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Em Coimbra há dois amores que em nada são iguais

Foi transformado em parque e miradouro há 170 anos, mas reza a lenda que antes disso era lá que D. Pedro ia chorar a morte de D. Inês, daí o nome. Cheio de vegetação, pequenos trilhos, fontes naturais e lugares para sentar — alguns poeticamente esculpidos na pedra —, o Penedo da Saudade transpira amor mas […]

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Foi transformado em parque e miradouro há 170 anos, mas reza a lenda que antes disso era lá que D. Pedro ia chorar a morte de D. Inês, daí o nome. Cheio de vegetação, pequenos trilhos, fontes naturais e lugares para sentar — alguns poeticamente esculpidos na pedra —, o Penedo da Saudade transpira amor mas não é apenas amor romântico. O que mais se encontra no jardim são declarações à cidade e à Universidade de Coimbra.

Foi transformado em parque e miradouro há 170 anos, mas reza a lenda que antes disso era lá que D. Pedro ia chorar a morte de D. Inês, daí o nome. Cheio de vegetação, pequenos trilhos, fontes naturais e lugares para sentar — alguns poeticamente esculpidos na pedra —, o Penedo da Saudade transpira amor mas não é apenas amor romântico. O que mais se encontra no jardim são declarações à cidade e à Universidade de Coimbra.

O Penedo da Saudade está cheio de lápides que antigos estudantes foram colocando ao longo do século 19 e 20 por ocasião de reuniões de curso e outros eventos académicos. Entre eles estão textos de poetas emblemáticos da cultura portuguesa como Manuel Alegre, que estudou na Faculdade de Direito. A mais antiga data de 1855 e a mais recente é de 2018.

Contemplativo e sereno, se descerem as escadas de pedra esculpidas na encosta têm uma vista fabulosa para a parte oriental da cidade, o rio Mondego, a serra do Roxo e a serra da Lousã. Entre a saudade amorosa e a saudade académica, do Retiro dos Poetas à Sala dos Cursos, é sempre meio mágico visitar aquele que, no tempo de D. Pedro, e antes de ser ajardinado, seria conhecido como Pedra dos Ventos. Também é um óptimo passeio para fazer com miúdos.

Se descerem o jardim na direcção ao Jardim Botânico encontram ainda alguns monumentos, como a estátua do poeta António Nobre [1867-1900], que também frequentou a Universidade de Coimbra no século 19.

Caso tenham tempo, aproveitem para visitar o Centro Cultural do Penedo da Saudade do outro lado da estrada, no nº 30 da Av. Dr. Marnoco e Sousa. Está aberto todos os dias menos à segunda-feira, entre as 14h e as 20h, e costuma ter exposições interessantes para ver. Podem acompanhar a programação na nossa Agenda ou na página oficial do Centro Cultural no Facebook.

Texto e fotos: Filipa Queiroz

*Texto originalmente publicado em Fevereiro de 2019, actualizado em Julho de 2021

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