Com muita experiência na área dos negócios, como finanças e seguros, quisemos conhecer o programador Java profissional que trabalha na indústria de desenvolvimento de software e diz que está envolvido com a comunidade para ajudar outras pessoas a disseminar o conhecimento ou apenas para sair e compartilhar experiências. Recentemente, quase um milhar de fãs de Java esteve no Convento São Francisco para ouvir palestras sobre a linguagem de programação, tecnologia e outras ferramentas. Do que é que se falou? Como se falou? O que é que um evento destes oferece à cidade? Foi difícil fazê-lo? Como é que tudo começou?

Estas foram algumas das perguntas que tínhamos mas acabámos por saber muito mais na conversa com Roberto Cortez, venezuelano a viver em Coimbra desde os 6 anos, que passou temporadas em Seattle (EUA), Cork (Irlanda), Zurique (Suíça) mas confessa que “não existe melhor sítio para viver do que aqui” e explica porquê. O fundador do JNation começou por contar que o que sempre quis fazer na vida foi viajar pelo mundo e como o faz a partir desta cidade, depois de um caminho que passou pelo trabalho na área da tecnologia, na ida a conferências um pouco por todo o mundo e acabou por resultar na criação de um desses eventos na nossa cidade.

O JNation é uma conferência de desenvolvimento inclusiva que cobre vários tópicos relevantes para a indústria de desenvolvimento de software. Roberto explica que a primeira edição, em 2018, foi pensada para duas centenas de participantes mas teve tanta procura que em semanas escalou para o dobro. A mais recente, que depois de duas edições online devido à pandemia voltou ao Convento São Francisco, acolheu 900 participantes e contou com o apoio de várias grandes empresas locais e internacionais. Ao longo da nossa conversa, percebemos o que é a linguagem Java e o que tem de especial, os detalhes do caminho percorrido por Roberto para alcançar o seu objectivo mas também tocámos noutros pontos importantes, dentro e fora do universo da tecnologia que é, no fundo, o motor do progresso a nível global, mas também do empreendedorismo a nível local.

O programador conta que, por causa do JNation, duas empresas que patrocinaram a conferência abriram escritórios em Coimbra. A conversa passou por esse contributo para a cidade mas também pelas lições da pandemia, pelo trabalho remoto (que Roberto pratica desde 2013), pela importância do encontro entre as pessoas e dos famosos “meet ups”, pela formação e pela desmistificação e igualdade de oportunidades – por exemplo, das mulheres na área da tecnologia que, no entender de Roberto Cortez, devia começar…na infância.

Os nossos agradecimentos ao Hotel Oslo por nos proporcionar o espaço para a nossa entrevista.

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Jornalista

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