David Pereira e Guilherme Moreno assinam este texto, produzido no âmbito da parceria entre a Coimbra Coolectiva e estudantes do Mestrado em Jornalismo e Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com acompanhamento do professor Francisco Sena Santos, para a cobertura colaborativa do Tech & Arts Festival, no TUMO Coimbra.

A Jam Session foi um dos momentos mais marcantes do Tech & Arts Festival, reunindo no TUMO Coimbra dois alunos do centro e a artista Surma numa apresentação informal dedicada ao improviso e à experimentação musical.

A atuação decorreu na Sala de Expansão, no piso 1 do TUMO, pelas 15h30, e prolongou-se durante cerca de meia hora. O formato partiu da lógica própria de uma jam session: um encontro musical aberto, em que os participantes vão construindo a atuação em tempo real, em diálogo com o que os outros tocam.

De um lado estiveram Miguel Pires e Nelson Brízida, também conhecidos como “os chanfana”, que aos 17 anos subiram ao palco num dos momentos mais especiais do dia. Do outro, Surma, artista que cruza eletrónica, jazz, indie e sonoridades experimentais, trouxe uma linguagem musical distinta, marcada pela expansão e pela liberdade criativa.

A sessão criou um encontro entre programação, robótica e música, num ambiente eclético e imersivo. Embora se trate de uma proposta ainda de nicho, a adesão foi positiva, com públicos diversos a reunir-se para assistir ao momento. A equipa do TUMO, os organizadores do festival e os técnicos da Blue House garantiram condições técnicas adequadas e um ambiente favorável à atuação dos artistas convidados.

A parceria com a Blue House surgiu da proximidade entre os dois projetos, ambos ligados à música e às artes. Ainda assim, o início da sessão atrasou-se cerca de meia hora, devido à reduzida afluência inicial. Para contornar a situação, os organizadores reforçaram a orientação dos visitantes para o local da atuação. Enquanto aguardava o início do concerto, Surma recebeu ainda uma visita de Samuel Úria, que lhe desejou boa sorte.

 

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Nasci em Belém, vivo em Coimbra e me reinvento constantemente entre projetos. Comecei na RUC – Rádio Universidade de Coimbra, vivi o ritmo acelerado da Rádio CBN na Amazónia e me apaixonei pela ponte entre Ciência, Comunicação e Sociedade durante a especialização em divulgação científica na Fiocruz. Agora, enquanto doutoranda em Ciências da Comunicação, continuo jornalista porque gosto de contar as histórias das pessoas. Para mim, histórias sonoras são as melhores, o que me levou a criar o podcast investigativo narrativo O Caso Boaventura. Escrevo guiões e faço pesquisas para cinema documental. Aprendo as regras do rugby com o meu filho e continuo convencida de que o melhor perfume do mundo vem do patchouli. Sigo fiel aos jornais de papel, às séries true crime para espairecer e à frase de Cláudio Abramo que melhor define o ofício: «O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter.»

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