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Quem quer dizer adeus ao tupperware e à película aderente?

Inês Teixeira Antropóloga e Ambientalista ines.af@gmail.com     Quem o diz é a Organização Mundial de Saúde: todo o plástico é feito de substâncias químicas que têm o potencial de prejudicar a saúde de uma pessoa. No entanto, lá está ele, colado à nossa comida. Mas se é fácil dizer que vamos acabar com o plástico […]

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Inês Teixeira2014-05-04 14_1_Fotor-1
Antropóloga e Ambientalista
ines.af@gmail.com

 

 

Quem o diz é a Organização Mundial de Saúde: todo o plástico é feito de substâncias químicas que têm o potencial de prejudicar a saúde de uma pessoa. No entanto, lá está ele, colado à nossa comida. Mas se é fácil dizer que vamos acabar com o plástico em casa, assunto que já foi abordado por aqui em artigos como este este, depois quando olhamos bem ele está em cada canto.

Antes de desistirmos pela frustração, vamos por partes. Hoje foquemo-nos no plástico que se usa para acondicionar comida. Para além da gigante pegada ecológica, são vários os estudos que relacionam o plástico que usamos na cozinha com inúmeras doenças, especialmente se estiver em contacto com uma fonte de calor. Isto é especialmente importante para todo o plástico que contém BPA (Bisfenol A), um componente sintético considerado um desregulador hormonal e que afecta os sistemas endócrino e imunitário, estimula a produção de células cancerígenas, entre outros problemas comportamentais e físicos.

Não se trata apenas das caixas tipo tupperware, os componentes nocivos à saúde também estão na tão (des)amada película aderente que também contém policloreto de vinila (PVC), o que faz dela, segundo a International Agency for Research in Cancer (IARC), um componente cancerígeno. Mas há boas notícias! 

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Felizmente, consumidores atentos e responsáveis criaram alternativas aos recipientes e películas, e Portugal começa a recebê-las de braços abertos. Falamos em soluções totalmente naturais, reutilizáveis, laváveis, compostáveis e cuja produção não tem grande pegada ecológica. Deixamo-vos a sugestão da Abeego, disponível na Círculo Bio, e da Bee’s Wrap disponível na Pegada Verde – ambas são moldáveis e feitas a partir de cera de abelha, o que é óptimo para conservar os alimentos dadas as propriedades anti-bacterianas e resultado respirável. Em Coimbra, na Casa da Esquina, também encontram.

Para além destas películas moldáveis, existem ainda bolsas para marmitas, como as da Roll’eat,na Pegada Verde ou as da Fluf na Círculo Bio. Outra solução são os sacos, como os da Vejibagna Pegada Verde ou Maria Granel para armazenar e conservar legumes no frigorífico ou os sacos de silicone da StasherAinda que com uma produção com grande pegada ecológica, a vida útil do vidro também faz dele uma alternativa mais ecológica do que o plástico. Os recipientes podem ser tapados com tampas próprias, tampas de silicone que se adaptam a qualquer recipiente ou com a famosa e intemporal técnica de tapar com um prato comum. De vidro também não podemos esquecer que os frascos, comprados ou reutilizados de produtos alimentares, são bons recipientes para armazenar alimentos. 

Pequenas mudanças como estas fazem a diferença no ambiente e na saúde. Nada como começar o novo ano com novas práticas ambientais que também ajudam a saúde. Também pode caber a cada um de nós a luta pela redução dos sintéticos não biodegradáveis. 

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