No penúltimo dia de gratuidade do Sistema de Mobilidade do Mondego, fizemos a viagem de Metrobus entre Coimbra e Serpins, captando o balanço de fim de ano e a expectativa para o arranque pago a 1 de janeiro de 2026. Pelo caminho, cruzámo-nos com quem já comprou e carregou o novo cartão intermodal MOVE-C e com quem ainda descobria, em conversas espontâneas, como validar o título nas máquinas automáticas das estações ou bilheteiras de Lousã e Miranda do Corvo.

Os passageiros comentavam o ganho de tempo — «chegar à Lousã em meia hora» — e faziam contas ao tarifário oficial: passes mensais a 30 € (1 concelho), 35 € (2 concelhos) ou 40 € (3+ concelhos, como Coimbra-Lousã-Miranda), com títulos ocasionais de 1 dia (valores por zona: municipal, intermunicipal ou regional), 3 dias ou 7 dias, todos válidos nas redes Metro Mondego e SMTUC. Jovens até 23 anos (ou 24 em cursos integrados) viajam grátis com Passe Gratuito Jovem; seniores e baixos rendimentos acedem a Circula PT (A: 50% de desconto para CSI/RSI/deficiência ?60%; B: 25% para pensionistas ?1,2 IAS ou desempregados); antigos combatentes residentes nos 3 concelhos têm passe gratuito.

O MOVE-C carrega em bilheteiras (dias úteis: Lousã 06:30-19:50; Miranda 08:00-11:00/11:30-15:15), lojas SMTUC ou máquinas 24h nas estações (numerário/cartão/QR), exigindo validação obrigatória no validador antes de entrar — sinal verde se válido. Carregamentos mensais a partir do dia 24; bicicletas dobráveis ?55x40x20 cm permitidas pela 3.ª porta. Já está disponível para consulta o mapa de horários – em vigor desde 20 de dezembro de 2025 – e que inclui viagens da Portagem às 0h15 com destino a Serpins aos sábados, domingos e feriados.

Esta viagem pelo traçado antigo desperta memórias de ligações há muito ansiadas, confirmando que Coimbra conecta-se, e 2026 põe-na em movimento.
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Autor

  • Vilma Reis

    Nasci em Belém, vivo em Coimbra e me reinvento constantemente entre projetos. Comecei na RUC – Rádio Universidade de Coimbra, vivi o ritmo acelerado da Rádio CBN na Amazónia e me apaixonei pela ponte entre Ciência, Comunicação e Sociedade durante a especialização em divulgação científica na Fiocruz. Agora, enquanto doutoranda em Ciências da Comunicação, continuo jornalista porque gosto de contar as histórias das pessoas. Para mim, histórias sonoras são as melhores, o que me levou a criar o podcast investigativo narrativo O Caso Boaventura. Escrevo guiões e faço pesquisas para cinema documental. Aprendo as regras do rugby com o meu filho e continuo convencida de que o melhor perfume do mundo vem do patchouli. Sigo fiel aos jornais de papel, às séries true crime para espairecer e à frase de Cláudio Abramo que melhor define o ofício: «O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter.»

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