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Há um novo restaurante japonês imperdível em Coimbra

O cheiro a novidade levou-nos ao n.º 30 do Largo do Romal para uma daquelas experiências especiais que nos fazem querer repetir a refeição com estes e aqueles amigos, ao almoço ou ao jantar, a propósito de uma comemoração qualquer ou apenas porque já não aguentamos mais um dia sem repetir aquela viagem de sabores. Seguimos os […]

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O cheiro a novidade levou-nos ao n.º 30 do Largo do Romal para uma daquelas experiências especiais que nos fazem querer repetir a refeição com estes e aqueles amigos, ao almoço ou ao jantar, a propósito de uma comemoração qualquer ou apenas porque já não aguentamos mais um dia sem repetir aquela viagem de sabores.

Seguimos os conselhos de quem nos atendeu no Izakaya Oni e deixámo-nos levar por uma sequência de texturas e sabores que tinham um denominador comum: qualidade e frescura dos produtos. Se ainda acham que a Baixa de Coimbra parou no tempo é porque ainda não saborearam esta vontade de fazer diferente e bem.

Izakaya Oni

O nome Izakaya já levanta o véu sobre o tipo de proposta gastronómica deste espaço: trata-se de uma expressão japonesa para um bar ou tasca que costuma estar aberto ao final da tarde, depois do trabalho, para relaxar. Bebe-se um copo enquanto se partilham uns petiscos – que não têm nada a ver com sushi, a comida a que estamos habituados a relacionar com a culinária japonesa. 

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Ementa

Recheada de nomes japoneses, a carta tem dois grandes conjuntos de petiscos, os Otsumamis e Namamono. Os primeiros indicam pequenas porções para partilhar com outras pessoas, os namamono são pratos crus, como ostras frescas, vieiras, salmão e carapau.

A nossa mesa foi palco de um verdadeiro festim e ficou pouca coisa por provar. Desde logo, uma taça de Edamame (2,50€), viciantes a cada dentada, enquanto a cozinha preparava Tori Karaague (6€), um dos favoritos da casa (e nossos também): frango frito, estaladiço e leve, que se comia acompanhado de uma maionese japonesa (kewpie) com pimentas secas e sésamo moído (togarashi). Depois de um começo arrebatador, as expectativas ficaram muito altas em relação aos restantes pedidos mas nada nos desiludiu – bem pelo contrário, só sonhamos em repetir.

Continuámos com a boca a trincar pedaços estaladiços de comida, mas agora era tempura de camarão (Shissô Ebi, 10€) que, apesar de mais comum noutras cartas, surpreendia a cada dentada. Cortámos os fritos com Ostra in Natura (8€), um conjunto de ostras apanhadas no próprio dia, servidas com nabo branco ralado (daikon), nabo branco com pimenta e malagueta ralados (momiji), cebolinha e molho ponzu, feito à base de soja, vinagre de arroz, lima e um molho de alga kombu (dashi kombu).

(Sim, em plena Baixa de Coimbra comem-se ostras frescas servidas com molhos complexos feitos com ingredientes invulgares. Mas continuemos.)

Depois da experiência inovadora e especial proporcionada pelas ostras, continuámos a viagem com um sabor mais habitual do Tataki Shake (7€), barriga de salmão flamejada com azeite DOP, alho negro e beldroegas. Tudo se desfez na boca em segundos, mesmo a tempo de arregaçarmos mangas para os derradeiros petiscos: Katsu Sando (6,50€) e Buta no Kakuni (7€). Katsu Sando foi unânime: trata-se de uma sandes que dá para dividir em 4 porções, feita com pão de forma na grelha com milanesa de porco (lombo panado), salada de couve roxa, kewpie e molho tonkatsu, feito à base de mostarda, molho inglês e ketchup. É algo muito diferente (e maravilhoso, acrescentamos).

Buta no Kakuni são quadrados de barriga de porco cozida durante 6 horas em caldo japonês à base de soja, gengibre, nabo e sake. Tem alguns outros temperos, servido com bok choy, acelga chinesa e ovo cozido a baixa temperatura e infundido em soja, como o ovo do Ramen. E por falar em Ramen, esse será um motivo para querermos regressar ao Yzakaya ao jantar: é que o caldo começa a ser preparado ao almoço para estar pronto à noite e o entusiasmo do serviço anunciava ser um pitéu imperdível.

Aos almoços há menu executivo que inclui sopa miso, o prato do dia e café. Há bebidas sem álcool, cervejas (das marcas Asahi, Kirin, Sapporo, Affligem, Lagunita e Albert), gin e drinks como o Shochu (uma cachaça japonesa) e um Porto digestivo, para além da carta de vinhos portugueses que convidam a que sabores japoneses harmonizem com bebidas nacionais.

História

Priscila Fernandes e Filipe Nunes são cozinheiros e a área de especialização é izakaya. Trabalharam em restaurantes japoneses em Coimbra (no Japonês e no Shari) mas queriam seguir o filão da comida quente japonesa. Decidimos ficar aqui [pelo Largo do Romal, na Baixa de Coimbra], o lugar é um pouco escondido mas foi onde conseguimos uma portinha para começar.

Priscila sorri com o olhar sempre que explica cada prato e sabemos que o atendimento não é apressado porque parte da experiência é conhecermos um pouco mais desta proposta original e inovadora na cidade de Coimbra, como se viajássemos para o Japão sem levantar os pés da Baixa. Bom proveito!

Texto: Joana Pires Araújo
Fotos: Joana Pires Araújo e Izakaya Oni

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