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Era uma vez uma livraria mágica escondida num antigo Convento em Coimbra

Nem só a música, dança e artes plásticas valem a visita ao Convento São Francisco, em Coimbra. No Piso -1 do sítio que, há muitos séculos, foi habitado por uma comunidade de frades Franciscanos, e depois deles militares que se abrigavam das Invasões Francesas, e depois deles operários e operárias fabris que manusearam e transformaram […]

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Nem só a música, dança e artes plásticas valem a visita ao Convento São Francisco, em Coimbra. No Piso -1 do sítio que, há muitos séculos, foi habitado por uma comunidade de frades Franciscanos, e depois deles militares que se abrigavam das Invasões Francesas, e depois deles operários e operárias fabris que manusearam e transformaram ali milhares de fios de algodão, lã e seda, há actualmente uma linda livraria, cheia de coisas bonitas para conhecer. Sim, porque apesar de ser uma loja de livros também tem tudo o que lhes faz pendant.

Entrando pela enorme porta de vidro, que mais parece uma caixa de supresas, os olhos quase se perdem por entre as centenas de edições coloridas, lado a lado com quadros, sacos, bolsas de pano, vasos, caixinhas de música, postais, carimbos, cartazes, puzzles, livros-candeeiro, lápis vintage, impressões assinadas, jogos e brinquedos. Mesmo os livros têm que se lhe diga. Há-os de todas as cores e feitios: pequenos, grandes, grossos, finos, túnel, pop-up e 360º. 

Tentamos surpreender as pessoas e dar-lhes não os livros que elas procuram mas os livros que elas não sabiam que estavam à procura, diz Miguel Gouveia, que antes de ser livreiro foi professor, é contador de histórias profissional e editor. Tirsense com um par de costelas durienses, criou a editora Bruaá com a sua cara metade em 2008, que além de livros se dedica a projectos de design, especialmente para o meio impresso.

Nas estantes da Livraria do Convento – que tem uma irmã no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz – há maioritariamente (mas não só) livros de ilustração, design, fotografia e arquitectura para crianças e adultos (ou ambos). Sabem para que é perfeita? Para comprar presentes. Sobretudo quando não souberem o que oferecer. Está aberta das 15h às 20h, de terça a Domingo e agora, além de leituras e oficinas, alberga exposições e tem o Café-Concerto mesmo por cima, se a leitura fizer a barriga dar horas.

Reabertura

Depois de algum tempo encerrada em 2020, a Livraria do Convento reabriu e as centenas de títulos e propostas orgulhosamente alternativas, sobretudo internacionais mas cada vez mais nacionais e edições de autor, voltaram a ter uma casa. São livros que nós gostamos até porque para os vender temos que gostar deles, mas agora queremos fazer mais coisas – com público limitado, necessariamente -, e que essas coisas tragam o público a quem achamos que estas coisas possam interessar, conta Miguel Gouveia. O editor assegura que apesar da pandemia a Bruaá está bem e recomenda-se. A loja funciona porque não dependemos só disto, dependemos da edição a 100%, isto é um aparte suportado por nós, explica o livreiro que diz que o que distingue este de outros espaços, com oferta mais massificada, é o enorme trabalho de curadoria da livraria, que agora também é galeria. Quisemos cruzar públicos e também vamos ter música, revela. Vamos ter as Leituras Sonoras e temos outro projecto que inclui a Escola Superior de Educação, com língua gestual.

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Actividades e Mercado de Ilustração

A Livraria do Convento também costuma ter exposições de ilustração, oficinas, Leituras Sonoras para Adultos e sessões de contos infanto-juvenis todos os Sábados pelas 11h. Podem estar sempre a par da actividade da editora e livrarias na página oficial no Facebook, que também lança regularmente sugestões literárias, para quem não quiser perder pitada do que vai chegando às prateleiras.

Texto e fotos: Filipa Queiroz

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