Contribuir small-arrow
Voltar à home
Descubram

Plogging

Conheçam

Quercus Coimbra

Envolvam-se

Associação MilVoz

Participem

Ação de Sensibilização e Recolha de Filtros/Beatas - 30 de Abril

Leiam

Opinião | Sem saber, aderi ao «plogging» antes de ele existir

Um por todos e todos por uma cidade mais limpa

No mês em que Coimbra recebeu o Plogging Challenge Portugal, conhecemos o grupo (-) Beatas que está a organizar acções regulares de sensibilização e recolha de lixo e beatas na cidade.

Partilha

Fotografia: Cedidas por Cristina Rufino

Descubram

Plogging

Conheçam

Quercus Coimbra

Envolvam-se

Associação MilVoz

Participem

Ação de Sensibilização e Recolha de Filtros/Beatas - 30 de Abril

Leiam

Opinião | Sem saber, aderi ao «plogging» antes de ele existir

Ações de sensibilização e recolha de beatas, Plogging Challenge Portugal, Climate Clock Coimbra e ecocaminhadas são expressões que podem começar a habituar-se a ver na agenda de Coimbra. A direcção do Núcleo Regional de Coimbra da Quercus, em parceria com a Associação BioLiving, agarraram na ideia e ação de uma cidadã para criar o projecto (-) Beatas e pôr o assunto na mesa da cidade e a dinâmica está a colher frutos.

Conversámos com Cristina Rufino perto do local de trabalho, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC), precisamente onde a bióloga começou a pôr em prática as suas acções ecológicas em prol de uma cidade mais limpa, como nos contou num artigo de opinião, em Setembro. Desafiada por Alexandra Azevedo, presidente da direcção nacional da Quercus, uniram-se esforços e juntou-se o útil – porque «já conhecia todos nós e nós, por acaso, também já nos conhecíamos» – ao agradável: renovar o núcleo regional da organização não governamental de Ambiente que «estava muito parado».

Cristina Rufino e João Silva, membro da associação Bioliving Natureza e Educação para Todos

André Gonçalves, Túlio Cunha, Maria Adelaide Chichorro e Adriano Andrade juntaram-se a Rufino e têm feito acções de recolha de beatas e lixo na Alta de Coimbra. «Como é que é possível a universidade não ter a sensibilidade de não deitar beatas para o chão? É incrível!», atira a ambientalista, que há muito tempo recolhe os despojos dos cigarros fumados por estudantes, funcionários e visitantes da instituição de ensino superior, no pavimento em geral mas sobretudo nas entradas e saídas dos edifícios, bancos públicos, muros e paragens de autocarro.

«A Quercus foi a oportunidade que eu tive para explorar esta ideia e levá-la a mais pessoas e sensibilizar mais pessoas», diz Cristina, que também refere o facto de ser um win win conseguir ajudar o ambiente e fazer exercício ao mesmo tempo, o chamado plogging, mas já lá vamos. O grupo do projecto (-) Beatas costuma reunir-se nos últimos domingos do mês. A próxima Ação de Sensibilização e Recolha de Filtros/Beatas é no dia 30 de Abril, das 15h às 17h, com ponto de encontro na Rua Larga.

Túlio Cunha e Cristina Rufino

O grupo está satisfeito com a adesão às ações de sensibilização, mas lamenta que aconteça apenas entre cidadãos já sensibilizados para a causa. Querem chegar mais longe. «O que nos falta é chegar às pessoas fumadoras, que fiquem mais sensibilizadas, esse é o nosso objetivo.» Nas últimas ações, o grupo conseguiu recolher um número significativo de beatas. «Da última vez foi acima de duas mil beatas e éramos só três [a recolher] só na Rua Larga, naquele retângulozinho entre [o departamento de] Química, [o departamento de] Física e a antiga Faculdade de Medicina. Na anterior, foram mais de cinco mil e fomos para aí uns sete ou oito. O foco foi em frente ao Museu da Ciência e aí foram 5 600 beatas.»

O plogging é uma actividade física amiga do ambiente, que implica correr ou caminhar enquanto se apanha lixo. O objectivo é deixar o caminho percorrido mais limpo, mas Cristina admite que se sente confusa relativamente ao método. «Eu não sei muito bem como é que as pessoas correm e apanham lixo ao mesmo tempo, mas também há quem faça as caminhadas e a apanhar [lixo].» Certo é que a palavra passou na cidade. A Escola de Hotelaria contactou recentemente o grupo para fazer um evento de sensibilização de beatas na instituição. «Contactou-nos porque tem um problema de beatas então quer que a gente vá lá fazer uma ação de sensibilização e recolha de beatas ao mesmo tempo», explica Rufino. Uma cidadã do Bairro Norton de Matos também já pediu para o grupo levar a sua ação até àquela zona da cidade.

Túlio Cunha e Cristina Rufino

E a universidade?

Cristina Rufino diz que já tentou contactar a UC por causa da falta de cinzeiros. «Eu disse que têm que pôr aqui cinzeiros e eles disseram que na via pública não podem pôr porque é parte da Câmara [Municipal]», mas apesar disso acredita que a sua ligação à universidade possa facilitar alguns projetos que tem em mente. «Queria conseguir fazer um projeto de sensibilização, uma circular interna por exemplo para sensibilizar as pessoas.»

«Como é que é possível a universidade não ter a sensibilidade de não deitar beatas para o chão? É incrível!»

Cristina Rufino, movimento Menos Beatas

Recentemente realizaram-se dois eventos inseridos no Plogging Challenge Portugal em Coimbra, uma iniciativa nacional promovida cá pela Quercus Coimbra, em parceria com dois grupos de empresas jovens da UC que formam o Climate Clock Coimbra. A organização não soube avançar um número de participantes, mas registou que foram recolhidos quatro quilos de lixo e mais de 400 beatas na iniciativa que começou a acontecer há três anos em Santa Maria da Feira, organizada por Maria Céu Mota com o objetivo de pôr o país a praticar exercício físico ao mesmo tempo que contribui para a limpeza do território. Também foi feita uma ecocaminhada organizada pela Decathlon juntamente com a associação Mil Voz, no Choupal, no Dia da Terra.

Fumadores com mais civismo e mais cinzeiros ou recipientes onde possam ser depositados os resíduos das beatas são os apelos do grupo Menos Beatas, que reclama que «as pessoas deitam aqui em Coimbra os resíduos [para o chão], vão para o sistema de canalização que depois vai parar aos rios e que no final vai parar ao mar e é imensamente poluente.» E até há uma solução para as próprias beatas. As primeiras foram enviadas para um laboratório em Guimarães que as transformava em tijolo para fazer casas. Atualmente, o laboratório está a apostar na investigação e deixou de conseguir acolher um número tão elevado de beatas.

Há estudos que apontam que sejam atiradas para o chão cerca de 7 mil beatas por minuto. Mais de 20 mil desde que começaram a ler este artigo. Se quiserem saber mais sobre isso, encontram informação na página ambientalista Zero Waste Lab.

Contribuir small-arrow

Discover more from Coimbra Coolectiva

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading