No ano passado (2023), no Dia da Floresta Autóctone, a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) apresentou o Plano Municipal de Plantações 2024/25, no qual previa a plantação de 2450 árvores, das quais 1978 seriam da sua responsabilidade e as restantes da Metro Mondego e da Infraestruturas de Portugal.

Uma das promessas era a reposição de árvores nas mais de mil caldeiras vazias da malha urbana e a criação de um bosque nos Lóios, com 500 árvores. De acordo com o documento, o investimento estaria em torno de 545 mil euros. Passado quase um ano, em que ponto de execução se encontra este plano?

O que já foi feito e o que está por fazer?

Conversámos com o vereador dos Espaços Verdes e Jardins, Francisco Queirós, que nos informou que, neste momento, a CMC prevê ultrapassar o número inicial de árvores em “40%” ao plantar 850 árvores adicionais. O autarca também referiu que, dentro de um mês, a 23 de novembro (Dia da Floresta Autóctone) será concretizada “uma grande fase de plantação de árvores”, que continuará no próximo ano. “Eu penso que é um contributo importantíssimo para o ambiente. É um avanço significativo, mais 10% de árvores na cidade”, declarou.

O vereador clarificou que o plano é bianual porque o outono e o inverno são as épocas ideais para realizar plantações em Portugal e porque “para um esforço tão grande quanto este é necessário abrir um conjunto de empreitadas e isso é muito mais simples se for para dois anos”. Explicou ainda que o plano demorou a arrancar devido a atrasos na contratação pública e no lançamento das empreitadas.

De acordo com o Plano Municipal de Plantações 2024/2025, existem 4 eixos principais:
– a reposição de árvores em caldeiras vazias;
– a plantação de árvores no Bosque dos Lóios;
– a plantação de árvores em diversas ruas e zonas do concelho; e
– situações não previstas inicialmente no plano.

A empreitada para a reposição das 1094 caldeiras vazias já foi lançada, porém, apenas 638 podem ser reocupadas, já tendo sido plantadas 297 árvores. As restantes não são em caldeiras ou não são passíveis de colocação no local original devido a condicionantes técnicas. Nesse sentido, as árvores vão ser reposicionadas noutros sítios até completar o número previsto.

Por sua vez, no bosque dos Lóios, além das 500 árvores previstas, serão plantadas mais 700, alcançando 1200 espécies autóctones. “Não temos capacidade de plantar 1200 árvores no dia 23 de novembro, mas [vamos plantar] uma boa parte delas. Em breve lançaremos publicamente o programa para esta semana. O que vamos fazer é envolver um conjunto de associações, de voluntários”, referiu Francisco Queirós.

Quanto às plantações em diversos locais do concelho, até à data de hoje, das 334 árvores previstas, a CMC dá como executadas 267 árvores, respeitantes às intervenções na Quinta da Fonte (50 quercíneas) e na Estrada de Eiras (237 árvores e 1793 arbustos). Os trabalhos relativos às restantes 67 árvores estão em preparação – na Rua do Ultramar, na Rua 4 de Julho, no Skate Park e no Jardim dos Patos. Também em fase de preparação está um programa de incentivo à plantação de árvores nas freguesias do concelho de Coimbra.

Não estavam previstas, mas já foram executadas, as plantações de 160 árvores nas encostas da Rua José Castilho (100 quercíneas) e nas zonas envolventes da EB1 do Ingote (60 quercíneas).

106 das 562 árvores da responsabilidade da Metro Mondego e da Infraestruturas de Portugal já foram plantadas, na Avenida António Ferrer Correia. Os restantes 456 exemplares arbóreos e 2077 arbustos estão a ser plantados na Ribeira do Vale das Flores e na Rua D. João III.

Expetativa positiva da CMC

Quando questionado em que fase de execução o plano se encontra, o vereador respondeu que “daqui a um mês direi que estará, em relação ao que estava previsto, em cerca de 60%”. Acrescentando as 850 árvores adicionais à equação, acredita que, daqui um mês, o plano estará “muito perto da metade”.

Apesar do aumento significativo do número de árvores, Francisco Queirós assegura que o investimento financeiro inicialmente planeado não vai ser ultrapassado. “Algumas destas árvores acabam por ser oferecidas por várias entidades e, portanto, admitimos que não será preciso ir além disto. Aliás, porque as empreitadas estão lançadas e os valores que estavam previstos nos contratos, seguramente, são os mesmos”, esclareceu.

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A curiosidade por explorar o vasto mundo que habitamos aliada à vontade de escrutinar as instituições de poder que o governam como bem entendem levaram-me a estudar Jornalismo e Comunicação na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Tive o gosto e o privilégio de ter o Jornal Universitário de Coimbra – A CABRA como segunda casa durante três dos cinco anos do meu percurso académico. Aprendi e cresci muito com os camaradas de excelência que lá conheci. Ao longo do caminho também tive a oportunidade de estagiar na Coimbra Coolectiva e conhecer ainda melhor o jornalismo de soluções e proximidade que aqui é produzido. Um ano depois, estou de volta e pronta para produzir jornalismo capaz de contribuir para um mundo melhor, uma história de cada vez.

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