o Seminário Maior ajudaram com a logística, enquanto outros como a Ordem dos Engenheiros, a KW Union e a Black Monster Media contribuíram monetariamente.
Além disso, outra adversidade que encararam foi conseguirem organizar tudo a horas devido ao facto de todas as pessoas serem voluntários que dedicaram o seu tempo livre à iniciativa.
Na visão de João Monteiro, estes desafios são superados com muita força de vontade e entusiasmo que contagia a equipa inteira. “Costumam dizer que quem corre por gosto não cansa. É mentira, cansa imenso, mas a recompensa é tão grande que uma pessoa está disposta a cansar-se outra vez”, reforça. O apoio por parte de outras pessoas também é uma fonte de força e motivação para continuar o trabalho que desenvolvem.
João Monteiro assegura que a feira de voluntariado vai ser um momento importante para a Reabilita Coimbra e que a equipa está a fazer das tripas coração para que o resultado seja o esperado. Nesse sentido, querem que as associações saiam do evento com inúmeros novos voluntários, mas “se cada associação conseguir reunir duas ou três pessoas para ajudar e alguns fundos já é uma vitória”.
O fundador considera que o papel do voluntariado na revitalização e na melhoria da cidade é “mais essencial do que o que deveria ser”. A seu ver, deveriam existir mecanismos que fizessem com que o papel das associações não fosse tão forte e necessário.
“Estas associações têm um papel que 70% da população nem sequer imagina. Pode ouvir falar ocasionalmente, mas não sabe todo o trabalho que está por trás nem o impacto que realmente existe”. (João Monteiro)
