Em Setembro de 2022, os últimos cinco plátanos da Avenida Emídio Navarro, uma artéria outrora preenchida de Verde e frondosas copas, em toda a sua extensão, foram abatidos «à traição», sem aviso e/ou qualquer tipo de comunicado para a imprensa sobre, nomeadamente, as alterações/perturbações no trânsito, numa manhã com previsões de tempestade, esperando, desta forma, fugir à resistência cívica e à contestação social, por parte de alguns munícipes e movimentos de cidadãos mais atentos…não conseguiram passar totalmente despercebidos e alguns cidadãos estiveram no local, em protesto..tendo assistido, com grande dor e sofrimento, ao criminoso abate de cinco árvores adultas, cada uma delas um ser vivo, único e insubstituível!!

Seguiram-se abates na Quinta D. João (plantadas pelos moradores de um condomínio privado), Avenida Fernando Namora, Praça 25 de Abril, envolvente dos HUC e zona da Estação Velha/Coimbra B, que foram completamente esventrados e descaracterizados, em nome de um tal de «progresso»…ao serviço da espécie humana. Desprezamos quem nos alimenta de vida um respirAR, em nome de uma supremacista antropocentridade!?!

Parece que as Árvores estavam a estorvar os planos, no caminho do traçado previsto para a(s) linha(s) do Metro-Bus…

Pois, eu digo e afirmo:

As árvores não estão no nosso caminho, elas são o nosso caminho!

Nós temos pernas e mãozinhas para conduzirmos este Projecto de uma outra forma – há alternativas!

O Metro-Bus é um veículo com rodas e volante!?!!!

Já as árvores estão presas ao chão que nos sustenta, enraizadas na/com a firme convicção de nos forneSER o sopro que nos traz vivos…é o que sabem fazer e não podem desviar-se disso.

A Rua Lourenço de Almeida Azevedo, a típica artéria vestida de belos jacarandás, é o próximo «palco de abate»…e os cidadãos estarão na Praça da República, HOJE, terça-feira, dia 21 (Dia da Árvore), às 18h, para abraçá-las e dizer que não é essa a cidade que queremos para nós.

Junta-te a este movimento!

Mário Jaleco é cidadão do Condomínio-Terra e munícipe de Coimbra…por uma Ca(u)sa Com’UM

Share.

Autor

Comenta esta história