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Arte contemporânea com a assinatura de Gonçalo Barreiros no CAPC

Chama-se Recomeço do Mundo e, segundo o curador, reconfigura uma ideia que se materializa como um comentário ao caos, não ao caos cósmico, mas a uma ideia de caducidade das normas e da métrica que a escultura/instalação indexa a esse estado iniciático que se constrói a partir do que já não é nomeável, já não tem […]

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Chama-se Recomeço do Mundo e, segundo o curador, reconfigura uma ideia que se materializa como um comentário ao caos, não ao caos cósmico, mas a uma ideia de caducidade das normas e da métrica que a escultura/instalação indexa a esse estado iniciático que se constrói a partir do que já não é nomeável, já não tem forma que o defina. João Silvério fala numa matéria em estado puro, pronta a ser trabalhada como se fosse a primeira vez, embora contendo todas as anteriores que ali (re)começam em relação à instalação de grandes e variáveis dimensões de Gonçalo Barreiros, que a partir de hoje ocupa as três salas do espaço do Círculo de Artes Plásticas de Coimbra.

Recomeço do Mundo foi feita a partir de restos e desperdícios de outras obras pelo artista contemporâneo que vive e trabalha em Lisboa, e vai estar patente até ao dia 14 de Julho. Gonçalo Barreiros é formado em Escultura pela escola Ar.Co e mestre em Belas Artes, pela Slade School of Fine Arts de Londres, com a bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Nos últimos anos, tem apresentado regularmente trabalho na Galeria Vera Cortês, destacando-se as suas exposições individuais 3/4 (2006), quero eu fazer as coisas… (2008), Nosey Parker e, mais recentemente, Declaração Amigável (2017).

“O trabalho de Gonçalo Barreiros é pautado por uma disciplina austera que se concentra nas condições e relações que a sua obra pode criar na exposição enquanto dispositivo perceptivo que vai accionar todos os sentidos humanos. Seja através de um desenho, do som, de um ruído, de uma palavra, de um zumbido ou de uma estridência metálica; mas, também, da instabilidade do equilíbrio, da diferença de escalas e proporções, ou da ausência da cor e, paradoxalmente, da sua presença multifilar, entrecortada em planos e linhas dispersos como se uma anamorfose se apoderasse do espaço. Neste caso em concreto, dos três espaços das galerias.” João Silvério

O Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) é a mais antiga instituição nacional dedicada à promoção da arte contemporânea. Fundado em 1958, por um grupo de jovens estudantes da Academia de Coimbra, dos quais se destacam Rui Emílio Vilar e Mário Silva, é uma associação cultural sem fins lucrativos, reconhecida enquanto manifesto interesse cultural pelo Estado português e que pretende sensibilizar e interessar o público para a arte contemporânea e a cultura.

O Círculo Sereia é o espaço de exposição do CAPC, com uma vista privilegiada para o Jardim da Sereia. Tem três salas de exposição, uma pequena livraria que explora a temática da arte, um auditório, uma zona de leitura/trabalho e uma relação supreendente com o seu jardim. Vale a pena a visita!

ATÉ 14 JULHO | RECOMEÇO DO MUNDO
Casa Municipal da Cultura, Piso -1, Coimbra
Entrada Livre
Horário: Terça-feira a Sábado, 14h – 18h
Contactos: geral@capc.com.pt | 910 787 255

 

 

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