Contribuir small-arrow
Voltar à home
Conheçam

o sistema Metro Mondego

Relembrem

outros temas relacionados

Leiam

a entrevista com Eduardo Barata

Saída inesperada e desafios à vista: Teresa Jorge fala sobre a Metro Mondego

Em entrevista, são abordados temas como a demissão, a operação preliminar e os desafios que persistem.

Partilha

Fotografia: Vilma Reis

Conheçam

o sistema Metro Mondego

Relembrem

outros temas relacionados

Leiam

a entrevista com Eduardo Barata

A Metro Mondego, projeto estratégico para a mobilidade na região de Coimbra, vive um momento de grandes desafios e transformações. A recente decisão da Assembleia Geral da empresa, ao abrigo do artigo 26.º do Estatuto do Gestor Público, definiu a substituição dos vogais executivos do Conselho de Administração, entre eles Teresa Jorge, a poucos meses do encerramento do atual mandato. Esta medida, que permite a demissão por mera conveniência sem necessidade de justificação formal, suscitou surpresa e debate público sobre a governação e o futuro do sistema.

Responsável por funções-chave no desenvolvimento do Metrobus, Teresa Jorge acumula experiência na gestão de infraestruturas e na articulação entre as múltiplas entidades envolvidas no projeto. Neste momento crítico, enquanto o sistema atravessa a fase experimental da operação entre Portagem e Vale das Flores, tendo em vista a entrada em serviço da primeira fase completa, o seu testemunho ganha particular relevância.

Na entrevista que se segue, Teresa Jorge aborda a forma como tomou conhecimento da sua demissão, comenta a operação preliminar recentemente iniciada, explica os requisitos especiais do troço suburbano e faz um balanço da sua contribuição para o projeto, apontando, ainda, desafios que permanecem por superar, nomeadamente ao nível da comunicação e esclarecimento à população.

CC –  O que lhe foi comunicado como justificação para a sua demissão do cargo de vogal executiva da Metro Mondego, a poucos meses do término do mandato?

TJ Não me foi comunicada nenhuma justificação. Tomei conhecimento formal pelo conteúdo da agenda da reunião extraordinária da Assembleia Geral da Metro que se realizou no passado dia 2 de setembro, que invoca o artigo 26º do Estatuto do Gestor Público, aquando do envio da convocatória aos acionistas da empresa.

CC – Qual a sua perspetiva pessoal sobre o motivo desta decisão? Esta substituição apanhou-a de surpresa ou já a considerava uma possibilidade?

TJ – Esta decisão apanhou-me de surpresa. Não me ocorreu que, na fase intensa de trabalho em que o projeto se encontra, em vista da entrada e serviço da sua 1º fase em breve, fosse tomada esta decisão. O mandato da Administração de que fiz parte terminava no final de 2025 e, naturalmente, considerava a possibilidade de não ser reconduzida, nessa altura.

CC – A abertura experimental da operação entre Portagem e Vale das Flores foi lançada de forma parcial, numa altura que surpreendeu muitos. Como avaliou esta decisão enquanto administradora: foi favorável ou contrária à “abertura” nesta fase e nestes moldes?

TJ Foi unânime a decisão de promover uma fase intensa de testes, em ambiente real, para testar o funcionamento integrado das várias componentes do sistema (infraestrutura, autocarros, sistemas técnicos, gestão da operação e passageiros), permitindo fazer os pequenos ajustamentos e ultrapassar os problemas de infância que sempre surgem em sistemas novos. Chamámos a isto operação preliminar.

CC – Sendo uma operação de grande dimensão, que exige testes e, possivelmente, certificação, pode confirmar se o troço Portagem–Vale das Flores está, de facto, devidamente certificado e testado para o serviço experimental?

TJ – Sim, a Metro Mondego assegurou que estavam garantidas todas as condições de segurança para a realização da “operação preliminar”. O IMT, entidade que fará o licenciamento da futura operação comercial, viabilizou estas ações; naturalmente a oposição desta entidade teria determinado a sua não realização.

CC – A extensão da operação experimental até Serpins chegou a ser considerada? Quais foram os principais fatores para não avançar imediatamente com toda a linha?

TJ – No momento em que for possível oferecer circulação até Serpins no âmbito de uma operação regular, estaremos em condições de iniciar a exploração comercial, concretizando a 1ª fase, que será entre Serpins e Portagem. A exigência da operação no troço suburbano é muito maior por este troço ser em via única (é preciso ter um sistema, testado e certificado, com redundâncias, que garanta que nunca estará mais que um veículo em sentido contrário em cada secção de via única).

CC – Olhando para o seu percurso na Metro Mondego, qual considera ter sido o seu maior contributo ou motivo de orgulho neste projeto tão relevante para Coimbra?

TJ – Espero ter contribuído para a boa articulação e cooperação entre as muitas entidades envolvidas neste projeto e acredito ter ajudado a afirmar o Metrobus como elemento central do sistema de mobilidade deste território.

CC – E, pelo contrário, que aspetos a desiludiram ou gostaria de ter concretizado e não foi possível?

TJ – Gostaria de ter conseguido comunicar de forma mais clara e abrangente as características do sistema e a complexidade do projeto.


Mais Histórias

Ano novo arranca com bilhetes pagos no Metrobus

Fomos até Serpins no penúltimo dia gratuito e vimos um ano novo que traz bilhetes pagos, captando conversas sobre tempo ganho à Lousã, o novo MOVE-C e as velhas vontades que este traçado finalmente realiza.

quote-icon
Ler mais small-arrow

MENSAGEM CIDADÃ | Viaduto do IC2 sobre o Choupal: diagnóstico certo, solução errada

Por Miguel Dias

quote-icon
Ler mais small-arrow

Metro Mondego: exonerações reacendem dúvidas sobre política e gestão do projeto

Decisão sem explicação formal envolveu Eduardo Barata e Teresa Jorge e acontece a meses da inauguração plena do sistema.

quote-icon
Ler mais small-arrow
Contribuir small-arrow

Discover more from Coimbra Coolectiva

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading