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Casa da Esquina

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Mercado de Trocas para Crianças e Jovens

Este fim-de-semana há Mercado de Trocas para os miúdos

Se tiverem brinquedos ou acessórios parados lá em casa, crianças e jovens podem ir até à Casa da Cultura e trocar o que já não usam pelo que precisam.

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Mercado de Trocas para Crianças e Jovens

Já tínhamos avisado: em Coimbra há um Mercado pioneiro no país que é só para miúdos. No Mercado de Trocas para Crianças e Jovens são os mais novos que vão «às compras», com uma moeda que ensina os pequenos consumidores de brinquedos e acessórios infanto-juvenis a entender o que é essa coisa do valor e da gestão. Sábado, dia 2 de Abril, a Casa da Esquina chega à 30.ª edição em 10 anos. Entre as 14h30 e as 17h30, podem estender a manta e levantá-la quando quiserem na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra. A organização é conjunta com a Biblioteca Municipal de Coimbra, que também aproveita para celebrar a Primavera e o Dia Internacional do Livro Infantil.

Desde 2011, que a associação cultural Casa da Esquina promove o mercado, sempre num sítio diferente da cidade de Coimbra. Não há idade mínima nem máxima, mas a organização costuma sugerir a baliza entre os 3 e os 13 anos para os participantes que para participarem só têm de se inscrever, levar de casa brinquedos, jogos didáticos ou de computador, livros e materiais escolares, entre outras coisas que já não são usadas, além de uma pequena manta para expor. A cada coisa é preciso dar um «preço» – assim mesmo, com aspas, porque o que é usado é uma moeda solidária chamada «jardim» que encontram no «Ecobanco Jardim» à entrada do recinto.

Cada criança recebe 10 «jardins», moedas de feltro coloridas que podem gastar no mercado sustentável, que ensina os mais novos a dar um valor aos seus objectos e a perceber que as coisas não têm de ser novas para serem especiais. Quem já participou no mercado de trocas solidárias e deixou moeda depositada, recebe as poupanças ou parte delas, conforme desejar. Mas tem de levar coisas para trocar, caso contrário não tem acesso à sua conta. A ideia é que os pequenos aprendam a perceber que não vale a pena acumular moeda, que todas as pessoas devem participar como produtoras e consumidoras (ou seja, prossumidoras) e que é de evitar o «síndrome do herdeiro», que é aquela pessoa que não precisa de viver nem contribuir para a comunidade porque pode viver do trabalho de outrem e acha que isso é natural.

As regras «querem ajudar a fazer do mercado de trocas solidárias um lugar onde se pode contribuir para transformar o mundo aprendendo e fazendo com pessoas de todas as idades: porque somos diferentes mas somos iguais», lê-se no formulário. Com um fundamento político-pedagógico, o mercado pretende estimular um ciclo de vida mais amplo para as coisas dos mais novos e também o desapego, afastando a ideia do divertimento da acumulação de objectos sempre novos.

Numa altura em que a emergência climática está em cima da mesa e é uma preocupação global, a iniciativa regressa com o apoio do Grupo de Estudos sobre Economia Solidária do CES (Ecosol/CES), investigadores do Centro de Estudos Sociais e outros parceiros como o Slow Movement Portugal e a Academy4you – Coaching, Training, Consulting. Não basta aparecer no Mercado de Trocas para Crianas e Jovens, para trocar é preciso fazer uma inscrição antecipada e ler com atenção as regras do mercado. Os jardins estão bem guardados, à espera de mudar de mão.

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