A cidade de Coimbra assume-se este mês como epicentro do cinema nacional, abrindo-se como uma lente privilegiada para as mais recentes e ousadas produções: vai começar a 31.ª edição do Festival Caminhos do Cinema Português. Durante oito dias, de 15 a 22 de novembro, mais de 110 filmes, em 63 sessões, prometem desafiar olhares e tocar emoções, refletindo a pluralidade e a inquietude que caracterizam o nosso cinema contemporâneo. Este ano, a dimensão do festival expande-se além da cidade, alcançando também a Mealhada, Penacova e, pela primeira vez, Lisboa.
O festival mantém-se como espaço de encontro entre quem faz e quem vê cinema. A Seleção Caminhos, principal montra da produção nacional, reúne as obras que melhor espelham a vitalidade e a diversidade da criação cinematográfica portuguesa.
A nossa cobertura especial
Tal como em anos anteriores, vamos acompanhar o festival de perto, reforçando a sua relação com um evento que se tornou referência na paisagem cultural da cidade. Este ano, a jornalista e professora da Universidade de Coimbra Clara Almeida Santos assume o papel de enviada especial, com uma série de vídeos-crítica que ajudam a mergulhar no espírito do festival, partindo das obras da Seleção Caminhos.
Nas suas crónicas em vídeo — sem revelar o essencial da narrativa — Clara partilha impressões sobre as motivações estéticas, os enquadramentos temáticos e a forma como cada obra contribui para a pluralidade do cinema nacional. Um convite à curiosidade e à reflexão, dirigido ao público que acompanha o festival e a quem queira descobrir novas vozes e olhares.
Os filmes em destaque
Ao longo dos próximos dias, Clara revisita títulos emblemáticos desta edição, entre eles:
«Sabura» (Falcão Nhaga; PRT; 2025; FIC; 25’50”)
«Bulakna» (Leonor Noivo; FRA, PRT; 2025; DOC; 92’55”)
«Porque hoje é Sábado» (Alice Eça Guimarães; PRT, FRA, ESP; 2025; ANI; 12’24”)
«La Durmiente» (Maria Inês Gonçalves; PRT, ESP; 2025; DOC, FIC; 20′)
«Duas Vezes João Liberada» (Paula Tomás Marques; PRT; 2025; FIC; 70′)
«Joie de Vivre» (Hugo Magro; PRT; 2025; FIC; 19’33”)
«Primeira Pessoa do Plural» (Sandro Aguilar; PRT; 2025; FIC; 119′)
«Um Dia, Depois Outro» (Catarina Romano; PRT; 2025; ANI; 12’15”)
«Saudade, talvez…» (José-Manuel Xavier; PRT; 2024; ANI; 13’25”)
«A Memória Do Cheiro Das Coisas» (António Ferreira; PRT; 2025; FIC; 96’10”)
«Two Ships» (McKinley Benson; PRT, USA; 2025; ANI; 6′)
«Paraíso» (Daniel Mota; PRT; 2025; DOC; 81’47”)
«Arguments in Favor of Love» (Gabriel Abrantes; PRT; 2025; FIC; 9’35”)
«Entroncamento» (Pedro Cabeleira; PRT; 2025; FIC; 131’2”)

Com uma programação que abraça todas as formas e durações, do documentário à animação, passando pela ficção e o experimental, o Festival Caminhos do Cinema Português continua a afirmar-se como a principal celebração da criação nacional. Juntamo-nos mais uma vez a esta caminhada, acompanhando os debates de quem mantém viva a chama de um cinema feito com inquietação e olhar crítico.
Os vídeos e textos de Clara Almeida Santos poderão ser acompanhados nas nossas redes — Facebook, Instagram e LinkedIn — um convite para pensar o cinema português a partir de Coimbra.





