“Em vez de livros venham ler pessoas”. Este é o mote com que se apresenta a Biblioteca Humana, uma iniciativa organizada pelo Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia da Universidade de Coimbra (CiBB), a Coimbra Cooletiva e a Casa das Artes Bissaya Barreto (CABB).
O evento, com participação limitada a 25 pessoas, acontece no dia 29 de novembro, a partir das 17 horas, na CABB. As inscrições ainda estão abertas — mas os lugares prometem esgotar rapidamente.

E se, em vez de um livro, pudéssemos ouvir uma história contada na primeira pessoa, por quem a viveu? A Biblioteca Humana é “uma experiência em que pessoas reais são requisitadas pelos participantes para contar as suas histórias, feitas de episódios que podem marcar e transformar”. Existe ainda espaço para perguntas, o que permite que “a história se desenrole ao ritmo da conversa, numa leitura única e irrepetível”.

No momento de chegada, cada leitor recebe informações sobre o funcionamento da Biblioteca e as histórias de cada livro humano — que está numa sala distinta, com uma ‘playlist’ diferente a tocar, como pano de fundo. Cada participante segue para a sala com o livro humano que pretende ouvir, havendo uma capacidade máxima de 3 pessoas por sala.

No fundo, cada leitor (ouvinte ou espetador) vai requisitar um livro humano, que vai relatar uma experiência da sua vida, seja de superação ou fracasso, numa conversa que vai durar 30 minutos. Outra grande diferença nesta Biblioteca Humana é que os participantes podem colocar questões aos livros humanos.

Num ambiente de respeito mútuo entre “livros” e “leitores”, os grupos vão ser compostos por 1 a 3 pessoas, no sentido de garantir que a experiência seja intimista e próxima. Além disso, os participantes vão poder ouvir duas histórias, visitando duas salas diferentes, uma de cada vez.

Os livros humanos

Luís Ribeiro, do MIA-Portugal, Luísa Amado, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), Ricardo Neves, também do CNC-UC, Rosa Fernandes, do iCBR-FMUC, e Catarina Miranda, do GeneT e do CNC-UC, vão ser os livros humanos à disposição dos leitores. Com percursos diferentes, todos ligados pela ciência, procuram impactar os participantes de forma a compreender melhor a ciência e os cientistas.

O investigador Luís Ribeiro vai partilhar uma experiência que classifica como “terrível” mas, ao mesmo tempo, um dos períodos mais belos da sua vida. “Fez-me perceber duas coisas: o que mais importa na vida são as pessoas e que não vale a pena fazer muitos planos, pois, de um dia para o outro, tudo pode mudar. Por isso, hoje tento aplicar estes valores à minha vida profissional”, conta.

Por sua vez, a aluna de doutoramento Luísa Amado vai esclarecer de que forma a necessidade de escapar à realidade concreta que estuda a incentivou a criar um projeto autoral de ilustração, onde explora as frustrações comuns associadas à investigação.

Já o líder de grupo no CNC-UC, Ricardo Neves, vai refletir sobre o facto que tal como as perguntas que as pessoas fazem na sua vida vão evoluindo e durante o seu percurso tomam decisões que moldam o seu futuro, o mesmo acontece na ciência.  

A bioquímica Rosa Fernandes vai revelar que o equilíbrio que encontra entre o rigor científico e a serenidade na yoga enriquecem o seu trabalho investigativo e o relacionamento que tem com o mundo.  

Por fim, a investigadora Catarina Miranda vai falar sobre a ligação constante entre a ciência e a arte ao longo da sua vida pessoal e profissional. “Amo aquilo que faço, e entrego-me de alma e coração, e espero conseguir continuar a contribuir não só para alguns avanços na ciência, mas também para uma maior disseminação do que fazemos e aumentar a consciência de alguns tópicos que sejam pertinentes, com a ciência e com a dança”, garante.

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A curiosidade por explorar o vasto mundo que habitamos aliada à vontade de escrutinar as instituições de poder que o governam como bem entendem levaram-me a estudar Jornalismo e Comunicação na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Tive o gosto e o privilégio de ter o Jornal Universitário de Coimbra – A CABRA como segunda casa durante três dos cinco anos do meu percurso académico. Aprendi e cresci muito com os camaradas de excelência que lá conheci. Ao longo do caminho também tive a oportunidade de estagiar na Coimbra Coolectiva e conhecer ainda melhor o jornalismo de soluções e proximidade que aqui é produzido. Um ano depois, estou de volta e pronta para produzir jornalismo capaz de contribuir para um mundo melhor, uma história de cada vez.

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