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    Autárquicas em Coimbra: onde estão as ideias?

    Que ideias e como implementá-las? Quais as prioridades para o desenvolvimento municipal? Que orçamento? A dois meses das eleições, os eleitores ainda só conhecem algumas propostas para Coimbra para os próximos quatro anos. O que se discute, afinal, quando não se discutem ideias?

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    Fotografia: Coolectiva

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    Estamos a dois meses das eleições autárquicas. Os eleitores estão já a reflectir sobre os projectos eleitorais e, para isso, buscam os programas eleitorais das diversas candidaturas.

    Coimbra, um dos maiores municípios do país e uma das batalhas eleitorais mais relevantes, tem apenas, à data deste artigo, as propostas para 2025 do programa da candidatura do Bloco de Esquerda e o programa de 2021 da coligação incumbente Somos Coimbra.

    Numa época em que a política partidária e também a política pública se fazem em mensagens de redes sociais, soundbites e fragmentos de pré-campanha, e está pejada de desinformação, é ainda mais importante que eleitoras e eleitores consigam formar as suas decisões baseadas em informação detalhada, correcta e confiável.

    Os candidatos a cargos públicos têm o dever de informar atempadamente os eleitores das suas estratégias, das suas ideias, dos seus projectos e das suas prioridades a tempo destes formarem decisões informadas e conscientes. 

    Este é um aspecto fundamental da reconquista da confiança no sistema democrático, muito erodida nestes tempos de polarização social e política.

    A mediatização das campanhas eleitorais e o jogo político levaram a que a personificação da candidatura no(a) candidato(a) a Presidente de Câmara assuma uma centralidade excessiva. Eleição após eleição, o valor dos programas eleitorais e das equipas executivas que se propõem para os executar dilui-se em comparação com a persona do(a) candidato(a).  

    Por tudo isto, é ainda mais imperativo que, em Coimbra, cidade de conhecimento e debate público, se combata este viés de marketing político e de cobertura mediática, e se produzam propostas políticas actuais para que as cidadãs e os cidadãos possam analisar e escrutinar, com tempo para tomarem uma decisão informada. 

    Que ideias apresenta cada candidatura? Como se propõem implementá-las? Como vão abordar as finanças municipais? Quem são os candidatos a vereadores e os seus contributos para a futura gestão municipal? Quem são os candidatos à Assembleia Municipal e às Juntas de Freguesia? 

    Na verdade, as eleições autárquicas são três eleições numa só, esta complexidade exige esclarecimento atempado do eleitorado. 

    As candidaturas terão as suas visões estratégicas delineadas. Terão auscultado as populações antes das férias de Verão. Terão discutido propostas e programas. Terão definido a equipa que governará o concelho.

    Setembro e outubro devem ser dedicados aos debates necessários para que se distingam as propostas nos vários domínios do desenvolvimento e gestão municipais. Quanto mais se debater, mais se distinguem as propostas apresentadas, mais esclarecido ficará o eleitorado e mais participada será a eleição. 

    As eleitoras e os eleitores conimbricenses têm de conseguir e devem aceder a toda esta informação. Já!

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