«Numa ilha quadrada vive uma comunidade isolada, cercada por uma floresta. É habitada unicamente por crianças. Nenhuma delas sabe falar. Temem envelhecer. Quando uma delas alcança a idade adulta é expulsa da ilha. Um dia, uma miúda pequena e curiosa ouve um assobio vindo de dentro da floresta que a atrai.» Esta é a sinopse do filme Primeira Idade, de Alexander David, que é um dos 156 a ver nas 80 sessões da 29ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português, com uma «programação eclética, até 18 de Novembro. A realizadora Leonor Teles (Balada de um Batráquio e Terra Franca), por exemplo, é uma das que está em Coimbra a apresentar o mais recente Baan, depois de passar por outros festivais importantes como Locarno e Doclisboa.

Focado sobretudo na cinematografia contemporânea portuguesa, além da exibição de curtas e longas metragens, o Caminhos promove a discussão e promoção do cinema através de secções competitivas e paralelas, retrospetivas cinematográficas e ações formativas, que confluem numa programação rica e diversificada, enquadrada nos mais variados escalões etários e registos estilísticos. Das Seleções Caminhos e Ensaios à Seleção Ensaios com produções do universo académico, Outros Olhares, Mostras Paralelas e Turno da Noite, também há Filmes do Mundo e Caminhos Júniores para os mais novos, é só espreitar o programa.

O ciclo O Poder das Representações, em parceria com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, inclui uma mesa redonda em torno do tema Imaginários da Violência Sexual com Sofia José Santos (CES/FEUC), Júlia Garraio (CES), Rita Alcaire (CES) e João R. Pais (CCP), que acompanha a exibição de filmes que abordam a violência sexual de diferentes prismas, no Auditório Salgado Zenha. O Festival encerra no dia 18 novembro, na Antiga Igreja do Convento de São Francisco, com a entrega de prémios e a atuação de Hélder Bruno em cine-concerto com a curta-metragem Outubro Acabou, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes.

The Black Mamba

Também podem:




Ou escolher outra proposta na Agenda.


Gostaram do que leram?
E repararam que não temos publicidade?

Para fazermos este trabalho e o disponibilizarmos de forma gratuita as leituras e partilhas são importantes e motivantes, mas o vosso apoio financeiro é essencial. Da mesma forma que compram um lanche ou um bilhete para um espectáculo, contribuam regularmente. Só assim conseguimos alcançar a nossa sustentabilidade financeira. Vejam aqui como fazer e ajudem-nos a continuar a fazer as perguntas necessárias, descobrir as histórias que interessam e dar-vos a informação útil que afine o olhar sobre Coimbra e envolva nos assuntos da comunidade.

Contamos convosco.

Share.

Jornalista

Comenta esta história