Contribuir small-arrow
Voltar à home

Há um passeio que podem fazer ao longo do rio Mondego

Já aqui tínhamos falado da Praia Fluvial do Rebolim, que no ano passado passou a ser vigiada, ganhou novas infraestruturas de apoio e acessos. Mas continuando a explorar a margem direita do Rio Mondego, há uma caminhada bem bonita, em terra batida, que é possível fazer até à Ponte da Portela e Foz do Rio […]

Partilha

aqui tínhamos falado da Praia Fluvial do Rebolim, que no ano passado passou a ser vigiada, ganhou novas infraestruturas de apoio e acessos. Mas continuando a explorar a margem direita do Rio Mondego, há uma caminhada bem bonita, em terra batida, que é possível fazer até à Ponte da Portela e Foz do Rio Ceira.

A Câmara Municipal de Coimbra adquiriu um terreno com cerca de 15.000 m2 de área, contíguo à zona reabilitada, e porque existe um Plano de Arborização 2019/2020, a requalificação inclui a plantação de três centenas de árvores junto ao Rio Mondego como amieiros, freixos, carvalhos, salgueiros, bétulas e plátanos. Se forem com atenção, vão notar que há pedras de xisto no chão e alguma vegetação a descobrir. Na outra margem, a vista passa pelos terrenos da Associação de Viveiristas do Districto de Coimbra.

Há estacionamento na praia fluvial, mas o carro e mesmo o autocarro não têm de ser a opção para chegarem até lá. Neste momento, está a ser feito o novo troço ciclável que interliga a ciclovia de Coimbra, que liga Coimbra B à Portela, e que está a mudar a paisagem urbana da cidade. São cerca de 15 km de ciclovia que fazem parte do Plano de Ação e Mobilidade Sustentável (PAMUS) do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) de Coimbra. Encontram muita informação na página Ciclovia.pt.

Como dissemos, o percurso continua em direcção à Ponte da Portela. Ou melhor, as pontes, porque há uma recente e a original, metálica, inaugurada em Julho de 1873. Fazia parte da Estrada Nacional 17 (EN17), conhecida por Estrada da Beira, mas foi submetida a uma intervenção e alargada, na sequência de uma vistoria às condições de segurança e aumento do tráfego automóvel. 

[post-ad]

Quem fizer o passeio vai perguntar-se sobre o que estará a ser preparado nos terrenos visivelmente em processo de transformação.

Alguns orgãos de comunicação locais avançaram recentemente que a Câmara Municipal de Coimbra estará em conversações com a Federação Portuguesa de Golfe e a Academia de Golfe Quinta das Lágrimas, com vista à concretização de um projecto que já remonta a 2008, era então presidente Carlos Encarnação: um campo de golfe, construído junto à Ponte da Portela, à época com fundos comunitários. Coimbra tem um Clube de Golfe na margem direita do Mondego, na Quinta das Lágrimas, com a referida academia própria. Faz 20 anos de existência este ano.

Contactados pela Coolectiva, até à data de publicação deste artigo não foi obtida qualquer resposta da autarquia nem da Federação Portuguesa de Golfe com esclarecimentos sobre o assunto.

Quem fizer o passeio vai perguntar-se sobre o que estará a ser preparado nos terrenos visivelmente em processo de transformação.

Alguns orgãos de comunicação locais avançaram recentemente que a Câmara Municipal de Coimbra estará em conversações com a Federação Portuguesa de Golfe e a Academia de Golfe Quinta das Lágrimas, com vista à concretização de um projecto que já remonta a 2008, era então presidente Carlos Encarnação: um campo de golfe, construído junto à Ponte da Portela, à época com fundos comunitários. Coimbra tem um Clube de Golfe na margem direita do Mondego, na Quinta das Lágrimas, com a referida academia própria. Faz 20 anos de existência este ano.

Contactados pela Coolectiva, até à data de publicação deste artigo não foi obtida qualquer resposta da autarquia nem da Federação Portuguesa de Golfe com esclarecimentos sobre o assunto.

Vozes ambientalistas já se levantaram, com receios acerca do futuro do espaço ribeirinho. A página Património e Natureza de Assafarge publica um vídeo da Oficina de Luz que é um olhar sobre as opções de intervenção na paisagem no concelho de Coimbra e nas margens do Rio Mondego. Para reflectir sobre o que se deseja num momento em que urge implementar medidas de mitigação de alterações climáticas, e também no âmbito da década (2021-2030) decretada pelas Nações Unidas de aposta no restauro de ecossistemas, propõe.

A página de ecoliteracia, educação ambiental e divulgação do património natural das freguesias de Assafarge e circundantes,da autoria de cidadãos residentes, alerta para o facto de as margens do Mondego necessitarem de controlo de espécies invasoras (como canas e mimosas) e acções que potenciem o aumento da vegetação ripícola. Também refere que as terraplanagens removem a cobertura vegetal, reduzindo o teor de água e matéria orgânica do solo, expondo-o à erosão, ao que se somam os efeitos negativos sobre a fauna, directa ou indirectamente dependente desta flora (para alimento, abrigo, nidificação). O realizador Fernando Amaral, da Oficina de Luz, propõe hortas biológicas e centros intergeracionais para a zona, por exemplo.

Texto e fotos: Filipa Queiroz

 

Mais Histórias

Os mais lidos do ano e uma piscadela de olho para 2022

Mesmo que meio às cambalhotas, com esta pandemia que parece não dar tréguas, chegamos ao fim de mais um ano de coração cheio e com a sensação de missão cumprida. Teimámos em manter as mangas arregaçadas e isso, juntamente com os encontros que foram acontecendo e as boas energias que nos foram chegando desse lado, […]

quote-icon
Ler mais small-arrow

Já viram os Concertos para Bebés programados para 2022?

Na recta final de um 2021 ainda bem desafiante, os Concerto para Bebés renovam as energias com um calendário cheio de coisas boas para descobrir em 2022. Além da programação regular no Convento São Francisco, em Coimbra, a companhia que faz espectáculos para crianças dos 0 aos 3 anos apresenta 11 programas distintos nas salas nacionais. A residência […]

quote-icon
Ler mais small-arrow

ACADEMIA STORIES | Estudo permite descontaminar máscaras de forma simples e barata

Uma equipa multidisciplinar da Universidade de Coimbra (UC) estudou e testou três formas simples e baratas de descontaminação de vários tipos de máscaras de proteção contra a Covid-19, que revelaram uma eficácia de praticamente 100%, permitindo vários ciclos de reutilização. O estudo, coordenado por Marco Reis, docente e investigador do Departamento de Engenharia Química da […]

quote-icon
Ler mais small-arrow
Contribuir small-arrow

Discover more from Coimbra Coolectiva

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading