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Academia TUU: a semana em que 25 jovens aprendem a construir futuro na nossa cidade

A iniciativa da empresa local de arquitectura e gestão de obras acrescenta mais-valia à formação superior em Coimbra. Quem participa não só tem um primeiro contacto com o mercado de trabalho de uma forma dinâmica, informativa e motivante, como ainda ganha ferramentas para o ativismo cívico ao mesmo tempo que conhece a comunidade.

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Fotografia: Mário Canelas

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A expressão «mundo corporativo» pode fazer levantar aqueles pelinhos no pescoço ou sentir um frio a percorrer a espinha, o que acontece com frequência quando se assiste a um filme de terror. Aquelas duas palavras, no entanto, não combinam exatamente com uma empresa de engenharia com mais de 100 funcionários e certificada como Empresa Gazela 2022. A começar pelo nome do edifício onde está instalada: Urubu. Depois, por realizar um evento para atrair talentos os mais diversos, muitos dos quais passaram a fazer parte do time da empresa e que passam a aprender na prática o que significa «envolvência» no ambiente de trabalho. Terceiro, por dar a tal evento um nome que também pouco ou nada está associado ao amplo e complexo universo da construção. Pois é precisamente isso que o trio Helder Loio, Leonardo Crisóstomo e HugoTocha, no leme da TUU – Building Design Management, começou a fazer no ano passado: a Academia TUU Summer Edition 2023.

Com o apoio institucional da Ordem dos Engenheiros – Região Centro, UC Business, CIM – Região de Coimbra, Metro Mondego, Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, Fundação da Juventude, AICCOPN e Câmara Municipal de Coimbra, este ano, a 2.ª edição da Academia foi de 17 a 21 de julho. O tema Construir o futuro: estratégias globais, acções locais inspirou 25 estudantes universitários, de diversas instituições de Portugal, ao longo de uma semana intensa que culminou com a premiação de alguns projetos desenvolvidos com base no tema, mas também a partir do conhecimento adquirido nas intervenções de grandes nomes das mais diversas áreas de atuação da TUU e nas visitas que fizeram às obras de parceiros da empresa.

O propósito da Academia é atrair talento para o setor da construção. «Uma vez mais, empenhamo-nos em proporcionar uma semana de partilha de experiências, que acreditamos ser uma mais-valia à formação académica de todos, para que possam ter um primeiro contacto com o mercado de trabalho de uma forma dinâmica, informativa e motivadora.»

A maioria dos academistas era das engenharias: Civil, como Ebenezer Gili, Rodrigo Oliveira, Pedro Zennaro e Francisca Pereira; Informática, como Elie Kalumba; Eletromecánica, como Elisiane Monteiro; Mecánica, como João Esteves; Eletrotécnica, como João Miguel Ferreira; de Gestão, como Rodrigo Albuquerque, Érica Ferreira e Jorge Vasconcelos. Duas participantes eram da Arquitetura, como Fernanda Tayná e Filipa Pessoa. Três eram de licenciaturas em Gestão de Cidades Sustentáveis, como Agostinho Silva, José Rodriguez e Francisco Carneiro. Havia ainda academistas de outros cursos relacionados à Gestão: Administração Público-Privada, como Sérgio Valente; Controlo de Gestão, como Daniel Lima; Informática de Gestão, como Edson Pereira; Gestão de Empresas, como Pedro Santos. Tinha ainda estudante de Design e Multimédia, Inês Tovar; de Comércio e Relações Internacionais, Beatriz Cardoso, e duas de Marketing, Lídia Leitão e Teresa Salgado.

O segundo dia da Academia foi aberto à comunidade mas, apesar do nome, Talk Days, também se pôs a mão na massa. Começou no Instituto Pedro Nunes, com quatro palestrantes que abordaram as diversas formas de se fazer urbanismo a partir da integração com as comunidades: Nuno Pinto, Aline Guerreiro, José Carlos Mota, Rita Jacinto e Isabel Ferreira (ver detalhes no separador em cima). O almoço foi no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra e a tarde prosseguiu com dois momentos no encantador bambuzal, um da Coimbra Coolectiva com o Eu Também!. Foi um momento para o impacto e a intervenção cívica, em que tantos dos conceitos partilhados nas sessões da manhã ganharam forma nas ruas da nossa cidade.

Para falar sobre Empreendedorismo, a Academia levou Clara Luxo Correia, mestre em Marketing e doutoranda em Information Management – Data Driven Marketing, e gestora de Projetos de IPN, além de professora convidada de Engenharia Informática da UC. Ela utilizou metáforas relacionadas ao desporto, utilizando inclusive uma bola de basquete. Foi a palestra que os academistas disseram que mais gostaram.

No terceiro dia, os jovens visitaram os parceiros da Academia TUU, para aprender in loco como funcionam diferentes indústrias do setor de construção. O quarto, foi marcado pela visita a várias estações por onde o MetroBus irá passar.

Filho de Viana do Castelo a tirar licenciatura em Administração Pública e Privada, Sérgio Valente, de 21 anos, diz que se candidatou à Academia TUU para ver como funciona o mercado de trabalho, fazer networking e porque gosta muito das áreas de urbanismo e mobilidade. A semana de intensa aprendizagem só fez aumentar sua intenção de tirar mestrado em Gestão Territorial. Uma das coisas que mais o impressionou foi que viu na prática como são os trâmites na esfera pública. «Na faculdade os professores não falam nada e dizem que é muito complicado. Mas não é.»

Sérgio foi quem apresentou, de forma muito bem humorada e descontraída,  o pitch do projeto vencedor, que desenvolveu com Rodrigo Oliveira e Edson Pereira. Os três propuseram o Mondego Bike, que, entre outras inovações, permitiria a disponibilização do passe intermodal dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra.

Quem também apreciou conhecer a prática do que lhe é ensinado nas salas de aula foi a cabo-verdiana Elisiane Monteiro, de 19 anos, que veio sozinha para Coimbra licenciar-se em Eletromecânica, pelo Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC). Está no segundo ano e contou que quis participar na Academia TUU para adquirir um conjunto de conhecimentos na sua área de formação que a universidade não oferece, o que os cinco dias de atividades intensas e diversificadas entregaram. O ganho extra foi conhecer «uma empresa tão inovadora, de espírito tão jovem, que mantém um outro nível de relacionamento com seus  funcionários. Meu padrões agora ficaram muito mais altos quando chegar a hora de procurar emprego».

Mais velho dos academistas, com 39 anos, Daniel Lima é estudante de mestrado em Controlo de Gestão, pela Universidade de Coimbra. Ao ver o nome TUU como promotora do evento, não teve dúvida em candidatar-se porque «é uma marca muito forte». Significava, para ele, conhecer mais pessoas para conseguir inserir-se no mercado de trabalho.

Na primeira edição da Academia, a TUU absorveu 10 dos participantes, com muitos deles a fazer agora parte da equipa da empresa. Hugo assegura que metade dos participantes serão aproveitados, quer como participantes dos estágios de verão, quer em outras vertentes.

Indagado sobre o que a cidade de Coimbra ganha com a realização da Academia TUU, Hugo Tocha, o arquiteto da tríade de fundadores, diz que os estudantes que cá moram passam a ter um novo olhar sobre a cidade, sobre suas futuras profissões. Os academistas de fora vêem uma cidade dinâmica, onde as coisas estão a acontecer e podem chegar a pensar em morar cá. É o marketing do encantamento.

Se aos poetas foi dado o dom de transformar palavras vulgares em palavras que encantam, abraçam e acolhem, pode-se dizer que Hélder, Leonardo e Hugo, com o trabalho de front end e back end de toda a equipa da TUU, conseguem encantar jovens e adultos com seu invulgar compromisso com uma Coimbra que seja feita por todos nós.   

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