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    Speed Meeting: há menos uma sala cheia de estranhos em Coimbra

    Homens e mulheres, dos 22 aos 51 anos, participaram na nossa espécie de networking da vida normal pensada para construir comunidade com quem gosta de conhecer pessoas, mas tem sempre a agenda cheia e os minutos contados.

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    Fotografia: Mário Canelas

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    Começaram a chegar timidamente e antes da hora. Não sabiam bem onde se sentar, não sabiam o que fazer e, sobretudo, não sabiam rigorosamente nada sobre quem iriam encontrar no nosso Speed Meeting na Sala dos Capelos, na Praxis. Passavam 15 minutos da hora marcada e não estavam todos os inscritos, mas não estávamos preocupados. A conversa já fluía em quase todas as mesas. Ouviam-se elogios à iniciativa da Coimbra Coolectiva e davam-se os primeiros goles na cerveja ou água. Sentia-se a expectativa no ar e havia sorrisos nos lábios. Quando o ruído das vozes começou a abafar a música ambiente, sabíamos que estava na hora de pôr os participantes a jogar.

    O desafio era simples: chegar, sentar e conversar com as pessoas que tinham à frente, distribuídas por várias mesas. Na realidade é igual ao que acontece num bar, numa festa, num jantar ou numa sala de espera, só que mais rápido. Os speed meetings servem para, em poucos minutos, conhecer alguém. É uma forma rápida de quebrar o gelo, atalhar o acaso, pôr a mão na massa. De repente, numa sala cheia e envidraçada, com vista para a cidade, duas dezenas de pessoas conversaram, divertiram-se, falaram sobre si e sobre o sítio onde vivem, como vivem e como gostariam de viver. A cerveja artesanal, produzida mesmo ali ao lado, ajudava à brincadeira.

    Um sinal sonoro ditava o ritmo da sessão. Depois de uma breve apresentação e explicação das regras, homens e mulheres, dos 22 aos 51 anos, tinham poucos minutos para dizerem quem eram, por que estavam em Coimbra e atirarem um problema e uma solução para a cidade. Parecem questões com respostas simples, mas a ideia era que fossem além da espuma dos encontros. Era que dissessem quem eram mas não necessariamente começando pela profissão, por exemplo. «Qual é a primeira coisa que vos vem à cabeça quando vos pedem para se descreverem? Será mesmo o cargo que ocupam? E o que é que Coimbra representa para vocês?»

    Durante cerca de 1h30, ouviram-se gargalhadas, lançaram-se ideias, observaram-se gestos e olhares. Tudo e todos comunicavam, e quanto mais o tempo passava mais difícil parecia ser respeitar a campainha e passar para o participante ao lado. No final, a maioria ficou para mais dois dedos de conversa, inclusive com a organização, e ficou a sensação de que se tratava apenas de um começo. A Praxis mimou o grupo com biscoitos e bolachas que adocicaram a despedida, depois de conversas que voaram desde as histórias de amor e mudanças de vida às opções políticas, regressos à cidade, escolhas de carreira, atitudes perante a vida e o seu impacto.

    Havia no Speed Meeting quem conhecesse e seguisse a Coimbra Coolectiva mas também quem não fizesse a mínima ideia. Todos subscreveram a nossa newsletter, muitos trocaram contactos e alguns deixaram donativos ao nosso projecto independente de jornalismo de soluções. Depois de um Debate, uma Conversa de Café, um jogo Verdade ou Consequência e um Speed Meeting muito participados e a exceder expectativas, seguimos caminho rumo ao nosso objectivo maior de construção de comunidade, mobilização e promoção da intervenção cívica.

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