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FORA DA CAIXA | Carlos Gago, cabeleireiro e embaixador L’Oréal Professionnel

Nasceu em Lisboa mas viveu em Leiria. O cabeleireiro, agora com 56 anos, deixou a zona de conforto aos 15 para se aventurar em Coimbra, à procura de um sonho: o de ser cabeleireiro. Para trás ficou o futebol, no União de Leiria, e os estudos mas não sem antes terminar o 9º ano – […]

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Nasceu em Lisboa mas viveu em Leiria. O cabeleireiro, agora com 56 anos, deixou a zona de conforto aos 15 para se aventurar em Coimbra, à procura de um sonho: o de ser cabeleireiro. Para trás ficou o futebol, no União de Leiria, e os estudos mas não sem antes terminar o 9º ano – pouco comum em 1978. Chegou a Coimbra pelas mãos do Eng. Mendes Silva, presidente da Câmara na altura, e pelo seu tio Ilídio, cabeleireiro (eleito campeão mundial em Paris) que, acreditando não só no seu talento como na força do seu carácter, apostou nele e propôs-lhe sociedade no salão, a ele e ao irmão. Nasceu assim, em 84, o Ilídio Design, em Coimbra. Abrimos um salão num sítio onde não existia nada e hoje é o centro da cidade. Com optimismo e muita paixão atirou-se, de corpo e alma, à vida e ao trabalho. É assim que faz crescer a notoriedade do seu salão – como director criativo e, desde 2010, como embaixador e formador da marca L´Oréal Professionnel.

– O que é essencial na tua vida?

A paz de espírito.

– Qual a melhor maneira de começar o dia?

Beber café, com pouco açúcar, e ler o jornal Público. 

– Se pudesses telefonar a qualquer pessoa no mundo e falar durante 1 hora, quem escolherias?

Não gosto de falar ao telefone, gosto de falar cara-a-cara. Às vezes, acontece estar num sítio e não conhecer as pessoas e começar a falar com elas. Gosto de descobrir pessoas.

– Quando sais à noite, em Coimbra, para onde vais?

Salão Brasil e Reitor.

– Qual foi o melhor concerto que viste em Coimbra?

Os A Jigsaw.

– Tens algum talento secreto? Qual?

Cozinhar. Adoro fazer grelhados, ameijoas, berbigões, mexilhões.

O que gostarias de experimentar, mas ainda não tiveste coragem?

Rapel.

– Qual a app favorita no teu telemóvel?

Access, uma plataforma digital da L´Oréal.

– O que é que estás a ver neste momento?

Into the Badlands
, já vou na 3ª temporada.

– Qual a coisa mais maravilhosa que já te aconteceu?

Foi uma colecção internacional chamada H3, para a L’Oréal, em 2009. Éramos 6 cabeleireiros: 2 ingleses, 1 francês, 1 norueguês, 1 belga e eu. Tínhamos de criar 2 cortes e 2 stylings. O meu corte feminino foi o mais reproduzido na Rússia, em Itália e em Singapura. Esse foi o ponto mais alto da minha carreira. Cheguei a milhões de pessoas e levei o nome de Portugal e de Coimbra para o mundo inteiro.

– Para onde vais quando precisas de estar sozinho?
Para Eixo, perto de Aveiro.

– Qual é a melhor invenção de sempre?
O carro. 

– Que músicas tocam mais na tua playlist?

Músicas recentes. Eu não sou daquelas pessoas, apesar de ter 56 anos, que gosta de ouvir músicas antigas. Não que me recuse a ouvi-las. Gosto de Lizzo, Arctic Monkeys, Vampire Weekend e todos os músicos de Coimbra. O novo trabalho da Tracy Vandal está fabuloso!

– Que tendência gostarias que voltasse?

Os anos 20. Foram uma década muito rica nos cabelos, na roupa, na música e na dança, e estamos agora a fazer 100 anos. Gostava que voltássemos 100 anos atrás.

– Qual foi o teu primeiro emprego?

Não foi bem um emprego, foi colocar cromos dentro de carteirinhas.

– Que site visitas mais vezes?

O site da Vogue Internacional, permite-me estar a par de tudo o que é tendências.

– Qual a coisa mais estranha que já te aconteceu?

No início, quando comecei a fazer apresentações, sempre que entrava em palco era difícil encarar as pessoas. E comecei aos 18 anos, no Casino Estoril! Lembro-me que a luz era muito forte e eu mal conseguia ver e depois, com o sistema nervoso alterado, davam-me cãibras nos pés. Aquele momento era muito doloroso, tinha de estar constantemente a mexer os pés e continuar a trabalhar como se nada fosse, para além de ter o tempo contado.

– Qual a regra que ignoras constantemente?

Fumar onde não se deve.

– Tens algum guilty pleasure?

Chocolate negro, daquele bem amargo.

– Qual o país que gostarias de visitar?

Tenho um fascínio muito grande por países nórdicos: Suécia, Dinamarca, Islândia…E esse fascínio passa também pelos cabelos. 

– Qual o livro que tens na mesinha de cabeceira?

Não tenho livros. Geralmente, tenho banda desenhada.

– Qual a tua memória favorita?

As férias na ilha de Tavira, quando era adolescente.

Associa palavras 

modelo – Edie Campbell
comida – marisco
 bebida – gin
objectivo – ser feliz
 infância – brincar
pessoa  – a minha mulher
cor – azul
destino – Nova Iorque
livro – Astérix
marca – L´Oréal Professionnel

Preferias ganhar o Euromilhões ou viver o dobro do tempo?

Preferia ganhar o Euromilhões. Se fosse o dobro do tempo com a mesma qualidade de vida que tenho hoje, aí gostava, mesmo sem o Euromilhões. Agora, estar com 150 anos e já não conseguir pensar, comer…Não, obrigado!

Texto: Célia Lopes
Fotos: João Azevedo

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