Sabemos como os dias são corridos, mas para que não vos escape nada do nosso trabalho e da nossa cidade em 2023 publicámos o ranking das 10 histórias da Coimbra Coolectiva mais lidas este ano e, agora, lembramos que outros trabalhos nos orgulhamos de ter feito e vale a pena recordar – até porque vamos estar atentos aos desenvolvimentos em 2024.

Janeiro
Perguntámos a dezenas de pessoas como ia ser a Coimbra de 2023 e desafiámos Coimbra e a cidade aderiu em massa à Geração Coolectiva. Além disso, falámos sobre os semáforos (e soluções para eles) e visitámos a SRAM, que é uma fábrica na Pedrulha que produz correntes de bicicleta para toda a Europa e que é a filial duma multinacional americana, uma corporação que é a segunda maior produtora mundial de componentes para bicicleta.
Fevereiro
Contámos que a Geração Coolectiva acabou e a grande vencedora foi Coimbra! Também conhecemos Hugo Van der Ding, acompanhámos o warm up do primeiro Festival Política em Coimbra e demos a conhecer a Chikigentil, que apoia a comunidade há 12 anos e faz a diferença na vida de muitas famílias que chegam a Coimbra e não têm nada. Também nos emocionámos com Jairo Marques, que confessou que «a visibilidade natural da pessoa com deficiência, sem a ajuda da imprensa, não vai acontecer nunca», avisámos que o Brasil em Coimbra também já tem Carnaval e como a solução passa por falar «muito mais sobre saúde mental e de uma forma mais positiva».

Março
Fomos a um Serve the City, o jantar da rede de afetos que se quer estabelecer na cidade, e partilhámos que a Escola dos Olivais pôs às crianças os óculos do futuro e o que aconteceu: escadas monumentais coloridas, com esplanada e teleférico – tudo por causa do desafio de duas mães. Fomos à Casa de Chá, que tem um dos atendimentos mais especiais da cidade, e ver de perto o efeito da «aposta» da Feedzai na Universidade de Coimbra. Contámos a história d’Os Nossos Miaus, que fazem a diferença na vida de dezenas de gatos do concelho e que entretanto já formalizaram o grupo enquanto associação «muito graças ao (n)osso apoio e feedback positivo dos (n)ossos leitores», segundo a organização.
Abril
Mostrámos que não se perdeu o fio à meada em Almalaguês e contámos a deliciosa história dos leitores e voluntários da Biblioteca Municipal que queriam a reactivação do serviço de gravação de leitura de livros para pessoas cegas ou com baixa visão. Também revelámos e acompanhámos o Movimento para Humanizar a Saúde em Coimbra.

Maio
Falámos sobre um dos «elefantes na sala», neste caso, no meio da cidade: denunciámos que o transporte rodoviário em Coimbra tem muitas carências e poucas respostas (e estamos felizes por, recentemente, a Câmara Municipal ter anunciado concursos públicos com o objetivo de equipar a paragem da Rua do Padrão com mobiliário urbano e plataformas de acesso). Também apresentámos o movimento cívico Eu Também e fomos os únicos a divulgar e cobrir a revolucionária Kidical Mass, com mais de uma centena de participantes, de todas as idades, a percorrer várias ruas de Coimbra de biciclata por uma cidade mais amiga da mobilidade suave. Conversámos com o artista Ragnar Kjartansson que fez uma exposição inesquecível no Mosteiro de santa Clara-a-Nova e disse, sem hesitações: «Portugal precisa deste sítio, seria muito idiota que deixasse de ser um espaço artístico».
Junho
Começámos o mês a conversar com o nosso mais jovem entrevistado, Henrique Saldanha. Fomos até Torres do Mondego conhecer entidades e programas como a Zona de Intervenção Florestal, Aldeia Segura e Condomínio de Aldeia. Mostrámos o Lufapo Hub e que há vida no complexo fabril centenário, porque a antiga fábrica cerâmica que ladeia a linha ferroviária do Norte no Loreto, em Coimbra, está a renascer pela mão de empresários, criativos, artistas e artesãos que preenchem o espaço de trabalho, ideias e vontades. Também apresentámos o André Aleixo que quer «ser considerado um agricultor, mas um agricultor do futuro». Convidámos a cidade para o nosso primeiro Ponto de Encontro e fomos à Aldeia de Inovação Social, no Alentejo.

Julho
Continuámos atentos ao escrutínio do nosso executivo e explicámos que em debates públicos: não basta parecer, é preciso ser. Partilhámos o entusiasmado e entusiasmante testemunho de Marieleen Bruggeman na nossa rubrica Mundo em Coimbra e avisámos que temos uma nova equipa a arregaçar as mangas pela Igualdade na Vida Local – e vamos ficar atentos a ela. Estivemos na Academia TUU, descobrimos um grupo de cidadãos preocupado no Rebolim e conversámos com o realizador António Ferreira antes da estreia do novo filme A Bela América, rodado em Coimbra.
Agosto
Contámos como foi o Luna Fest, e já tínhamos antecipado quando conversámos com os dois amigos que exigiram o impossível e organizaram o novo festival do zero. Também apresentámos o Reabilita Coimbra e o que andou a fazer no Ateneu, que vai continuar noutros espaços da cidade. Há dois anos que a associação utiliza o voluntariado enquanto ferramenta para recuperar e reabilitar o interior das casas de outras associações e habitações degradadas na cidade de Coimbra, fomentando o bem-estar e a coesão social. Contámos que há um Calioásis a querer crescer no deserto de bem-estar que é o cancro pediátrico.

Setembro
No pára-arranca das obras, a quantas anda o metrobus? Esclarecemos sobre os atrasos na construção do Sistema de Mobilidade do Mondego que significam pelo menos mais dois anos de obras com impacto na cidade, sem um sistema que permita o controlo público eficaz da derrapagem de custos e prazos das empreitadas. Também sobre a mobilidade, mostrámos quais foram os andamentos do Coimbr’a Pedal, mas também como a Câmara fala mas não age e até desacelera quando se fala em mudança para melhor. Fomos ao 1.º Jardim-Escola João de Deus e do país continua a dar frutos e à Casa da Esquina que há quem considere «um lugar onde acontece o que não acontece em nenhum outro sítio em Coimbra».
Outubro
Avisámos, em primeira mão, para repararem nas caldeiras que deixaram de estar vazias da cidade, por causa de um manifesto por mais árvores, e contámos a história de Arnaldo Baptista, o homem que engarrafou a Coimbra dos Laranjais, ambas com eco fora da nossa cidade. O abate de árvores e replantação de árvores em Coimbra estiveram em foco também através das perspectivas do município e de especialistas locais e pusemos na mesa outros assuntos, que apesar de adormecidas não estão esquecidos, como o que se passa com o Teatro Sousa Bastos e a transformação da Casa da Escrita em Casa da Cidadania da Língua.

Novembro
Depois do Sousa Bastos, foi a vez de contarmos o que se passa na Maternidade Bissaya Barreto, até porque este ano é provável que avance o projecto da nova maternidade de Coimbra, e debatermos soluções para o Mercado Municipal D. Pedro V. Também falámos sobre a pertinente petição Por um Choupal mais Digno, cooperativas de habitação, contámos a história inspiradora de João Carreira e do seu pai, ligada ao edifício dos CTT e agora TUMO e partilhámos o nosso passeio pela Baixa com o especialista em planeamento urbano e transportes Nuno Pinto, professor na Universidade de Manchester, que vai voltar às nossas páginas em 2024.
Dezembro
Fechámos 2023 com chave d’ouro. Fizemos o ponto de situação do movimento Refood em Coimbra e do vibrante Humanizar a Saúde em Coimbra, que saiu da Geração Coolectiva, em Janeiro. Contámos a história do rugby da Académica e da Agrária de Coimbra, duas comunidades dentro da comunidade, partilhámos com o mundo as ideias do Tomás Batista que fez uma nova rede para os SMTUC e despedimo-nos do ano velho ao som do Samba da Restauração.
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