Com a chegada de mais de 700 novos moradores ao Bairro Social da Quinta das Bicas, em Taveiro, a vila enfrenta um aumento populacional significativo. Os seis candidatos à Câmara Municipal de Coimbra apresentaram propostas variadas para gerir esse crescimento, focando-se em medidas de integração comunitária, reforço dos serviços públicos e acompanhamento de perto das mudanças no território.

O debate sobre Taveiro traduz duas ideias distintas de cidade: uma que procura integrar pela proximidade e pela partilha, e outra que procura monitorar, controlar e agir no plano da segurança. A seguir, sintetizamos as principais linhas de atuação de cada candidato para que a comunidade conheça as opções em discussão.

Ana Abrunhosa (Avançar Coimbra)

  • Integração comunitária: Comissão local, figura do zelador, equipamentos partilhados como creche, horta e lavandaria.
  • Serviços públicos: Reforço dos transportes e da saúde, com horários adaptados às necessidades da população.
  • Segurança: Modelo baseado na proximidade e presença comunitária.
  • Espaços verdes e lazer: Hortas urbanas, parques e equipamentos desportivos.
  • Participação: Conselho local, comissões e envolvimento ativo da população.

Francisco Queirós (CDU)

  • Integração comunitária: Associação de moradores e presença de serviços municipais no bairro.
  • Serviços públicos: Coordenação entre Câmara e Junta para reforço dos transportes e saúde.
  • Segurança: Envolvimento dos moradores com apoio dos serviços municipais.
  • Espaços verdes e lazer: Áreas verdes, parques infantis e centros culturais.
  • Participação: Associação de moradores e participação comunitária organizada.

José Manuel Pureza (Bloco de Esquerda)

  • Integração comunitária: Iniciativas culturais, debates e espaços verdes intergeracionais para prevenção da guetização.
  • Serviços públicos: Melhoria dos serviços de saúde e transporte, com atenção à inclusão social.
  • Segurança: Segurança integrada com participação da comunidade.
  • Espaços verdes e lazer: Espaços verdes qualificados para convívio intergeracional.
  • Participação: Fóruns culturais e encontros participativos abertos à comunidade.

José Manuel Silva (Juntos Somos Coimbra)

  • Integração comunitária: Gabinetes sociais, creche e equipamentos polivalentes no bairro.
  • Serviços públicos: Extensão recente de saúde em Taveiro e reforço dos transportes públicos.
  • Segurança: Foco na integração social, rejeitando estigmas.
  • Espaços verdes e lazer: Parques infantis e espaços verdes próximos da urbanização.
  • Participação: Diálogo permanente com instituições e associações locais.

Maria Lencastre (Chega)

  • Integração comunitária: Acompanhamento rigoroso, equipas de rua permanentes para fiscalização dos contratos sociais.
  • Serviços públicos: Reforço da saúde e dos transportes para garantir resposta eficiente.
  • Segurança: Fiscalização apertada para cumprimento das regras e aplicação de sanções.
  • Espaços verdes e lazer: Espaços amplos, bem iluminados e seguros.
  • Participação: Debates e escuta ativa da população.

Sancho Antunes (ADN)

  • Integração comunitária: Dispersão habitacional para evitar concentrações, com mediação comunitária contínua.
  • Serviços públicos: Nova extensão de saúde e reforço da presença policial e dos transportes.
  • Segurança: Presença policial permanente e sistema de videovigilância.
  • Espaços verdes e lazer: Áreas verdes abertas, bem iluminadas e acessíveis.
  • Participação: Assembleias regulares, consultas públicas e conselho consultivo local.

Convidamos todos a lerem as respostas na íntegra no artigo completo, pois é fundamental que cada um faça a sua própria análise e forme opinião informada sobre o futuro de Taveiro. Queremos manter este debate vivo e ativo na comunidade, e entendemos que o acesso direto a essas propostas é uma ferramenta essencial para que isso aconteça. A participação e o diálogo são o caminho para construirmos juntos soluções mais justas e eficazes.

Share.

Nasci em Belém, vivo em Coimbra e me reinvento constantemente entre projetos. Comecei na RUC – Rádio Universidade de Coimbra, vivi o ritmo acelerado da Rádio CBN na Amazónia e me apaixonei pela ponte entre Ciência, Comunicação e Sociedade durante a especialização em divulgação científica na Fiocruz. Agora, enquanto doutoranda em Ciências da Comunicação, continuo jornalista porque gosto de contar as histórias das pessoas. Para mim, histórias sonoras são as melhores, o que me levou a criar o podcast investigativo narrativo O Caso Boaventura. Escrevo guiões e faço pesquisas para cinema documental. Aprendo as regras do rugby com o meu filho e continuo convencida de que o melhor perfume do mundo vem do patchouli. Sigo fiel aos jornais de papel, às séries true crime para espairecer e à frase de Cláudio Abramo que melhor define o ofício: «O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter.»

Comenta esta história