A Rainha Santa Isabel morreu há 690 anos, no dia 4 de Julho, e a data é lembrada com inúmeras celebrações em honra da padroeira de Coimbra.

Este ano, por ser ano par, Coimbra voltou a viver as Festas da Rainha Santa Isabel em pleno, com a procissão da Penitência a sair ontem à rua e a marcar um dos momentos mais simbólicos das celebrações. Mas a festa não fica por aí: os próximos dias continuam cheios de motivos para sair de casa, entre concertos, programação cultural e novos pretextos para viver a cidade.

Ao mesmo tempo, o “Verão a Dois Tempos” começa a ganhar corpo na cidade, com concertos, cinema, exposições e oficinas distribuídos pela Alta e pela Baixa até setembro. É uma programação pensada para reativar espaços e cruzar públicos, ocupando largos, escadas, jardins e salas com uma cadência mais contínua.

E, já a partir de 12 de julho, entra também em cena o Festival das Artes QuebraJazz, com dança, música clássica e jazz em palcos como o Convento São Francisco e a Quinta das Lágrimas, reforçando uma agenda cultural particularmente intensa nesta altura do ano.

Entre o que ainda resta das festas e o que já começa a ganhar força, Coimbra entra agora numa fase em que a celebração continua — menos solene, mas ainda muito viva.

sáb, 11 julho

  • Ir ao concerto de Expensive Soul, na Praça da Canção, às 22h00, com entrada livre.
  • Ir à Feira de Artesanato Urbano no Parque Manuel Braga, das 9h00 às 19h00, com 30 expositores. Ainda na Feira: conhecer a atuação do grupo de fados Serenata Coimbrã, da Ecos do Passado – Associação, às 11h00; assistir ao Grupo de Concertinas Sons de Casconha, às 15h00 e ao Grupo de Concertinistas Vamos a Elas, às 16h30.

dom, 12 julho

  • Assistir à Procissão Solene de Regresso, no Mosteiro de Santa Cruz, com missa às 16h00 e procissão a seguir.
  • Assistir ao bailado “Os Maias”, no Convento São Francisco, integrado no Festival das Artes QuebraJazz.
  • Ir aos Mercadinhos da Margem Esquerda, no UC Exploratório / Parque Verde do Mondego, e conhecer as oficinas de culinária com Filipa Ramos, com panquecas veganas com caramelo de tâmaras, às 11h30, 14h15, 15h30 e 16h45, mediante inscrição no próprio dia e 5 euros por pessoa.

ter, 14 julho

  • Ir ao Verão a Dois Tempos, na Praça do Comércio, às 18h30, para assistir a PUPA + Mind Mojo, com entrada livre.
  • Assistir à estreia de “Contraponto”, pelo Quinteto Jeffery Davis, no Anfiteatro Colina de Camões, na Quinta das Lágrimas.
  • Assistir ao recital “Poesia e Liberdade”, pela Academia Martiniana, às 21h00, na Igreja Matriz de São Martinho do Bispo (entrada gratuita).

qua, 15 julho

  • Ir ao Verão a Dois Tempos, no Largo do Romal, às 19h00, vera exposição PAISAGENS/PAISAGENS um projecto iniciado por Frederico Martinho em 2023, na Associação Há Baixa. A partir da Fotografia, intui no território um potencial artístico e político aberto à contribuição do Outro como constante criativa fundamental para o pensamento da cidade.
  • Assistir ao concerto do Quatuor Tchalik, com obras de Beethoven e Saint-Saëns, na Quinta das Lágrimas / Colina de Camões.
  • Conhecer o programa de verão da Biblioteca Municipal de Coimbra, na Casa Municipal da Cultura, entre 15 de julho e 15 de setembro, com entrada livre mediante inscrição prévia e participar das “Oficinas de Verão” na Biblioteca Infantil, às terças e quintas-feiras, entre as 10h30 e as 12h00, para crianças dos 6 aos 9 anos.
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Autor

  • Vilma Reis

    Nasci em Belém, vivo em Coimbra e me reinvento constantemente entre projetos. Comecei na RUC – Rádio Universidade de Coimbra, vivi o ritmo acelerado da Rádio CBN na Amazónia e me apaixonei pela ponte entre Ciência, Comunicação e Sociedade durante a especialização em divulgação científica na Fiocruz. Agora, enquanto doutoranda em Ciências da Comunicação, continuo jornalista porque gosto de contar as histórias das pessoas. Para mim, histórias sonoras são as melhores, o que me levou a criar o podcast investigativo narrativo O Caso Boaventura. Escrevo guiões e faço pesquisas para cinema documental. Aprendo as regras do rugby com o meu filho e continuo convencida de que o melhor perfume do mundo vem do patchouli. Sigo fiel aos jornais de papel, às séries true crime para espairecer e à frase de Cláudio Abramo que melhor define o ofício: «O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter.»

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