Todos os dias são bons dias para falar de Direitos Humanos mas há uns mais do que outros. E há também quem consiga falar sobre o assunto com mais propriedade. A Guerra na Ucrânia e a chegada de refugiados ao nosso país e a Coimbra em particular tornaram mais do que pertinente esta conversa com a socióloga Ana Rita Brito, coordenadora de projectos da Akto, associação de Direitos Humanos e Democracia, sediada em Coimbra.

Durante a conversa não só conhecemos a nossa convidada como descobrimos o que faz a Akto e porquê. Ficámos a saber que um ano de Erasmus em Berlim foi decisivo para a socióloga seguir o caminho que a levou a constituir a associação com um grupo de colegas, e que o trabalho começou precisamente pela promoção de programas financiados para jovens terem a oportunidade de trabalhar a temática dos Direitos Humanos fora do país. Falámos sobre o trabalho de consciencialização da camada mais jovem da nossa sociedade, a capacitação da comunidade no sentido de estar desperta e ter um papel activo na resolução de importantes problemas sociais, como é importante colocarmo-nos no lugar do outro, bem como alguns pormenores sobre as duas áreas em que a Akto está mais focada neste momento: a Igualdade de Género e o Tráfico de Seres Humanos ou Violência de Género.
A Akto tem formação aberta à comunidade em geral e gere o único Centro de Acolhimento e Proteção para crianças e jovens vítimas de tráfico humano. Prepara-se para abrir um Centro de Acolhimento de Emergência – Casa Feminina para Mulheres e meninas vítimas de violência de género e está, também, a colaborar com o município e outras entidades locais no apoio aos refugiados que chegam diariamente da Ucrânia.
Linha de Apoio Akto: 925 854 000
Se gostaram da conversa, falem sobre ela com os amigos, levem-na para o almoço de domingo com a família, partilhem-na nas redes sociais e não percam as próximas em www.coimbracoolectiva.pt.
